Eu sou tudo e nada

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Eu vejo emoções baratas,
Sendo vendidas no preço de qualquer prata.

Eu dançarino,
Sem palco, sem plateia.
Na iluminação dos raios,
Ao som dos trovões.

Eu gosto de papos de primeira,
Mesmo que seja nas segundas...

Foi uma despedida sem volta,
Do meu eu de hoje,
Com meu eu de ontem.

Mataram as borboletas no estômago,
Não perceberam,
Que no peito eu tinha uma fênix,
E na mente uma águia.

Você era o sorriso,
Que eu fechava os olhos para ver,
Quando o dia estava ruim.

Você continua repetindo os mesmos erros,
E eu fingindo que não percebo

Aquilo que eu não quero esquecer,
Eu transformo em música ou poesia.

Se você acha profundo o que eu te falo,
Ainda bem que você não ler pensamentos.

Deixa eu te contar a última,
Quem se ama primeiro,
Não escolhe amores de segunda.

Eu te desejo a coragem absurda
de ir embora,
Com as pernas tremendo,
Mas com o coração decidido.

Aquele convite pra um café,
ainda está de pé.
Mas deixo claro,
Eu também aprendi devolver ausências.

Eu vi gente com a máscara torta,
Apontando e rindo dos meus defeitos.

Há pessoas preocupadas comigo,
E eu nem lembro delas.
A culpa disso,
não foi minha.

Eu vi quem prometeu segurar minha mão,
Soltar, e ir embora sem aceno.
Aprendi que nem toda chegada vira morada.

Reciprocidade é pouco,
O que eu quero é transbordo sem repressão.

Eu gosto de te ouvir gritar no ponto alto,
E de ver as caras dos vizinhos bocejando no elevador.

Comigo o que funciona são atitudes.
Palavras, por palavras,
eu ouço podcast.
Obrigado.

Se na minha rebeldia,
eu quebrei meu próprio molde,
Imagina os padrões.

⁠O desamparo fértil
das circunstâncias
da vida fala o tempo
todo nos ouvidos,
Eu quero saber quando
chega a liberdade
dos presos políticos.

Ah! A região sórdida
do inconsciente
que não deixa
a razão descansar
para encontrar
a saída para
se reconciliar
com toda a gente.

Este travesseiro
parece um mar
e a mente um
barco a balançar
lembrando
que o General
está preso injustamente,
uma tropa, paisanos
e um velho tupamaro
em trágica situação igualmente.

Tudo isso é de rasgar
a minh'alma abertamente
que aleatoriamente
segue como a poetisa
destes invisíveis incansavelmente

Confesso abertamente que,
não tenho nenhuma pena deles, porque cada um está escrevendo
com honra clara um capítulo
para mudar o curso da História
e devolver para a Venezuela a glória.

Os heróis jamais serão
dignos da minha pena,
Cada herói merece mesmo
é mais de um poema,
Assim como o Esequibo
merece aparecer em todos
os mapas que estão em equívoco.

Tenho pena mesmo
é dos covardes que insistem
em se abrigar na soberba
se distanciando de viver
a vida com paz, dignidade
e em reconciliação com a verdade.