Eu sou tudo e nada

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⁠Sabe, quando eu era criança, acreditava em tantas coisas mágicas: Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, contos de fadas... Tudo parecia possível, tudo era cheio de encanto. Mas aí a gente cresce, e a vida começa a nos dizer que é besteira acreditar nessas coisas, que precisamos ser mais “pé no chão”. Só que, honestamente? Eu não consigo ser assim.
Eu ainda acredito em clichês. Ainda me pego sonhando com finais felizes, ainda choro em filmes românticos, ainda acho lindo quando vejo um pedido de casamento. E, às vezes, isso me faz sentir meio bobo, como se o mundo dissesse que eu deveria ser mais duro, mais cético. Mas por que eu deveria? O que há de errado em querer enxergar a beleza e o amor nas pequenas coisas?
A vida já é cheia de momentos difíceis, de dores e decepções. Então, se acreditar no amor, nos finais felizes, ou até mesmo em um pouco de magia torna tudo mais leve, por que eu abriria mão disso? Talvez seja isso que ainda mantém viva aquela criança dentro de mim, aquela que nunca deixou de sonhar. A magia não está lá fora, está dentro de nós, e eu ainda escolho mantê-la viva.

“Eu descobri que algumas certezas envelhecem antes de nós, e quando finalmente percebemos, já estamos defendendo algo em que deixamos de acreditar.”

“Eu não temo tanto aquilo que posso perder quanto aquilo que posso me tornar enquanto tento não perder.”

“Há coisas que eu só compreendi depois de deixá-las para trás, porque certas verdades fazem barulho demais quando ainda estamos vivendo dentro delas.”

ENTREGA A MIM

Mesmo não querendo, eu me entrego para mim.
Quando não percebo, também me entrego para mim.

Eu sou a beleza da minha própria vida.
Eu sou, também, o motivo da minha felicidade.

Experiencio a vida conscientemente e me deleito nos meus próprios pensamentos.

Não sou autossuficiente, tampouco independente.
Mas tenho consciência de que sou livre para gritar o sim que penso.

E sei que tenho exatamente o tempo de que preciso para contemplar todas as coisas que me são possíveis.

Porque, no fim, antes de qualquer entrega ao mundo, existe uma entrega inevitável:

a entrega de mim a mim mesmo.

P. H. Amancio

Como eu sei que acabei um texto? Eu não sei.


Às vezes é o texto que acaba comigo.

não precisa mais mudar, Eu mudei..

⁠Agradeço por poder fazer tantas ações boas sem necessidades de contar, é eu e Deus e em sua força não precisa se auto-afirmar.

Amava quando tinha o tal jogo da seleção, que enquanto assistiam, eu saia para andar de bike e as ruas eram somente minhas.

Me disse para crer em seu Deus, eu disse que o vi, mas não acreditou.

Lá vou eu, rindo e chorando, nestes vales de lágrimas, tristes e amargurados, tentando levar a vida como Deus e o Diabo querem. Mas a vida tem destas coisas. Assim, debaixo do céu e por cima do chão, vou levando a vida aos chutes e pontapés, vou enfrentando o salão, dançando o samba que a vida vai tocando para mim em cada raiar do sol.

A minha incapacidade de tocar a tua alma, faz com que eu procure estar mais perto do teu coração.

Se eu não tivesse seu amor
Meu Pai
Eu não seria capaz de viver
Sem seu amor
Por favor, Pai, me dê
Um pouco de amor
Porque eu sei que
Você tem muito amor para dar
Você é quem fez o amor
Com suas mãos sagradas
Também é o amor que cura
Meu coração partido
Que está em dor
Eu já tomei muitos analgésicos
E nada funcionou
Sim, eu overdosei em analgésicos
Isso é algo muito
Perigoso de se fazer
Mas eu também estava ficando desesperado
Sim, Pai, muitas pessoas quebraram
Meu coração novamente
Também eu não sei mais o que
Fazer
Porque eu odeio ficar sozinho
Sem amigos

Sabe o que eu acho muito engraçado? É que nossa mãe/pai acha que está no direito de dizer coisas extremamente feias para os seus filhos, e em que base cientificamente, no que isso vai ajudar a criança a "crescer"? Ela só vai ficar mal, muitas vezes os adultos erram. "Ai, mas é culpa do celular que ela/ele é assim!" Não, não é, é culpa sua (às vezes).
Acha que brigar, xingar e bater até arrancar sangue da sua/seu filha/filho vai resolver alguma coisa? Não, não vai, isso só vai fazer ela(e) sentir medo de você, não respeito. Acho que quem tem que crescer aqui não são os adolescente, e sim os adultos (a maioria).

vontade de cometer sepukko.
eu nao aguento mais fingir estar bem.

to cansada, eu queria morrer, pq eu ainda to aqui, eu nao sei, eu to cansada de sorrir, fingir que ta tudo bem, e nao conseguir desabafar com pessoas que conheco, eu so quero desistir.

ontem eu não dormi nem hoje, e to cansada kkkkkk
minha mãe ta estranhamente depressiva e minha irma ta se isolando com sua namorada, e eu to depressiva e talvez eu tenha depressao grave. kkkkkkk e TDAH

hoje eu me vejo lutando contra a depressão, e vencendo aos poucos

O que será que a vida espera de mim?

