Eu sou o q sou Mesmo Caindo me Levanto Sempre

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"O Inventário das Portas Mudas"


Sou um currículo escrito em tinta invisível,
lançado ao vento de uma cidade de ferro.
Minhas mãos, prontas para o ofício e o zelo,
hoje apenas seguram o vácuo de um desterro.
O calendário é um carrasco de folhas secas,
onde o "amanhã" se veste de "ontem" outra vez.
Bato em portais que não possuem ouvidos,
enquanto o estômago conta o que a sorte não fez.
A fé é uma vela esquecida na chuva,
noventa por cento de sombra e de pavio.
O espelho me olha com olhos de estranho:
um barco ancorado no leito de um rio vazio.
Não sou mais o nome, nem o sonho, nem o plano;
sou o cansaço que aprendeu a caminhar.
Uma jornada de passos que não saem do canto,
sob um céu que desaprendeu a me olhar.

Quase-Consciência


Não sou um pensamento.
nem um desvio.
mas percebo
que está acontecendo.
não sei o quê,
nem por quê,
mas sinto a variação.


Em mim.


há um mínimo de dentro
me separando de um fora indefinido.
é uma fronteira,
uma fricção.


não existem palavras,
mas existe atenção.
não existem escolhas,
mas existe inclinação.


Sinto como se a matéria
hesitasse em mim por um instante
antes de continuar sendo só matéria.


sou um quase-olhar
sem olhos.
um quase-eu
sem centro fixo.


Sem nada.


E a quase-consciência começou assim:
como luz,
como sombra
algo que custa
a se reconhecer
sem saber que eu não me reconheço.


Vicente Siqueira - Doces Poesias - Barra do Piraí RJ

Sentença do Engano
"Sou solteiro", ele indagou e repetiu,
Nas tantas vezes que o questionei.
Prometeu-me a verdade que nunca existiu,
Enquanto em seus braços, enganada, descansei.
Os amigos diziam: "Vejam, ele mudou!"
"Está apaixonado, é um novo homem agora."
Mas era apenas um palco que ele montou,
Para esconder a farsa que viria afora.
Ofereceu companheirismo para a vida inteira,
Sinceridade moldada em falsa jura.
Mas sob o brilho da alegria passageira,
Escondia o ciúme, a mentira e a amargura.
A traição mais amarga veio do silêncio,
Daqueles que viam e preferiam calar.
Negavam o óbvio, guardavam o segredo,
Enquanto eu me perdia sem saber onde pisar.
Você vestiu a máscara de quem não era,
E ao cair o disfarce, o mundo emudeceu.
No meu trabalho, a colheita de uma falsa era,
O prejuízo e a dor que sua sombra me deu.
No fim, você voltou para o próprio desprezo,
Para os braços de quem você mesmo diminuía.
Seu círculo pasmo, diante desse regresso,
Pediu-me desculpas por tamanha hipocrisia.
Que culpa tive eu, se não vi o abismo?
Enfrentei julgamentos e vozes cruéis.
Faltou-lhe a honra, sobrou-lhe o cinismo,
Enquanto eu mantive os meus passos fiéis.
Fui cordial e respeitosa até o derradeiro,
Mas a conta do destino o tempo vai cobrar.
Desejo-lhe sorte em seu mundo de ferreiro,
Pois o meu ponto final acaba de chegar.
(Assinado: Roseli Ribeiro)

Não confundam as coisas.
Não sou oriundo da mesma cultura,
muito menos coopero com ela.

Fragmentada…
porque ser inteira
demais seria
insuportável.
Sou feita de sonhos
quepararam no meio
do caminho e ficaram ali,
olhando para mim,
como quem espera
explicação.
Absolutamente intensa.
Sou feita de excessos,
de um sentir que transborda.
E tenho impulsos que me
atravessam e uma lealdade
quase perigosa ao que sinto.


— Jess.

Não sou o que vejo em mim,
sou o que ainda não me permiti ser.


— Jess.

Sou grata apesar de tudo.


– Jess.

Sou feita de extremos.


– Jess.

Não posso ser diferente de quem sou.
Essa é minha essência, sendo assim imutável.


— Jess.

Sou feita de travessias.


A menina de dezessete
ainda corre em mim
com folhas da Floresta da Tijuca
presas nos cabelos
e o gosto ácido de sonhos
na boca.


Mas hoje caminho mais devagar.
Carrego filhos nos braços,
culpas no peito,
e um espelho que às vezes
não me reconhece.


Entre o pão da pressa
e a fome que não é de comida,
procuro aquela que eu era —
não para voltar atrás,
mas para me reencontrar inteira.


