Eu sou tudo e nada

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Nem tudo que quero pode ser bom pra mim, assim como tudo que tenho não necessariamente tenha que ser bom pra mim.

O tempo voa. A vida passa. Tudo morre. Tudo Vive. Tudo se renova. Alma que padece. Corpo que envelhece!

E TUDO JÁ ESTAVA ESCRITO...

Quando nascemos trouxemos junto um bloquinho de notas, lápis e uma borracha.
E vamos anotando nossa história, algumas vezes corrigimos, outras vezes apagamos e muitas vezes arrancamos uma folhinha e refazemos novamente e assim o bloquinho vai terminando. Então, decidimos comprar um caderno bonito e bem encadernado e com bastante folhas para passar tudo a limpo, mas aí a gente se dá conta que o lápis já está sem ponta e gasto (de tanto usar e apontar) e a borracha já nem existe mais…
Por que?
- Tudo já estava escrito!

JANELA DO TEMPO
(A brevidade dos ciclos)

Olho para trás e tenho certeza de que tudo passa; nada é para sempre. O dia pode ter sol, chuva ou ser nublado; são apenas dias que nascem e morrem, em constante metamorfose — ora casulos, ora borboletas. Simplesmente observo, calada, na janela do tempo.

Lu Lena / 2026

JUNÇÃO DE ALMAS
(A sinfonia silenciosa da neurodivergência e do encontro)

Tudo o que é expresso através de gestos, olhares e palavras — entre presságios e enredos — vem sempre à tona em mim. Vou decifrando, no âmago de minha alma, os enigmas da vida: esses mistérios e segredos que instintivamente reconheço em ti e que se fundem em nós.

Encontrando, às vezes, a calmaria; em outras, tentamos organizar o quebra-cabeça que nos surge ao nos fundirmos no caos do mundo. Vamos decifrando que as diferenças são, na verdade, a nossa mais singela e telepática conexão.

E vamos caminhando de mãos dadas: uma hora tocando o céu, outra hora tocando o chão...

Lu Lena / 2026

Nessa vida nem tudo se acerta, mas também nem tudo se erra...

Lu Lena / 2026

"Nem tudo na vida podemos ter: ou você escolhe ou vira escolha. E escolhas ficam na lembrança, e lembrança no passado."

A melhor faxineira que existe é o tempo: varre toda a sujeira, tira pó, limpa tudo, organiza gavetas, o que não serve mais joga fora e deixa a casa toda arrumada.

⁠todo dia você faz
tudo pela última vez —
e o que se repete
é uma prorrogação que
a vida te concede.

Medo de que o casamento não corra bem? De que o namoro não dê certo? De que tudo seja uma ilusão? O amor e o medo não podem andar juntos. Quem tem medo não entende do amor. Amar é precisamente não ter medo. É entender que se possui uma força imensa. Quem ama sabe que é também possuído e protegido pelo amor. E que por isso, caminha noutra altura; voa por cima dos cumes gelados, dos salpicos das ondas, das pedras afiadas e dos vales profundos. Quem ama navega por cima de um mundo muito pequeno, se move com asas de fogo, descansa em mãos de fadas, possui sua própria dimensão. Quem ama vira um ser de outro mundo.

Somos feitos de tudo: do que quebra, do que sustenta, do que molha e do que escorre. Andamos no tempo. Quem envia e quem recebe. Tudo que soltamos ao vento retorna. Somos a imagem do espelho e o que existe depois dela. Chegada e partida. O inteiro e o vazio. Fazemos planos, sonhamos, plantamos ideias. Puros no começo, vivendo num mundo cheio de regras. Podemos ser doces ou amargos – no momento certo.


Às vezes assustamos, às vezes abraçamos. Nos encontrar por dentro é o segredo. Se olhar com calma é a estrada. Enxergar longe é o que falta. Cuidar do outro e saber que ele sente como a gente é o que importa. Ninguém está acima. No final, viramos pó. Nem sempre firmes. Nem sempre limpos.


O que vale é buscar, se olhar por dentro e sentir que a Vida é um presente.

Garota diferente, que não se parece com nenhuma outra. Garota que sente tudo com intensidade, que tem um coração que domina ela por completo e um jeito teimoso que faz ela só viver o que realmente arde por dentro. Ela se perde de si, se despedaça, mas sempre dá um jeito de sair dessas bagunças dançando solta, com uma leveza que atravessa o peito… Garota estranha que me pega inteiro, que me queima por dentro e me faz amar ela mais a cada batida, a cada suspiro, a cada noite...

A arte está presente em tudo, até nas formas mais simples de viver.
Há quem a valorize todos os dias, enquanto outros se apropriam dela sem conhecê-la, sem entendê-la por inteiro. Enriquecem suas vidas explorando o “menor abandonado”, aquele que encontrou na arte o único refúgio para sobreviver e mesmo assim, pouco se fala do verdadeiro valor da arte.


Aceitamos qualquer preço por não reconhecer isso.
Se tudo o que envolve a arte fosse realmente valorizado, muitos artistas teriam morrido ricos com capital financeiro e não apenas lembrados depois de morrer.


Enfim, seguimos “vivendo da arte”…
— Mara Ferly

Às vezes, tudo o que você precisa é parar um instante, sentir o chão sob os pés e lembrar que o tempo também trabalha a favor de quem não desiste.

"Antes de comemorar a venda, calcule o lucro! Dinheiro que entra não é tudo seu: uma parte paga o que gastou, o lucro é o que fica no seu bolso no final." 💸🧠⁠

Tudo que é belo atrai o poeta, assim todas as mulheres lhe fascinam, contudo, apenas a musa lhe completa, a sua noção errônea de completude.

Sem vinho, provavelmente não haveria humanidade.... Eis tudo o que é a vida: Amor, prazer e amizade. ”

Diante da angústia e da constatação de que tudo acaba no niilismo — nome dado ao empenho de alcançar o vento —, o homem se depara com a finitude inevitável e não encontra sentido na busca por poder, dinheiro ou fama. Tudo o que se faz debaixo do sol é vaidade, competição para vencer o outro. No entanto, é apenas no outro, no convívio e na partilha com o semelhante, que se pode encontrar alguma razão ou sentido, aquilo que às vezes chamamos de felicidade.


Evan do Carmo

Tudo o que amei, amei sozinho. A solidão é o estado original da alma quando ela não negocia consigo mesma. É nesse espaço sem plateia que o amor existe inteiro, sem função, sem utilidade, sem promessa. Só somos nós quando estamos sós. O resto é adaptação ao olhar alheio, ruído social, sobrevivência simbólica.
Sou um completo desconhecido para os outros. O que chega até eles são fragmentos, gestos toleráveis, versões aceitáveis. O essencial não atravessa. A identidade real não circula, não se presta, não se oferece. Ela permanece recolhida, densa, silenciosa. A alma humana não se deixa tocar sem perder forma.
Minha canção nasce no silêncio. No silêncio onde se cria o absurdo. Onde o impossível se organiza. Onde a palavra não explica, apenas existe. No silêncio onde se esconde o medo. O silêncio sustenta aquilo que não pede tradução, aquilo que não aceita clareza.
Essa é a autópsia da alma humana. Amar sozinho. Pensar sozinho. Existir sem testemunha. Permanecer inteiro longe da compreensão. O que importa não se anuncia. Não se justifica. Não se resolve. Fica. Em silêncio.

Vivi perdida...agora que estou me encontrando, tudo ao meu redor parece perdido demais...