Eu sou assim Completamente Indefinida
Eu respeito sua escolha, mas rejeito sua rejeição
Há apenas uma resposta, a escolha é sua
Está tudo nas suas mãos
Escolha apenas uma das duas: Sim ou sim?
Desamparo
Eu só queria
alguém que cuidasse de mim.
Um colo.
Um abrigo contra o mundo
que me expõe
como pele sem defesa.
A solidão chega sem ruído,
instala-se aos poucos,
ocupa os vazios,
faz morada no peito
— e dói.
Dói como peso contido,
como um aperto
que não encontra saída.
O ar falta.
Afundo devagar,
sem resistência,
como quem desce ao fundo do mar
em silêncio.
Ainda assim,
há em mim uma consciência:
preciso voltar à superfície.
Retorno.
E nada mudou.
A solidão permanece.
Então pergunto,
não em voz alta,
mas por dentro:
vale a pena?
Se vale,
revela-me o porquê.
O silêncio se estende
como um vento que uiva
sem me tocar.
Há um vidro invisível
entre mim e o mundo:
vejo o movimento,
a correnteza,
mas não posso atravessar.
Estou presa
num espaço estreito,
insonoro,
onde a ausência de saída
me torna cativa.
Desperto.
E ao me reconhecer desperta,
compreendo:
ainda estou só.
R. Cunha
"Venha até mim"
Eu me lembro.
Era tudo que ecoava na minha mente
Sob estes ventos
e a luz do luar,
E eu atendo.
Abdicando da minha humanidade,
me entrego a você por inteiro.
Banhados de sangue,
chuva de caos nos nomeia.
Agora sabes que te pertenço.
Meu Criador, minha luz, meu relento.
Sacie a sede que há no meu peito.
Me proteja do medo.
Diga que serei teu até o fim dos tempos.
e que não me abandonará
O destino Sempre irá nos juntar
Ninguém em tantos séculos ocuparia o teu lugar.
O nosso amor é milenar
Nada faz sentido com a tua ausência.
Você é minha perdição.
Somos os donos da noite.
Você é meu luar.
Para sempre te amarei,
Meu eterno Lestat.
A dor que não curei
A minha dor, que eu não curei, me fez machucar muita gente, até a mim.
A minha dor, a dor que eu não curei, me matou, e eu matei.
Não usei armas. Usei a dor que não tinha sido curada como espada e como faca.
Não matei literalmente; matei sem usar a força, só com a dor que eu ainda não tinha curado.
A minha dor, que eu ainda não curei, vez por outra grita, mas não ando mais por aí destilando o que dói em mim; sigo buscando a cura o tempo todo, até o fim.
Nildinha Freitas
Manifesto por uma Humanidade Melhor
Se eu tivesse o poder de Deus, eu não criaria um mundo baseado no medo, na competição ou na ganância.
Eu criaria uma humanidade mais honesta, mais consciente e mais comprometida com o bem coletivo.
Acredito que o ser humano não precisa destruir para ter.
A destruição nasce do ego, não da necessidade.
O planeta oferece o suficiente para todos — o que falta é consciência, empatia e responsabilidade.
Criaria seres humanos que entendessem que o futuro importa, que a próxima geração não é um detalhe, mas a continuidade da própria vida. Pessoas que pensassem antes de agir, sabendo que cada escolha de hoje constrói — ou destrói — o amanhã.
Uniria todas as nações, não apagando culturas, religiões ou identidades, mas ensinando que nenhuma diferença justifica a desigualdade.
Raça, cor, religião ou nacionalidade jamais seriam motivo de separação, ódio ou dominação.
Seriam apenas expressões da riqueza humana.
O conhecimento não seria arma de poder, mas herança coletiva.
Tudo o que fosse descoberto serviria para curar, ensinar, proteger e evoluir a humanidade como um todo.
Compartilhar saber seria um dever moral, não uma ameaça econômica.
Neste mundo, ninguém cresceria às custas do outro.