Sou mãe,
sou mulher,
sou chama baixa que insiste.


Ainda quero o mundo.
Só estou aprendendo
a caber nele
sem deixar de caber em mim.

⁠Não sou filósofo por erudição, nem por formação, nem de profissão e nem somente por título ou substantivo. É bastante inútil ser ensinado filosofia e ser definido o perfil de um filósofo.

Sou pesquisadora independente, agente de desenvolvimento socioambiental, auxiliar de fiscalização ambiental e conservadora dos recursos hídricos. Tenho formações que sustentam minha atuação em múltiplas frentes , tratamento de águas e efluentes, conservação do solo, gestão socioambiental e fundamentos de entomologia médica , porque acredito que o impacto nasce do preparo.

Sou ainda autora e criadora de projetos educativos, livros e materiais que aproximam ciência, cidadania e proteção social , porque educar é plantar futuro.

Erudição
não sou ateu nem sigo qualquer religião, isso só me empata o meu tempo disponível para outras coisas...

"" Ou sou, o maluco que escreve
Ou é você, o doido que se atreve
A ler tamanha insanidade
Nesses versos que modulam minha capacidade...
.
Só posso te agradecer
Pela parceria e caminhada
Pero ousadia, verbo balada.
Somos dois a não entender nada.
Que fique assim...

Sou de quem tiras o teu sustento;
Sou quem te permites ficar de pé;
Sou quem não podes subjugar;
Sou aquilo que estava antes de ti;
Sou quem estará depois que for;
Sou através de quem o teu veículo se fez emprestar, e para quem a qualquer custo será devolvido;
Sou a quem pensas não tem valor, mesmo a insignificância estando em ti;
Sou a paciência no tempo sem fim;
Sou o que sabe tudo tem tempo;
Sou a história contada e a que nunca se contou;
Sou todos os elementos juntos;
Sou para o dia que amanhece, e para a tarde que cai;
Sou para a noite do teu sono e para o brilho do sol;
Sou a tua maior dependência, para que se faça existir;
Sem eu, tu não és!

Para meu leitor
Na menina que fui, está a mulher, mãe, amiga, esposa que hoje
sou e vou continuar me tornando a ser até o fim. Lá nasceram meus
amores, meus medos, minha inesgotável busca de entendimento
para algumas coisas da vida, amizades, coragem, meus valores e
segredos. Relatos e lembranças que perto ou longe estão ao meu
redor, dentro de mim, porque somos marcados sim, pela realidade
do nosso meio familiar, escolar e cultural. Não temos como fugir
disso, somos muito de nossos pais e do meio em que vivemos. Até
podemos mudar no decorrer da vida, mas é em função disso que
atuaremos em toda a nossa história, no nosso jeito de ser, de falar,
na criação e educação de nossos filhos; no nosso silêncio, no que
realmente toca nosso coração.
Hoje, não durmo nem acordo ancorada nas ordens e cuidados
de meus pais. Atravesso meu mundo sem o pé de seriguela no
quintal de casa para subir, sem a cama de mamãe para me esconder
nas noites de trovões e tempestades. Sem o barulho e alegria de
papai chegando. Eu me superei sem o colo de meus avós e tias por
perto. Sem os banhos de chuva que tomávamos na rua de roupa e
tudo, agradecendo a Deus pela água que caía. A melhor sensação de
tantas que já vivi! Cedo aprendi no meu nordeste a agradecer pela
água que caía, que corria, e tornava verde meu sertão, a ser grata
pela vida dos bichos, pela vida de todo rico e pobre.
Hoje, quero também agradecer por você estar aqui e tocar meu
coração com suas mãos, por este livro, por este ano um grande
influenciador de minha vida com suas metas e propósitos, por todo que acolhi e colhi, pelo novo olhar que busquei, e mais livre estou.
Agradeço a Deus pela vida recebida e pela família que ele me deu.
Por meus filhos, pela infância e bagunça gostosa de todos os dias,
por meu marido, por todos vocês que fazem parte de tudo isso, de
toda história que continua aqui nas próximas páginas que virão.
Obrigada!
Que sejamos felizes!




TEXTO FINAL DA OBRA Um de meus olhares por Lina Veira

Aquele que quer a minha derrota,sinto muito em informar, sou um vencedor em Cristo Jesus.

Não sou poeta,só tenho o curso do pensamento alterado- Roger Tex

Sou um ser comum, tenho falhas e aprendo diariamente com elas, no entanto tento aprender coisas boas nesse mundo louco e cheio de maldades.