Eu sou Praia eu sou Montanha
Sou como um paralítico que encontrou na imobilidade o meio de evitar as suas quedas.
Sou rico? Todos estão prontos a dar-me a própria pele; / sou pobre? Ninguém me quer dar nem uma moeda.
Pego a primeira parte para mim porque me chamo leão, / a segunda, sois vós a dar-me porque sou robusto, / a terceira cabe a mim porque valho mais. / A quarta, pobre daquele que ousar tocá-la.
Não sei se sou autoritário. Durante as filmagens, sou decerto uma pessoa diferente, sem tempo para delicadezas. Mas será que, numa operação, o cirurgião diz: poderia me passar o bisturi, por favor? Muito obrigado. Claro que não. Ele só diz: bisturi!
A gente briga, a gente se ama, a gente vai e a gente volta. A gente é da gente e da gente ninguém tira.
Tudo aconteceu tão rápido não? Quem diria que aquela conversa boba um dia se tornaria algo tão grande e especial. Não sei explicar direito o que aconteceu, não sei descrever isso. Só sei que um sentimento que toma conta de mim, um carinho bom, um carinho que conforta. Nunca imaginei que um dia alguém ia conseguir me aturar por tanto tempo. Afinal 7 meses não é pouco. Dentro desse período você me ensinou o que é o amor, me mostrou que ainda existem motivos que fazem a vida valer a pena. Passamos por cada problemas mas superamos. Tivemos nossas brigas, muitas brigas; mas nunca desistimos, quer dizer, você nunca desistiu de mim. Obrigado por tentar me fazer feliz, obrigado por tirar um sorriso meu todos os dias. Seu jeito de falar me fascina; quando você me chama de chata e ao mesmo tempo de fofa, quando você tem seus momentos de ciúmes e quando vem me zoar porque meu time perdeu, tudo isso me encanta, você por completo me faz feliz.
Obrigado por me mostrar que eu ainda sei amar.
