Eu sou tudo e nada

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Deus, que eu morra no palco!
Não me coroem
De rosas infecundas a agonia!

Todos dormem.
Eu nado na noite que
entra pela janela.

Não quero que Deus me dê nem um dia de vida a mais de que eu não possa me orgulhar.

O amigo é um segundo eu.

Eu não podia esperar pelo sucesso, então eu fui em frente sem ele.

Eu elogio em voz alta; eu censuro baixinho.

Nosso eu interior não é algo que se encontre. É algo que se cria.

Faz o que eu digo, mas não faças o que eu faço. Esta é a verdadeira sabedoria.

Eu odiaria morrer duas vezes. É tão chato

Eu não quero um homem que só diga sim trabalhando comigo. Quero alguém que fale a verdade – mesmo que isto lhe custe o emprego.

Eu acredito que cada direito implica em uma responsabilidade, cada oportunidade em uma obrigação; e cada posse, um tributo.

Para os políticos, a verdade e a mentira não são importantes. Então eu nunca poderia tornar-me um político.

Vem morte, tão escondida, / que eu não te sinta chegar, / para que o prazer de morrer / não me dê novamente a vida.

Eu fecho meus olhos para ver.

O que você é te controla, e ecoa tão alto, que eu não consigo ouvir o que você diz ao contrário.

Ralph Waldo Emerson
Letters and Social Aims

Eu estou-me sempre a enganar, como Deus.

Sem que o discurso eu pedisse,
Ele falou; e eu escutei,
Gostei do que ele não disse;
Do que disse não gostei.

Canção de Primavera

Eu, dar flor, já não dou. Mas vós, ó flores,
Pois que Maio chegou,
Revesti-o de clâmides de cores!
Que eu, dar, flor, já não dou.

Eu, cantar, já não canto. Mas vós, aves,
Acordai desse azul, calado há tanto,
As infinitas naves!
Que eu, cantar, já não canto.

Eu, Invernos e Outonos recalcados
Regelaram meu ser neste arrepio…
Aquece tu, ó sol, jardins e prados!
Que eu, é de mim o frio.

Eu, Maio, já não tenho. Mas tu, Maio,
Vem com tua paixão,
Prostrar a terra em cálido desmaio!
Que eu, ter Maio, já não.

Que eu, dar flor, já não dou; cantar, não canto;
Ter sol, não tenho; e amar…
Mas, se não amo,
Como é que, Maio em flor, te chamo tanto,
E não por mim assim te chamo?

José Régio
Filho do Homem

Havia o escuro
mas eu não sabia onde;
teu rosto era sol.

Se perdi os meus dias na volúpia, ah! devolvei-los a mim, grandes deuses para que eu volte a perdê-los.