Eu sou o q sou Mesmo Caindo me Levanto Sempre

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O hiperfoco é no sim, o não eu elimino.

Eu quero fugir
Das idéias
Eu quero ir pra longe dos pensamentos
Que me cercam de certezas obscuras


Eu não quero mais entender
Alguém me leve de volta, quando eu podia escolher um lado
Meu lado agora é sob os escombros morais
que antecedem a ruína material


Me sinto doente em saber, e em não saber
Estou rouca de tanto gritar no silêncio, e não ser ouvida
Me sinto doente em saber
que existe uma conveniência em tudo isso
e que isso me torna doente e o mundo são


Me assusta o diagnóstico certo, da doença que me assola a alma
Mas sinto que se eu me curar, eu estaria mais doente ainda
A idéia de aceitar ou conviver com essa realidade
transforma a minha loucura na sobriedade mais avassaladora que eu já senti


Escrevo na esperança de não me engasgar com as palavras
um engasgo mental, quase fatal
De tudo que me assola e me atormenta
Escrevo, no fundo, para que eu nunca deixe a loucura perdida
e me torne alguém saudável
nesse mundo doente

Quando eu era pequena, meu primo pegou uma rolinha machucada e levou pra casa pra cuidar. Ele sabia que eu era apaixonada por animais, e me mostrou assim que chegou em casa.
Nós colocamos ela na gaiola até ela se recuperar.
No dia seguinte ela morreu enforcada tentando sair da gaiola.
Ela se matou tentando se libertar.
Não se prende um pássaro que conhece a liberdade, imagina um povo inteiro.

Surto


Eu sabia.
Eu sabia.
Mas o saber não segurou a porta
quando a mente resolveu sair correndo.


O surto não chega gritando,
ele chega convencido.
Diz que agora vai,
que dessa vez precisa falar,
que o silêncio já venceu vezes demais.


E eu assisto.
De dentro.
De fora.
De um lugar estranho
onde ainda existe consciência,
mas não existe freio.


Eu falo.
Eu exponho.
Eu rasgo o que eu mesma costurei com cuidado
em dias de lucidez emprestada.


É desesperador
morar num corpo que não obedece,
num pensamento que se auto-sabota
em tempo real.


É como se eu fosse
a câmera de segurança
de um assalto cometido por mim mesma.
Grava tudo.
Não impede nada.


Depois vem o cansaço.
Esse cansaço antigo,
que não é físico,
é ontológico.
Cansa existir dentro de uma mente
que sabe demais
e controla de menos.


Eu volto pra mim aos poucos,
como quem retorna de um incêndio
carregando o próprio nome chamuscado.
Ainda sou eu,
mas com cheiro de fumaça
e a vergonha silenciosa
de quem viu tudo pegar fogo
sem conseguir apagar.


O surto passa.
Eu fico.
Com a memória do estrago
e a pergunta que nunca cala:


— como é possível estar tão consciente
e ainda assim tão ausente de si?

Eu Quiseras

Eu quiseras amar, sem medo, sem fim,
Mergulhar no abismo que leva a ti.
Eu quiseras voar, tocar o luar,
No brilho dos sonhos, contigo estar.

Eu quiseras me entregar ao teu calor,
Perder-me inteira no teu amor.
Eu quiseras delirar, me dissolver,
Ser tua sombra, teu ar, teu ser.

Eu quiseras morrer no infinito,
Ser brisa leve no teu suspiro.
Eu quiseras, eu quiseras sem temer,
Ser tua, ser nós, ser só prazer.

"Eu me amo tanto que tenho até ciume de mim"

Com a mochila pesada de querer E o peito aberto, sem ter onde pousar Eu atravessei estados de espírito pra te ver Fiz do seu abraço o meu único lugar Não trouxe mapa, nem guia, nem direção Só a bússola quebrada do meu coração.

Eu te amo com a força de um temporal Uma intensidade que o tempo não consome Sou um clandestino, um retirante emocional Que cruza o deserto só pra ouvir teu nome Sem visto, sem porto, fugindo da solidão Buscando asilo no vão da tua mão.

Deixei pra trás a terra seca do que fui Na esperança de inundar o meu olhar no teu O amor é o rio que em silêncio me conduz E o resto do mundo, a estrada esqueceu Sou estrangeiro em qualquer outra morada Se não for no teu beijo, eu não sou nada.

Se a saudade é barreira, eu pulo o muro Se o medo é cansaço, eu sigo no escuro Minha única bagagem é essa vontade louca De ser o habitante do sorriso da tua boca.

Eu te amo com a força de um temporal Uma intensidade que o tempo não consome Sou um clandestino, um retirante emocional Que cruza o deserto só pra ouvir teu nome Sem visto, sem porto, fugindo da solidão Buscando asilo no vão da tua mão.

Retirante da dor, clandestino da paz... Quanto mais eu te amo, mais eu quero mais. (Sobe o som do violão e desaparece aos poucos)

E bem lá no intimo eu desejo o vigor e o pulsar das coisas leves,lindas e abençoadas que a vida me dá.
*•⊰✿

Todas as noite eu agradeço a Deus pelo dia vencido.
Agradeço por ter me sustentado nas dificuldades
da vida, me amparando, me guiando e
me ouvindo todas as vezes em que eu estava sozinha.

A minha melhor fotografia?
É a imagem mais bonita que eu guardo na minha lembrança.

Pode desabar
Que eu vou segurar
O que for teu, é meu também
E a gente fica bem - Frase da música Não é só seu do dj gato amarelo

Não é esquecer, é libertar
E deixar o peito respirar
Quando eu te abraço sem cobrança
Eu escolho a esperança - Frase da música Perdoar é um presente do dj gato amarelo

Se for pra escrever um novo final
Que ele comece com o olhar
Eu te perdoo, me liberto
E volto a te amar - Frase da música Perdoar é um presente do dj gato amarelo

Perdoar é o presente
Que eu dou a mim
De te olhar de novo
E ver onde tudo começou - Frase da música Perdoar é um presente do dj gato amarelo

Você disse coisas sem pensar
Eu guardei silêncios pra não machucar
E no meio de tanto ruído
A gente se perdeu no caminho - Frase da música Perdoar é um presente do dj gato amarelo

Assim que as Paratudo florescerem,
desejo que me mostre os seus olhos,
que eu te ensinarei olhar para o céu
em tempos de desamparo continental,
e não é somente um recado sentimental.


Confio em tudo aquilo que percebo,
prevejo e sinto que está no peito teu,
e todos os dias fascinantemente
têm se transferido convicto pro meu.


Não importa o giro do nosso mundo,
devocionalmente pertenço ao que é
mais profundo e você pertence ao meu.


A tua vulnerabilidade e a tua resistência
me pertencem - plenas nesta trincheira.

As memórias afetivas se escondem em objetos sem nome. Um copo, uma folha, um bilhete rasgado. Eu os encontro e reconheço, aqui vivi. Eles não falam alto, apenas lembram com calma. E eu, como bom ouvinte, aprendo.

"Eu só existo quando sirvo."

Dizem que deus escreve certo por linhas tortas. Eu digo que ele é apenas um péssimo calígrafo que se recusa a admitir que borrou o papel.

Eles dizem que deus trabalha em silêncio. Eu digo que esse silêncio é indistinguível da inexistência.