Eu sou tudo e nada
No fim das contas, não perdi nada. Continuei sendo quem sempre fui. O que ganhei foi algo muito mais valioso: uma lição que poucas pessoas têm coragem de aprender. Algumas decepções não chegam para nos destruir, chegam para nos ensinar a enxergar a verdade.
"O homem, quando odeia, parece lobo; quando ama, revela-se humano — e, por isso, não é nada bobo."
(Osman Matos, séc. XXI)
Não há nada aqui dentro.
Só um peso vazio sozinho.
46 kg de nada.
46 kg de tanto querer.
Eu quero reter mais peso mas eu não saberia lidar com mais.
Mas o peso que eu quero é diferente.
É um peso que me garante proteção no futuro. É montar uma reserva de energia só pra mim. Ninguém vai poder tirar de mim. Isso não! Isso vai ser meu, só meu.
Será que é culpa? Mas não fui eu quem tentei tirar alguém de um outro alguém. Se isso for um peso, esse peso não é meu.
Eu só não sei ter esse outro que me protege, esse outro tipo de peso que me faz não tê-lo. Se algo der errado, esse outro peso não vai falhar. E eu não sei o que é isso.
Hora de ir para a cama, chega de ouvir rádio por hoje. Deito e a cabeça não desliga.
Esse peso é grande, forte, alto e pesado, e eu não sei o que é ter você ao meu lado.
Durma bem tesouro.
"Se não estiver fazendo nada; coloque a cabeça para trabalhar. Sugira pra ela encontrar uma alternativa pra você melhorar de vida: talvez perseverar no estudo; encontrar um trabalho melhor etc. e depois colocar em prática"
"Se você é inteligente e não faz nada para melhorar de vida, através do estudo e trabalho honesto, VOCÊ É BURRO"
Quando você compreender
que é o único responsável
pela sua vida,
nada mudará suas escolhas
nem seus caminhos.
A participação em grupos, seja qual for, nada mais é do que a necessidade de obter a aprovação de outras pessoas ou, por vezes, de conseguir a aceitação de algo que não se consegue manifestar sozinho com a força desejada.
Respirar,
mesmo quando o mundo não perceber,
mesmo quando o tempo passar
e nada for mais igual,
quando ninguém mais for o mesmo...
ainda assim,
respirar.
A grande crueldade do silêncio é essa: Ele não mostra nada de quem partiu, mas deixa quem ficou com todas as perguntas e nenhuma resposta.
O mar é abrigo
O mar não pergunta nada.
Não exige explicações,
não pede promessas.
Eu chego cansada
e ele continua ali,
aberto, imenso,
sem se negar.
O mar acolhe até
quem chega quebrada,
com os pés feridos
e o peito cheio de nomes.
Não me diz para ficar,
não me diz para ir.
Ele apenas existe.
E às vezes isso basta:
um lugar que não foge,
que não se fecha,
que não me pede para ser outra.
Nada fica no pico o tempo todo.
Emoção não sustenta intensidade máxima por muito tempo. O corpo cansa, a mente cede. Isso não é fraqueza, é fisiologia.
Toque de Abrigo
Foi um gesto pequeno,
quase nada pra quem olha de fora.
Uma mão que encosta,
sem pressa,
sem pedido.
O corpo estranhou primeiro.
Como quem abre uma janela
depois de muito tempo fechada
e esqueceu como o ar entra.
Ela quase dormiu.
Eu quase lembrei
que o toque também pode ser descanso,
não só alerta,
não só defesa.
Não houve promessa,
nem história,
nem nome pra dar ao momento.
Só presença.
E nesse silêncio compartilhado,
meu corpo entendeu antes de mim:
nem todo contato fere,
nem todo afeto cobra.
Às vezes,
tocar alguém
é só isso.
Um intervalo de paz
no meio da resistência.
Não é o lugar, nem quem passou,
o tempo mente... Nada levou.
Há algo em mim que insiste em ficar:
não acaba… aprende a morar.
De nada dessa vida somos donos
Somos meros mordomos
Das graças que a vida nos traz
Desejamos o que não possuímos
Devolvemos o que não é nosso
Essa é a vida em si
Choramos por coisas que não temos
Escarnecemos das coisas que vem a nossa mão
Que profundo paradoxo
A tristeza acompanha a alma insatisfeita
Que muito almeja sem poder ter
E quando se tem com o tempo se rejeita
Querendo sempre àquilo que não se tem
Mas esquecem de que: de nada dessa vida somos donos.
