Eu sou tudo e nada
Hoje vejo que a escrita é minha vitamina,
Eu vou chegar ao sucesso com trabalho e disciplina.
No ringue eu deixo sangue, lágrimas e suor,
Rima corre no meu sangue em busca de uma vida melhor.
Admitir
Tentei ser o homem perfeito, o homem certo.
Eu sonhava, sentia... você era a pessoa certa.
Quando acordei, você já tinha se casado,
E eu ali, sonhava acordado.
Sentia que tinha sido enganado,
Te amando em silêncio — mas o tempo apagou.
E tudo que era cor, a fumaça levou;
Teu “pra sempre” sumiu sem avisar,
E eu fiquei sem lugar pra voltar.
Você era a pessoa certa,
Mas só no meu lado da história aberta.
E quando acordei...
Você já tinha se casado.
Enquanto eu ainda te esperava do outro lado,
Foi delírio, foi encanto, foi espelho quebrado.
Fui teu tudo, sendo teu quase-nada, calado...
Hoje eu vejo:
Sonhar sozinho também dói demais.
E amar no escuro não traz sinais.
E agora eu sei:
Sonhar sozinho... também é forma de se perder...
Admito.
Tentei ser teu porto, fui só passagem.
Te amei sem rascunho, sem margem.
Hoje entendo, enfim, sem disfarce:
Não era destino...
Era só viagem.
Amor vitalício.
Eu sei que você ainda se lembra da nossa história de amor,
mas preferiu jogar fora por uma aventura que você mesmo inventou.
Não nego: sinto a sua falta…
mas preciso ir embora.
Onde foi que eu errei?
Em que momento deixei de ser o que você queria?
Tentei ser o homem perfeito,
mas mesmo assim fui imperfeito para você.
E no fim,
só queria entender o que é o tal amor vitalício…
Amor vitalício?
Talvez seja apenas a mais bela ilusão....
Eu estava voando, girando com você por todas as cores do céu. Sem pudor algum, sem nem mesmo ter certeza de se tratar da realidade. Como éramos graciosos! Os pássaros nos invejavam, e o Sol se punha mais cedo só para nos ver. Como eram belas nossas asas, quando éramos ainda leves o bastante para voar.
EU TEMPORAL
Ontem eu andava à toa, com o tempo nas mãos sem saber da hora
Havia balanço, havia garoa e o mundo girava devagar lá fora
Um riso cabia no vão da calçada, o sol se escondia só por brincadeira
Ontem doía de tão leve, era domingo a vida inteira
Mas o tempo, esse moço apressado, me levou sem me pedir desculpas
Hoje eu corro atrás do próprio passo
Tomo café em pé, sem tempo de abraço
Tenho prazos, pesos e pressas, um relógio que nem me confessa
Hoje é um samba sem cadência, que tropeça no próprio compasso
A buzina e-mail notificação, é um trem lotado sem estação
E eu canto pra ver se a alma escapa desse corpo apressado demais
Hoje me cansa o que antes me encantava
Me sobra o cansaço, me faltam os ais
Amanhã me disseram que é bonito, mas disseram também que é incerto
É beijo prometido, é sonho guardado num livro aberto
Talvez me espere um jardim, um fim que ninguém percebeu
Talvez o amanhã nem me queira, mas sou teimoso e sigo eu
Porque o tempo é só mais um poeta que escreve o que ninguém entendeu
Eu sigo entre ontem, hoje e o depois, cantando o que sobrou de mim e dos meus
Hoje eu corro atrás do próprio passo
Tomo café em pé, sem tempo de abraço
Tenho prazos, pesos, pressas, um relógio que nem me confessa
Hoje é um samba sem cadência, que tropeça no próprio compasso
É buzina e meio notificação, é um trem lotado sem estação
E eu canto pra ver se a alma escapa desse corpo apressado demais
Hoje me cansa o que antes me encantava
Me sobra o cansaço, me faltam os ais
Amanhã me disseram que é bonito, mas disseram também que é incerto
É beijo prometido, é sonho guardado num livro aberto
Talvez me espere um jardim, um fim que ninguém percebeu
Talvez o amanhã nem me queira, mas sou teimoso e sigo eu
Porque o tempo é só mais um poeta que escreve o que ninguém entendeu
Eu sigo entre ontem, hoje e o depois, cantando o que sobrou de mim e dos meus.
Não houve barulho nem turbulência no dia em que eu desisti. Foi um dia comum, ensolarado, quente, neutro. Foi um dia normal, um dia sem volta.
Eu quero voltar a ser capaz de entregar aquilo que um dia entreguei para te conquistar e fazer você se apaixonar novamente.
Se eu fosse mosca, aprenderia entre gigantes distraídos que a empatia protege.
©13 jun.1995 | Luís Filipe Ribães Monteiro
Pode-se cogitar a felicidade, sim; mas o amor é, no fim, a única evidência que nos resta. E eu, por infortúnio ou graça, amo-te sem a menor sombra de apelação.
Um turbilhão de pensamentos rodam minha mente,
entre esses giros, eu penso em você
não que você seja apenas mais um,
só é o que eu mais gosto de pensar
D.F
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