Eu sou tudo e nada
Anjo sem asas
Sou anjo caído na estrada
Ajoelhado, com as asas quebradas
Nos olhos a amargura da solidão
Uma flecha pontiaguda atravessou o meu coração!
Meus dias estão incertos
Eu danifiquei a máscara
Meu rosto está descoberto
Como voltar para casa?
Eu sou um vento frio!
Um pote vazio
Chuva gelada
Caminhos tortuosos na estrada
Quem passa não me vê
E quem me vê só quer me esquecer
Eu sou predestinado à solidão
Guardo os meus segredos no coração
Eu sou a canção que ninguém cantou
Restos do amor que se acabou
Eu sou a lágrima do humilhado
Um espírito cansado
Eu sou como a porta do cemitério
Todos os que entram nela, temem ir para o inferno
Eu sou o mistério que lhe tira o sono
Sou a angústia do abandono!
Anjo que não consegue e não quer voar
Sem as asas onde estão os motivos para sonhar?
A noite cai e as estrelas sumiram do céu, escureceu!
Esqueceram de mim e este destino é só meu!
O Lar que Carrego
Não sou ponte para todos atravessarem, nem porto seguro para cada vento.
Meu caminho se mede em detalhes, e é nos detalhes que alguém se aproxima ou se perde.
Há quem tente pousar sem perceber que não me posso dividir; sou inteira, como rio que não aceita leito pela metade.
Entrego-me aos que vêm com coragem de tocar a profundidade, de sentir o invisível no silêncio de um olhar.
Minha presença não é apenas companhia, é chão e abrigo, sombra e luz, algo que se reconhece e se respeita.
Não se prende quem me encontra, mas se escolhe quem se atreve a navegar meu território de leveza e paz.
Quem insiste sem ver, desvia; quem entende, permanece.
Não carrego culpa nem fardo, carrego lar—porque lar não é lugar, é essência, e minha essência é rara.
E aqueles que merecem meu tempo, meu riso e meu abraço, sabem: o paraíso não se dá, se descobre.
Solidão
Há um vazio em mim agora. Amigos já não tenho mais, sou como um cigano, vagando sozinho nas estradas da juventude.
Sou apenas um viajante só, ha procura de uma amizade. Não interessa quem seja, o que faz ou fez, só importa que terei um companheiro, pra rir, chorar, beber, e viajar.
Sou adepto aos abraços demorados, sonhos realizados, amor incondicional, tardes de sol, alegria sem razão, brisa do mar, noites de luar.
Estou do lado de quem ama, de quem busca reacender todos os dias essa chama, de quem sorri para o mundo, de quem diz sim para vida e celebra o simples fato de ser exatamente quem se é.
Sou mulher camaleão... mudo de humor... sou meio bipolar..
posso até mudar de amor... goste de mim quem gostar...
e se preciso for... me reinventar.... me visto de nova... faço moda... boto pra escandalizar... mais sou do jeito que eu sou.. sou verdadeira , sou mulher... sou sensacional... não nasci pra ser perfeita... nasci pra brilhar..
Sou índio, sou africano, sou europeu
Sou budista, sou cristão, sou judeu
Sou amarelo, sou branco, sou negro
Sou mistura do mundo, com prazer sou brasileiro.
Sou feita de cores, então me jogarei no seu mundo preto e branco lhe entrelaçando com o tom vermelho-paixão.
De todo o coração. Não sou exemplo de dedicação, mas sei que, por maior que seja a sua queda, você jamais cairá das mãos de Deus. Talvez você precise lembrar-se disso algum dia.
Sou muito grato ao Dr. Billy Graham por ouvi-lo dizer, numa preleção em Londres dirigida a cerca de 600 ministros, em novembro de 1970, que se tivesse que recomeçar o seu ministério de novo, estudaria três vezes do que estudou. “Tenho pregado muito e estudado tão pouco”, disse ele. No dia seguinte ele me contou uma afirmativa feita pelo Dr. Donald Barnhouse: “Se me fossem dados apenas três anos para servir ao Senhor, passaria dois desses três anos estudando e me preparando”.
Se acaso me quiser sou dessas mulheres: complicadas, determinada, meiga, sincera, louca, carinhosa, arrogante, desajeitada, engraçada, brincalhona, melhor amiga, ácida, apaixonada, sonhadora, sorriso sarcástico e um leve tom de ironia, sou muito boa, mas como toda garota boa também sei ser má.
Autorretrato em Palavras
Sou intensa, profunda e sensível. Carrego dentro de mim uma força que resiste, mesmo quando o peso das emoções tenta me soterrar. Vivo em uma busca constante por significado — questiono o mundo, a mim mesma, minhas escolhas, minhas dores, minha fé e as falhas humanas que me habitam.
Sinto tudo em excesso e, por isso, reflito sobre tudo. Tento compreender a vida além da superfície, mesmo sabendo que nem todos estão dispostos a mergulhar tão fundo. Busco conexões genuínas, verdadeiras, que muitas vezes parecem raras.
Carrego em mim uma mistura delicada de vulnerabilidade e resistência. Deixo pedaços de mim em palavras e imagens, porque desejo que algo de minha alma permaneça. Quero acertar, mesmo quando me perco nesse desejo.
Talvez seja essa busca incessante por sentido que me define: uma tentativa de compreender a mim mesma e ao mundo, sem jamais deixar de ser humana — profundamente humana.
Sou de paz, mas também sei me pintar para a guerra, cansei de levar pedradas em minha própria terra.
Um triste poeta
Sou um poeta, um poeta das sombras e da escuridão.
Meus pensamentos só fazem sentido pra quem também conhecem a dor e a solidão
Almas tristes e solitárias à procura de libertação
Minhas roupas refletem por fora o que escondo por dentro
Minhas palavras são contraditórias como o vento
Eu não descubro minha máscara para ninguém, eles não sabem o que aqui atrás tem...
Ela me protege dos outros para que não possam descobrir meu rosto, e verem lágrimas, lágrimas de criança que perdeu por completo a esperança.
Meu coração não me obedece, ele me destrói e me enfraquece.
O tempo é a ironia da vida, caminhando lado a lado, mas ambas perdidas.
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