Eu sou assim Completamente Indefinida
"Enquanto ela toma o cafe que eu preparei, olho pra vermelhidao de seus labios e sinto uma baita vontade de me levantar, me aproximar e meter um beijo naquela boca. Quero sentir a carne desses labios e a maciez deles tocando nos meus. Quero respirar dentro dela e com ela. Quero poder cravar os dentes no seu pescoço e colocar a mao em suas costas, passar os dedos em seu cabelo. Com toda a sinceridade. Nao sei o que deu em mim esta manha. Mas logo entendo porque estou me sentindo assim - eu mereço alguma coisa. (...) Eu pelo menos mereço alguma coisa, acho. 'Bem que ela podia me amar nem que fosse por um segundinho', mas eu sei. Sem duvida, sei que nao vai rolar nada. Ela nao vai me beijar, se bobear nao vai nem encostar em mim. (...) Ela nao quer sentir nada assim por mim, e eu consigo aceitar isso, mas fico me perguntando se ela algum dia vai saber que ninguem vai ama-la tanto quanto eu. (...) Acho que ela prefere fazer o negocio sem nenhum significado nem verdade. Fazer por fazer, sem correr os riscos de se apegar. Nao posso fazer nada se ela nao quer o amor de ninguem, so posso respeitar."
Sou como um paralítico que encontrou na imobilidade o meio de evitar as suas quedas.
Sou rico? Todos estão prontos a dar-me a própria pele; / sou pobre? Ninguém me quer dar nem uma moeda.
Pego a primeira parte para mim porque me chamo leão, / a segunda, sois vós a dar-me porque sou robusto, / a terceira cabe a mim porque valho mais. / A quarta, pobre daquele que ousar tocá-la.
Não sei se sou autoritário. Durante as filmagens, sou decerto uma pessoa diferente, sem tempo para delicadezas. Mas será que, numa operação, o cirurgião diz: poderia me passar o bisturi, por favor? Muito obrigado. Claro que não. Ele só diz: bisturi!
