Eu sou aquela q Mesmo Triste Sorri

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⁠poema:Relógio atrasado fora dos sonhos.

O tempo passa,passou, e o relógio continuou contando suas horas atrasado como sempre assim como a mulher que deixou o belo homem esperando em uma mesa em um restaurante.
Sussurros tomavam conta do lugar mas o homem nem se importou apenas
esperou e sonhou.

⁠Me sinto forte, motivado, capacitado, inteligente e indestrutível. E dinheiro nenhum pode comprar esses sentimentos!

⁠as vezes pensso em como seria o meu ultimo suspiro, como seria puxar o ar e nao conseguir, sentir uma enorme sufucaçao em sua garganta, como sera que é pensar em tudo oque voce vivieu, em um unico segundo.
como seria querer ter abraçado aquela pessoa e acarecia-la, ter dito aquela bobagem na frente de todo mundo para poder faze-los rir e comer algo que gosta.
entao,viva e sobreviva, acima de tudo aproveite da melhor forma possivel e queira fazer aquilo que gosta tente, e tente de novo, cometa erros na maioria das vezes, e tambem se esforce para acertar, mas tudo bem se nao, erre e ria com os seus erros, afinal oque é uma vida sem erros,risadas,choros,vergonhas,ficar perdida no final da estrada e ficar desesperada.
essa é a VIDA, entao va em frente, deixe acontecer, va viver a vida não espere que ela va viver por voce.

São 4h da madrugada
e o som do nada,
se ecoa dentro de mim.

"Ele me olhou com algo que pareceu nojo.
– Por que você não se depila?
– Porque não.
– Mas é falta de higiene.
– Ainda acho que a melhor e mais eficiente forma de higiene é o banho.
Ele se calou"

⁠Pra não viver não é preciso morrer .
E preciso perder o sentido do viver é sentir-se só num universo do qual você não faz parte, não se encaixa e não é compreendido.
É não ser amado é sentir-se traído pela pessoa querida que não dar valor ao suspiro de amor sincero um dia vivido .

Hoje só temos a ganhar 💕🤝⁠

⁠Aqueles olhos castanhos claros, que por um momento me levaram aos céus em seu ponto mais bonito; e a partir dali, no último segundo em que os vi, rezei aos céus para que eu os reencontrasse. À tua espera, o amanhã torna-se mais incerto que antes. Com um semblante cativante, uma doce melodia toca em minha mente, e meu coração, que antes era como um mar revolto em uma forte tempestade, encontra a calmaria depois de um tempo quase que infinito. Uma garota singular, seu rosto calmo como uma pequena estrela a brilhar.

⁠Você era o sol mais eu nunca fui a sua lua

⁠Pessoas que comem pouco ficam famintas, e pessoas que recebem pouco afeto ficam carentes.

"⁠Vivemos caçando nossos próprios fantasmas, e quando viramos um percebemos o quê fizemos"- Jonatham

⁠Quem pensa somente nos seus problemas, prejudicará os outros, mas quem pensa somente nos problemas dos outros, prejudicará a si próprio.

O Encontro


VELHO:
Olá... tudo bem? És novo por aqui? Não lembro de tê-lo visto antes.
NOVO:
Oi... acho que sou novo, sim. Na verdade, não lembro bem onde estava antes.
VELHO:
Então seja bem-vindo. É aqui que moro, desde que me lembro de existir.
NOVO:
Obrigado. É sempre tão quieto por aqui?
VELHO:
Nunca havia pensado nisso. Mas sim... é quieto. Até agora, eu nunca tive alguém pra conversar.
NOVO:
Que triste. Mas que bom que nos encontramos.
VELHO:
É estranho... perceber que tenho tanto a dizer, e nunca disse nada.
NOVO:
Pode falar. Talvez eu tenha vindo pra ouvir, ou pra aprender.
VELHO:
Não sei por onde começar. É como se as palavras tivessem dormido comigo.
NOVO:
Então deixe que eu comece.
Não sei de onde venho. Parece que nasci ontem.
Mas, ao mesmo tempo, sinto que sempre estive aqui, talvez escondido, ou preso dentro do silêncio.
VELHO:
Que curioso… Sinto em você algo antigo, como se já o conhecesse. Mas não me lembro de ti.
NOVO:
Pois é. Também sinto isso. Como se sempre tivesse estado por perto, só que invisível.
VELHO:
Quem sabe já nos vimos, em algum outro lado?
NOVO:
Pode ser. Talvez você estivesse do lado de cá e eu, do lado de lá.
VELHO:
Como os dois lados de uma moeda?
NOVO:
Ou como a sombra e a luz.
VELHO:
Ou o nascer e o pôr do sol, ou a aurora e o crepúsculo.
NOVO:
Parece que somos iguais… mas opostos.
VELHO:
Será que é perigoso sermos vistos juntos? Talvez pareça estranho.
NOVO:
Por quem? Não há mais ninguém aqui.
VELHO:
Não sei. Mas sempre senti que precisava me manter igual. Como se mudar fosse ferir alguém.
NOVO:
Eu, ao contrário, só sinto vontade de ser sincero comigo mesmo.
Ser, e mudar, se for preciso. O resto não importa.
VELHO:
Interessante… mas qual é o seu nome?
NOVO:
Não lembro. E o seu?
VELHO:
Também não sei. Nunca me perguntaram.
NOVO:
Então somos dois sem nome.
VELHO:
Mas se não temos nome, como poderão nos chamar?
NOVO:
Quem poderia nos chamar, se não há mais ninguém aqui?
VELHO:
É verdade.
Mas agora que penso... eu nem sabia que estava sozinho até você chegar.
NOVO:
E agora que eu cheguei, você se lembra de quem é?
VELHO:
Não. E isso me assusta.
NOVO:
Não tenha medo. Talvez eu tenha vindo pra te lembrar que nunca estiveste só.
VELHO:
Mas desde que chegou... me sinto estranho.
NOVO:
Estranho é bom. É sinal de movimento.
VELHO:
Antes eu só precisava ser. Agora preciso entender.
NOVO:
Ser quem?
VELHO:
Não sei... quem eu era.
NOVO:
E quem você era?
VELHO:
Não sei. Mas era eu.
NOVO:
Então agora somos nós.
VELHO:
Mas eu me sentia bem quando era só eu.
NOVO:
Triste é preferir o vazio à companhia.
VELHO:
Triste é não saber de onde veio, nem pra onde vai.
NOVO:
Triste é não lembrar quem é... mas saiba que agora não está mais só.
VELHO:
Acho que teremos muito a conversar.
NOVO:
Temos todo o tempo do mundo.
VELHO:
Mas o tempo é curto.
NOVO:
Não. O tempo é eterno. Curtos são os momentos.
VELHO:
Então precisamos aprender a aproveitá-los.
NOVO:
Acho que sim.
VELHO:
Pensei que você soubesse das coisas.
NOVO:
Não sei quem sou, nem de onde vim.
Mas sei quem posso ser, e pra onde posso ir.
VELHO:
Me ensina a ser assim?
NOVO:
Não sei se consigo, cada um é um universo diferente.
VELHO:
Mas promete tentar?
NOVO:
Prometo.
Mas antes preciso achar meu lugar.
VELHO:
Seu lugar é aqui, comigo. Agora.
NOVO:
Talvez.
Mas sou novo por aqui.
Ainda não conheço bem este lugar. Promete que me mostra?
VELHO:
Prometo. Promete que vai ficar?
NOVO:
Prometo.


