Eu sou o q sou Mesmo Caindo me Levanto Sempre
Sempre que estou só, parece que tenho toda a gente do mundo ao meu redor.
Outras vezes, basta-me a companhia de duas pessoas, para me sentir o homem mais infeliz e solitário que alguma vez existiu.
INDIFERENTE OU TALVEZ SEMPRE TRISTE
A tristeza inventa sabores de doçura
E se o triste diz isso a alguém contente
Sempre de frente ou com ar diferente
O outro lhe responde ser loucura.
Tão triste é ser triste já sem cura
Aos olhos malignos de satânica gente
Que nunca sentiu e jamais sente
A alegria de ser triste com ternura.
Tantas vezes sonhei ser sorridente
Cantar e dançar nos palcos do mundo
No rir só por rir tão indiferente.
Arrependi-me logo em tom profundo
Do alegre de ser dessa obscura gente
Prefiro ser triste que alegre ser imundo.
Quase sempre os olhos são o melhor espelho da alma, sobretudo após a ressaca de uma noite de vaporizações e euforias etílicas.
RISO DA MANHÃ
Sempre que rio pela manhã,
À tarde choro lacrimoso,
À noite vem o pranto doloroso
Com lágrimas que queimam,
Sulfúricas,
As minhas ilusões telúricas,
Sempre que rio pela manhã.
E neste signo de afã,
Eu prometi a mim mesmo:
Não rir mais pela manhã!
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por escrever, em 23-09-2022)
Quase sempre, o primeiro foco de infeção pela inveja e ciumeira de quem faz melhor do que eles, tem início no tecido da própria família dita de extensa, compreenda-se.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 11-11-2022)
E L E
Era ele, de canastro robusto,
Sempre o foi, mas de cintura fina,
Calçava no pé, com perna de menina,
Quarenta a quarenta e um de justo.
Isto, é história dos anos de fusto:
Forte, baixote e de rosto sisudo,
Cantando e declamando poetas de rudo,
Mas moço bom de ímpeto augusto.
Poeta, por favores e epítetos tais,
Em recriações de fugidios tempos,
Tornados tormentos de amores reais.
Pouco desfrutou ele de galais eventos
Com luzes malignas, de cores fatais:
Por ser amante do escuro dos mortais.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 08-01-2023)
SOL
É essa estrela anã, amarela,
Que está sempre nascida
Na vida
E por ela
No mundo redondo,
Que logo pela manhã
Quer se veja ou não,
Aquece,
O coração,
Com estrondo,
Quando este desfalece
Por suposição.
É o sol,
Do nosso dó,
Da popa à ré,
E mais do mi
Em fá,
Do lá
E de cá,
De mim
Por si,
Mas, teimosamente,
Brilhantemente,
Sol,
Sempre presente!
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 21-03-2023)
Fujo sempre das luzes e altifalantes anunciadores de grandes gestos.
Prefiro ficar pelos pequenos atos, mas de intervenção séria no terreno.
O HOMEM DO POEMA
Sempre que escrevia, agoirava:
Não vale nada!
Que poesia mais chanfrada!...
Talvez namoro ou derriço,
Ou grito agudo de lamento
Daqueles que a alma vomita
Numa sensata heresia,
Enquanto lhe resta tempo?...
Mas quando o poema nascia
Na transpiração suarenta
Do corte da placenta
Do filho que foi dado à luz,
Entre coxas de sofridão,
Na mais completa escuridão
Onde só se via a cruz,
O homem chorava então,
Já não agoirava e dizia:
Eis a minha poesia
Tão modesta, tão pequena,
Saída da minha pena...
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 11-10-2023)
O coração, em termos de emoção, deve ser sempre o último a escutar.
Nestas ocasiões, vale mais a razão de bem pensar, antes de agir.
OLHOS D'ÁGUA
Sempre que te olhava
No pranto
Quase como quebranto
Mais que feitiço
No teu olhar em derriço,
Nessa lágrima que brotava
Dos teus olhos d'água,
É que eu compreendi
De vez e a horas,
Que quando ris, choras,
Sempre que eu choro por ti.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 30-01-2024)
SANGUES
Sangue, o puro, nem sempre é verdade
E até pode ser nada no conceito da idade.
Por vezes, pancadas tantas,
Nas espancas,
Que a gente leva,
No rosto,
De um mosto
Que quer renascer no vinho
Aguado,
Porque não foi pisado.
O sangue falso,
É como uma bola
Que não rola,
Uma gaveta fechada,
Ou um rico a pedir esmola
Às putas tristes da estrada .
Ou uma prisão sem grade,
Um amigo, só de metade,
Um rei, a limpar retretes
E ovos sem omeletes.
Triste mundo de falsidade,
Onde só impera a vaidade
Nos ditos tão instruídos,
Que esquecem os amigos
De verdade,
Por troca de outros fluídos.
Estão na moda os deletes
Que trincam erva e chicletes
E já não há mãos de fada,
Só línguas de alfinetada,
Enfim: Não há amizade,
De verdade,
Nem nada!...
(Carlos De Castro, in Há Um Triste Livro Por Escrever, em 25-03-2024)
Se tu não mandar mensagem
outro vai,
se tu não elogiar outro vai
Relaxa, irmão
Sempre vai ter outro fazendo o que você não faz
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