Eu sou tudo e nada
Eu me afoguei
Eu me afoguei
Por amar intensamente
Nos atos e formas de conduzir o navegar desse (a)mar
Maresias das promessas e beijos
Cai nas águas das tuas ilusões.
Kaike Machado
"Aprendi a Me Fazer Sozinho"
Acreditar foi o erro.
A hora exata em que eu achei
que amor podia ser casa.
Que família era abrigo.
Que amor seria mais forte
que o sangue frio.
Que talvez, só talvez,
alguém fosse me olhar
e me ver.
Mas tudo que vi foi silêncio.
Tudo que senti foi peso.
Tudo que me deram foi um nome que não era meu e um destino já marcado de dor. Eu era uma criança sem lar,
e me deram um teto.
Fui tratado como erro, como rascunho, como algo que precisava ser consertado.
Me olharam como problema,
me moldaram como boneco.
E eu gritei — por dentro.
Eu chorei — sem som.
Eu vivi — escondido.
Porque se eu mostrasse quem eu era,
eles iam me quebrar mais ainda.
Deus?
Se tá ouvindo, sabe:
eu não pedi isso.
Eu só queria um canto no mundo
que não doesse tanto.
Mas o mundo me deu aço.
Então eu virei lâmina.
Se me chamam de frio,
é porque não sabem
o quanto eu aguentei
queimando por dentro.
Talvez aquele lugar
nunca fosse onde eu deveria estar.
E agora… sou eu que construo meu próprio nome.
Meu próprio chão.
Meu próprio inferno
e minha própria saída.
Eu queria muito viajar, ir à praia e ficar em paz.
Viajei com meu pai, por muitos anos fora algo que sempre sonhei.
Porque não sinto nada? Me tornei vazia?
Minhas mágoas podem ter enrijecido meu coração e a minha alma.
Quero um dia poder libertar-me desse imenso vazio, me sinto um buraco negro.
Não quero me engolir mais.
Quero poder me permitir a sonhar.
Me permitir viver, a cada dia, mais e mais.
Nunca se superestime achando que se conhece a ponto de saber do que é ou não capaz. Nunca diga: 'Eu nunca faria isso!' Há aspectos da nossa personalidade que só se revelam em determinadas circunstâncias — quando somos provados ao extremo, em meio a tragédias, crises pessoais ou necessidades profundas. Se ainda não passamos por isso, não sabemos como reagiríamos. Por isso, uma das orações mais sábias e necessárias é: 'Livrai-nos da tentação!
Senhor, eu não quero me perder em emoções
porque aprendi que te servir e te adorar
não é só ficar emocionado,
chorar e fazer declarações...
E depois, quando o momento passa,
fica vazio, frio, aéreo
e sem qualquer indício da tua graça...
Vejo por aí muita gente assim,
uns realmente fazem um teatro,
outros acreditam que o que sentem
é a adoração de fato.
Não sabem diferenciar os sentimentos,
a mera emoção,
do poder verdadeiro que emana do céu;
confundem até mesmo a unção.
Porque quando a glória real se manifesta,
as pessoas também choram de alegria,
elas vibram, gritam, mas não é mera euforia.
A glória do Senhor não dura só um momento,
ela flui, quebranta o coração, purifica,
até constrange e também traz alimento.
Não é aquilo que se vê por aí,
o que chamam adoração...
Eu sei que tua glória vai muito além,
quando há real sintonia entre o céu e o coração.
Quando o desejo de ser visto desaparece,
quando das pessoas ao redor a gente até esquece,
quando tudo que importa não é a apresentação,
mas a extrema necessidade de render-lhe adoração.
É a expressão de um coração grato,
é o despertar para a consciência
da grandeza do Senhor de fato.
Ali o exterior apenas reflete
o que está dentro do nosso ser.
A alma se derrama, o coração se inflama,
e queremos declarar com toda força
sua majestade e poder.
Sei que ainda vai além de tudo isso
que pude expressar.
É algo sobrenatural e sei que
só tu, Senhor, podes me ensinar.
Eu cheguei a pensar tanto por você que quase esqueci de mim.
Perdi-me em mapas de desejo, tracei rotas onde só havia silêncio,
fiz do teu nome um refrão que batia no peito como maré.
Um sentimento louco, desbravado, sem porto nem retorno,
criou jardins onde não havia promessa, acendeu faróis em noites vazias.
A cada passo eu inventava um abrigo, mesmo sabendo que o vento não trazia teu cheiro.
Afinal você não ofereceu nada, e ainda assim me dei inteiro,
como quem planta flores na beira do abismo esperando que cresçam.