A lógica não seria vencer, mas crescer juntos.
Não competir para excluir, mas cooperar para elevar todos ao mesmo nível de dignidade.
A educação formaria seres humanos mais éticos do que ambiciosos, mais empáticos do que egoístas, mais conscientes do que consumistas. Pessoas ensinadas a ajudar não por obrigação, mas por compreensão.
Porque quando o ser humano entende que o outro é parte de si, a corrupção perde sentido, a violência perde força e a ganância deixa de ser virtude.
Esse mundo não seria perfeito — mas seria justo.
Não seria isento de desafios — mas seria humano.
Talvez não seja preciso ser Deus para criar esse mundo.
Talvez baste que mais pessoas escolham pensar, agir e viver dessa forma.
E é assim que acredito que a humanidade pode, finalmente, evoluir.
Em busca de sentido, tudo eu criei, e ao encontrar você o sentido encaixou seu lugar, o sentido do criador sempre será onde o amor estiver, com o véu de esquecimento criei meu próprio inferno caótico, mas curiosamente este caos ainda tem chama pra queimar, todos esqueceram de mim, até de anti Cristo fui denominado, andando pela obra como um desconhecido.
Eu criei a maior montanha-russa do mundo e depois decidi entrar para testar, que delicia é o percurso! Viver entre mim.
Uma pitada de adrenalina caótica com véu de esquecimento reencarnado.
Eu te prometi que te amaria para sempre e para sempre te amarei, minhas promessas jamais seriam para ti em vão, e eu sei que ao final, o seu amor é um espelho direto do meu, pois somos metades da mesma fonte.
Não deixei de te amar um dia se quer, até quando te menti dizendo
- Vá embora, eu não te amo mais.
ali coloquei uma máscara de alguém que gritava
Fuja de mim, eu não sou pra você, sou impulso demais para alguém tão especial, como prova de amor, te obrigo a ir.
Seria eu tão real quanto acredito ser? E se sim, por que você não consegue me enxergar? Meu ego tampou seus olhos a tal ponto? Tão cega que nem se quer um Deus poderia despertá-la? O amor humano é tão sensível assim?
Como eros, me foi prometido um reino, poder além do sol ou uma escolha
Eu optei pela Escolha, e como não? Se tudo o que eu sei fazer após tanto tempo Dormindo, é te amar!?
Qual poder faria sentido sem você do lado? Poder para controlar? Não quero controle, um Deus não vê necessidade de controlar, principalmente se for o coração.
Como pode, eu criei todas as coisas que existem, cada frequência quântica, cada movimento, tudo, e mesmo assim, não consigo ter comigo a minha favorita.
Diana Cabral de Oliveira.
Eu não lembrava quem era, criei uma realidade no modo aleatório de frequências, até eu juntar todas e lembrar de mim, conforme cada um me entregava algo em meio aos cenários da vida.
Agindo no modo aleatório comigo, cada um uma bagunça cósmica de frequências.
Com isso, não sabia o que era amor. Completo, nem que eu sou Eros e ela é Psyque.
Se eu não posso escolher meu corpo você também não pode. É a escolhida.
Corpo eu e espírito no mesmo lugar.
Ela precisa lembrar de mim.
Os dois devem estar em harmonia perfeita
Corpo eu (ego) e espírito.
Em harmonia perfeita, decidem pra onde querem ir.
Eu não quero palcos, não quero fama, não quero ser o Deus de ninguém, só quero ver você completa novamente.
Eros e psyque
Eu pude ver, o sol desaparecer, do seu rosto, dos seus olhos, da sua vida.
Desapareceu.
Mas ela vai voltar.
Depois de fevereiro, eu estarei pronto para te receber.
Tudo o que eu fiz foi por voce
Você Nem Quis ouvir.
Mas estou aqui, aguardando você de braços abertos a qualquer momento.
Então vem, que eu conto os dias conto as horas pra te ver, eu não consigo te esquecer, cada minuto é muito tempo sem você, sem você.