Querer é bom
Mas nada é
Pois no querer só há vontade
Como uma faísca da ação
Porém o querer
Acompanhado com a ação
De fato é
Pois te tira dos bastidores
Te empurra dos mundos dos sonhos
E te leva aos métodos
Para a sua concretização.
Você entrou na minha vida como aquelas músicas que a gente escuta sem esperar nada, e depois não consegue mais deixar de escutar por que vira chiclete, eu juro eu não esperava gosta nessa proporção, no começo era fácil, eu te via apenas como um alguém normal e eu ria fácil com suas piadas sem graça, achava bonito teu jeito distraído, teu olhar perdido no meio das conversas ( mesmo que através da tela), a maneira como tua voz soava quando não estava tudo bem, quando tudo era um dia bom era simples a forma que me fazia viajar pra outros lugares só com o som de sua voz é como se soubesse o caminho que me leva até você.
Desculpa por me envolver tanto eu não percebi quando virou amor, talvez tenha sido naquela madrugada em que você falou dos teus medos tentando parecer forte, e eu tive vontade de te abraçar como quem protege uma chama do vento, ou talvez tenha sido antes, sei que meu coração palpita quando penso em você. Sei que, quando percebi, já tinha construído uma casa inteira dentro de você.
E pessoas como eu? Não sabem sobreviver depois do incêndio, você é a chama que não apaga, o gelo que não derrete, a chuva que não passa, o vente que não acalma, o tsunami que nunca está satisfeito em destruí tudo pela frente, você é o amor que não morre, e quando me dei conta que eu te amava você foi ficando distante devagar, cruelmente devagar, como quem queria partir, e sem fazer barulho, foi o silêncio mais barulhento que já ouvir, foi como o som de pratos de cristais se quebrando, como trovoadas no céu.
Mas o amor que senti por você foi quente, foi como deitar a cabeça em um travesseiro feito de nuvens, como pisar em casca de ovos, foi sentir a verdade, mesmo quando a boca mente e o silêncio entrega tudo, eu fiz tanto esforço pra que você continua-se ali e mesmo sem realmente estar, vi a culpa escondida nas pausas, nas respostas curtas, nos “tô cansado” que nunca eram só cansaço, era desistência.
E ainda assim? Eu implorava ao universo pra você ficar.
Patético, né?
Mas amar alguém a ponto de aceitar migalhas só porque elas ainda carregam o perfume, aquele maldito perfume.
Tem noites em que lembro da tua voz e meu peito reagindo como agulhas por dentro da pele querendo sair, a saudades não parece saudade e se torna um luto eterno.
Sabe o que mais dói? É que você não morreu, mas a versão de nós dois que eu mais amava… morreu, e ninguém fala sobre isso, ninguém fala sobre a dor absurda de olhar pra alguém vivo e perceber que já perdeu essa pessoa, às vezes eu releio nossas conversas antigas só pra visitar quem eu era antes do fim.
Antes de aprender que amor também sabe destruir devagar, e ouvir da sua boca que eu merecia alguém melhor, e o grande problema era que eu não queria alguém melhor.
Eu queria você!
Mesmo confuso, mesmo quebrado, mesmo indo embora aos poucos enquanto eu tentava te segurar com mãos cheias de cortes, talvez essa seja a pior parte do amor: ele não acaba quando deveria, ele continua respirando escondido, em músicas aleatórias, em ruas conhecidas, em domingos vazios, em detalhes tão pequenos que dá raiva perceber que o coração ainda lembra.
Então eu sigo me forçando a viver sem ouvir a sua voz, sigo sem ver seu sorriso, sem ouvir sua risada, sem ver seus olhos, sigo querendo ficar, sigo sangrando sem querer curar.
Porque nunca vai sarar a ferida por que minha cura me deixou, e se minha dor cansa uma hora, farei novas feridas relembrando daquilo que me fez bem e nenhum outro vai fazer da mesma forma.
E bem no meio da madrugada, eu ainda desejo, em silêncio, que você volte como quem nunca foi embora.
Você não perdeu nada. O que parecia demora era proteção. Que seu sábado seja leve o suficiente para perceber isso.
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