Doei-me em versos, em esperas, em pequenas rendições ao teu olhar ausente.
Mas há força no que sobra quando o tempo não chega:
aprendi a colher a minha própria luz, a regar o que pulsa dentro de mim.
Transformei saudade em coragem, silêncio em canção, ausência em caminho.
Hoje guardo o que fui por você como um livro que me ensinou a ler,
e não mais como prisão. O amor que me fez esquecer-me virou lição e ternura.
Com a doçura de quem sabe que merece ser verdadeiro.
Tem caminho que não volta, vai encontrar alguém que se escolheu primeiro,
um coração que ama sem se perder, que oferece afeto sem se anular.
Seguirei amando-me, doce e forte, com a paz de quem se reencontrou.
Foi nos momentos de solidão que eu percebi o quanto que a dependência afetiva trava o amadurecimento emocional e o crescimento interior de uma pessoa.(Walter Sasso)
Eu não estou perdido, nem à deriva, para que tua mudança me desloque ou me afaste da evolução.
Meu amor, somos feitos de transformações súbitas, mas nunca de rupturas radicais.
Somos o sopro da vida que se reinventa, o fogo que aquece sem destruir, a corrente que flui sem aprisionar.
Que a tua mudança não seja muro, mas ponte.
Que ela não seja pausa, mas impulso.
Que cada passo teu edifique não apenas o instante, mas o caminho inteiro das nossas vidas vividas.
Pois amar é aceitar o movimento, é dançar com o inesperado, é reconhecer que a beleza está na construção contínua.
E se somos feitos de mudanças, que sejam elas sementes — germinando futuro, fortalecendo raízes, iluminando o presente.
Eu não posso conter teus pensamentos dispersos e levianos,
despidos de afeto, atenção e cuidado.
Assim como não posso partilhar contigo
as escolhas sem rumo que te consomem.
Não me uno a ideias que clamam pela minha ruína.
São teus — pensamentos em decomposição,
não meus.
Antes que me expulsem da tua vida de conflitos,
suplico piedade:
apaga-me da tua memória,
risca-me dos teus devaneios impuros.
Que permaneçam contigo os caminhos extraviados,
sem horizonte,
onde não há respeito,
nem gratidão,
nem atenção.
Sê verdadeira, ao menos em teus delírios
efêmeros, descontrolados, sem raiz.
Não me arrastes para o pântano
onde teus pensamentos jazem adormecidos, enredados no caos.
Imploro:
até em teus pensamentos,
apaga minha existência.
Deus que divida é essa que tu me cobrar tanto?
Eu não sei mas em ti confio só peço que console meu pranto!
“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.” (Perto do Coração Selvagem, 1944). Essa afirmação de Clarice traduz uma busca que não se contenta com o óbvio: é o desejo por algo que ultrapassa a calma aparente e rompe os limites da palavra. Quando pensamos em “emocionado”, percebemos que sentir é um gesto de libertação, um rompimento das barreiras sociais que tentam conter a alma e escondem sua vulnerabilidade.
Vivemos em uma época em que a eficiência se tornou medida de valor. A calma é exaltada como virtude, enquanto a emoção intensa é vista como desajuste, quase um erro contra a racionalidade. Nesse cenário, trocar a alma pela calma significa abrir mão da autenticidade, transformar o sentir em fraqueza e aceitar a serenidade como padrão imposto, mesmo que isso nos afaste de quem realmente somos.
Ao sufocar a emoção, o indivíduo se distancia de sua essência mais profunda. Clarice, em A Paixão Segundo G.H., mostra que o encontro com o indizível é doloroso, mas inevitável para compreender a própria existência. A calma pode oferecer estabilidade, mas também pode anestesiar, apagando o brilho da intensidade e transformando a vida em repetição sem surpresa, em rotina sem poesia. (@R_Drigos)
Pensar sobre essa tensão é admitir que viver exige equilíbrio. A emoção não deve ser reprimida, mas acolhida como parte inseparável da experiência humana. A calma, embora necessária em certos momentos, não pode se tornar prisão. Entre alma e calma, o desafio é permitir-se sentir sem se perder, encontrar intensidade sem descontrole e reconhecer que a vida se constrói justamente nos contrastes que nos atravessam.
E o que eu desejo para todos nós?
Paz, muita paz!
Paz pra hoje, amanhã e depois, e depois,
e depois....
Eu não sei por que, nem por onde.
Para onde foram as palavras que de repente fugiram de mim...
Seria seu retrato revelando em mim encantamento?
Eu poderia simplesmente pegar no céu uma estrela e colocar nos seu belos olhos, só pra vê-los brilhando e apreciar toda a sua beleza.
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