Às vezes me pergunto se ela espera que eu seja alguém digno. Alguém que tenha aprendido as regras do mundo, que saiba distinguir o certo do errado, que cumpra os valores que me ensinaram e carregue, com alguma dignidade, tudo aquilo que esperaram que eu fosse.

Mas quem decidiu o que é ser digno?

Talvez dignidade seja apenas uma palavra que inventamos para dar nome à maneira como esperamos que o outro viva.

Desde cedo nos ensinam o que devemos ser. Estudamos para ser alguém. Trabalhamos para ser alguém. Construímos relações, acumulamos histórias, conquistas, fracassos, títulos e lembranças — quase sempre tentando responder a uma pergunta que ninguém nos fez diretamente, mas que parece estar escondida em tudo:

“Você está sendo aquilo que deveria ser?”

E talvez seja justamente aí que a vida se torne estranha.

Porque, enquanto tentamos corresponder ao mundo, vamos nos afastando lentamente de nós mesmos.

Talvez a vida não queira de mim grandes feitos. Talvez não queira que eu seja extraordinário, admirado ou lembrado. Talvez queira apenas que eu consiga existir sem precisar transformar cada passo em uma prova de que mereço estar aqui.

Ser alguém simples.

Alguém que compreenda a si mesmo, ainda que nunca completamente. Alguém que reconheça as próprias contradições, faça as pazes com algumas delas e aprenda a conviver com aquilo que jamais conseguirá compreender.

E, quem sabe, compreender um pouco os outros.

Porque talvez compreender o outro seja também perceber que ninguém sabe exatamente o que está fazendo. Há pessoas que parecem ter todas as respostas, mas carregam perguntas que nunca tiveram coragem de dizer em voz alta.

Talvez todos nós estejamos apenas tentando encontrar alguma forma de chamar de vida aquilo que fazemos com o tempo que nos foi dado.

E então penso que talvez eu esteja fazendo a pergunta errada.

Talvez não seja a vida que espera alguma coisa de mim.

Talvez seja eu quem espere alguma coisa dela.

Espero que, em algum momento, tudo faça sentido. Que os encontros tenham uma razão, que as perdas tenham deixado alguma coisa, que os caminhos que não escolhi tenham me conduzido, de alguma maneira, até onde deveria estar.

Espero que exista alguma espécie de resposta escondida depois de todas essas perguntas.

Mas talvez não exista.

Talvez eu esteja procurando por algo que nunca teve nome.

Algo simples e, ao mesmo tempo, impossível de explicar. Algo que não cabe em uma profissão, em uma relação, em uma conquista ou em qualquer uma das palavras que usamos para definir uma vida.

Algo que talvez exista apenas naquele lugar silencioso dentro de nós onde ninguém mais consegue entrar.

E talvez seja por isso que, mesmo quando conquistamos aquilo que um dia desejamos, ainda sentimos que falta alguma coisa.

Porque há desejos que não sabem dizer o próprio nome.

Há vazios que não pedem para ser preenchidos, apenas compreendidos.

Há partes de nós que passam anos esperando que finalmente prestemos atenção nelas.

Talvez viver seja esse movimento estranho entre aquilo que o mundo espera de nós e aquilo que, silenciosamente, esperamos encontrar dentro de nós mesmos.

Talvez amadurecer não seja finalmente descobrir quem somos.

Talvez seja aceitar que nunca seremos uma resposta definitiva.

Somos perguntas em movimento.

Somos aquilo que fomos, aquilo que perdemos, aquilo que escolhemos, aquilo que recusamos e também tudo aquilo que ainda não conseguimos ser.

E talvez a vida não esteja esperando nada de nós.

Talvez ela simplesmente aconteça.

E sejamos nós que, diante dela, insistimos em perguntar:

“O que devo fazer com tudo isso?”

Talvez a resposta não esteja em descobrir o que a vida espera de mim.

Talvez esteja em descobrir o que, apesar de tudo, ainda faz com que eu queira continuar vivendo.

Todo dia eu espero que acabe ou que comece
Todo dia eu torço para estar errada e para estar certa
Todo dia eu acordo ainda dormindo, e a noite não durmo
Todo dia eu espero que você vá, e torço para que volte
Todo dia eu me sinto morta, ainda que viva
Todo dia eu respiro, mas sempre me falta o ar
Todo dia eu choro de alegria e de tristeza
Todo dia eu canto minhas dores, enquanto sangro nas minhas canções
Todo dia eu queria não ser assim, mas todo dia eu sou assim.