Eu sou tudo e nada
O Limão é azedo e eu gosto
O abacaxi é azedo e eu gosto
O Morango é azedo e eu gosto
De gente azeda, tenho medo.
odeio indivíduos que cortam o pensamento no meio. Eu me odeio, mas com certeza esse não é um dos motivos.
Eu ainda penso em você — de uma forma mais leve, com menos euforia. Penso na sua vida e na minha. Não desejo que sejas eternamente castigado por expulsar-me da sua vida; mas desejo que, sempre que pensar em mim, não saiba absolutamente nada de mim.
Eu gosto de música antiga porque ela tem pressa de sentir, não de acabar; cada nota ali é um pedaço de alguém que amou, chorou e viveu de verdade, nos ensinando que o tempo pode até levar as pessoas, mas a alma do que elas sentiram fica eterna se a gente souber escutar.
Para onde quer que eu siga,
sem importar a direção do vento,
meus passos sempre me conduzem
até onde você esteja.
Às vezes me encontro em mar aberto,
à deriva no oceano da minha consciência.
Em outras, sou náufrago em ilha deserta,
rodeado apenas pela maré da saudade.
Mas em nenhuma dessas terras
eu repouso ao seu lado.
Como se o destino, em jogo cruel,
nos afastasse em planos diferentes.
E ainda que eu não creia em destino,
parece que jamais
o universo conspirará
para que sejamos um só horizonte.
Não é a bagunça que você faz ao chegar que me causa medo.
Ela apenas revela o que eu deveria ter organizado antes.
O que pesa é o depois,
o espaço que você deixa,
o vazio que insiste em ficar quando você vai.
Apego Ato 1
Luz sobre ele. Silêncio. Ele respira fundo.)
Que fiz eu…
Que fiz eu, senão tomar mãos humanas
e moldá-las em divindade?
Era carne como eu.
Era falha como eu.
E ainda assim, eu a vesti de eternidade.
Com minhas próprias mãos ergui o trono.
Poli a madeira com expectativas,
revesti-o com promessas que nunca foram ditas,
e a coloquei lá no alto… acima de mim.
(ri, amargo)
E então ousei perguntar por que não me via.
Mas como poderia?
Do alto do altar que construí,
tornei-me chão.
Tornei-me base.
Tornei-me invisível.
Ó coração tolo,
confundiste amor com reverência,
entrega com submissão,
admiração com ausência de si.
Não foi ela quem subiu
fui eu quem me ajoelhei.
(pausa)
Amor…
amor não pede joelhos.
Não exige plateia.
Não se alimenta de distância.
Amor é encontro.
É altura contra altura.
É dois olhares no mesmo nível do céu.
E se hoje sofro…
não é por não ser visto.
É por finalmente enxergar
que fui eu quem construiu a própria sombra.
(Luz se apaga.)
Alguns pensam que uma junção de vocábulos tem significado; já eu penso que uma junção de significados tem um objetivo, uma razão.
O que vocês chamam de ensino, eu chamo de obediência, você não está gerando ideias, está obedecendo ideias estabelecidas
É porquê eu não gosto de falar de sentimentos, eu gosto de criar coisas, e eu não 'crio sentimentos' porquê eles já existem. Além do mais, não preciso deles para criar coisas.
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