Alguém, chame a lua. Que hoje eu quero prosear.
A persistência, essa eu conheço.
Desistir, na chegada, eu nunca vi.
Eu já cai, olhando a lua. Tropeçadas, que a poesia dar.
Se me veres, olhando o céu. Eu estou orando.
Só, de olhar o céu, eu vejo deus.
Você tão longe, e eu aqui, tão perto.
Não tenho dinheiro, eu semeio flores.
Se não me derem as mãos, eu voarei.
Não importa, as lágrimas. Eu irei vencer.
Cansado, estão os meus olhos. Eu estou, é amando.
Por ela, eu não vou desistir.
Em teus braços, eu desmaio, eu desmaio, eu desmaio.
Mesmo ela estando longe, eu sinto ela aqui.
A minha casinha na árvore, que alegria. Quando eu sonhava de lá.
Se, depender de mim, eu faço desse mundo um jardim.
Na escola, a poesia voava. Quem pegava, eu não via. Eu só namorava.
A minha indecisão, não se decide. Eu sou realmente indeciso.
Eu sou tão indeciso, que chega a ser, angustiante.
São três horas da manhã, eu já estou escrevendo.
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