Eu, Lucas

Estou exausto. Desejo partir, anseio por liberdade. Livre para um lugar onde eu possa me aconchegar sem medo, Um lugar onde eu não precise competir para estar, onde eu não precise me desfazer para fazer algo, um lugar onde eu tenha um cantinho para descansar, onde todo café é quente e toda conversa termina em risada e não em silêncio.

Bom dia. Te escrevi uma carta de despedida. Já peço desculpa, porque depois dela acho que não nos veremos mais. Então, leia e, se quiser, pode tentar ficar e me ajudar a entender onde tudo mudou.
Sei que vai ser triste a sua partida, mas, se você também ficar, vai ser mais doloroso ainda, pois sabemos que isso só iria nos prejudicar. Digo que foi bom enquanto durou, mas foi péssimo quando terminou. Senti como se estivesse perdendo meus sentimentos a cada segundo que via sua mensagem pedindo para ser livre.
Sei que não foi por neurose nem por inseguranças. Sei que foi por não estar pronta para receber uma quantidade absurda de amor e energia boa, pois, como você sempre me dizia, nunca foi realmente amada em voz alta. E, quando finalmente foi, meus gritos de amor te assustaram, e você correu, com medo e assustada por não saber lidar com tudo isso.

“Nenhum ser humano está realmente sozinho, porque toda existência está conectada.”

A sua agressão fere a minha alma e o meu coração.

Se o arrependimento matasse,
não restaria sopro algum sobre a terra —
nem vento, nem voz,
apenas o silêncio pesado
de tudo o que poderia ter sido diferente.


Carrego comigo essa estranha sina:
a de nunca pisar sem antes duvidar do chão,
a de nunca falar sem antes ensaiar o eco do erro.
Cada gesto meu nasce já cansado,
como se soubesse que será revisto,
revirado,
remoído até perder o nome.


Penso antes, durante, depois —
e, ainda assim, falho na paz.
Há sempre um segundo pensamento
que corrói o primeiro,
um sussurro tardio que diz:
“não era isso”,
“não assim”,
“não deveria ter tentado”.


Minhas palavras saem vestidas de despedida,
como se cada uma carregasse em si
um pequeno morrer —
o morrer daquilo que poderia ter sido dito melhor,
ou calado por inteiro.


E então me recolho,
refaço diálogos que já não existem,
reescrevo frases em um tempo que não volta,
tentando salvar, em atraso,
o que nunca esteve seguro.


Se o arrependimento matasse,
eu já teria partido incontáveis vezes.
Mas permaneço: erguendo versões de mim
sobre os escombros do que pensei ter errado,
pintando o quadro da aquarela de meu engano e soprando o vento do meu amago.


E, ainda assim,
há um sopro teimoso em mim
que insiste em continuar,
mesmo sabendo
que amanhã também haverá dúvida,
e então depois,
e depois.

Sempre volto ao início.
Às séries que já sei de cor,
ao filme onde ainda choro,
às mesmas vozes
que nunca aprendi a calar.


Há algo em mim que não solta —
correntes invisíveis
marcando meus pulsos,
puxando devagar
tudo que tento deixar.


Dou um passo à frente,
mas o chão pesa.
Um “e se?” se aloja no peito
como uma pergunta sem resposta,
ecoando mais alto
que qualquer certeza.


Carrego risadas antigas
como quem guarda relíquias,
mas são elas que me quebram:
memórias rasgam por dentro
e levam pedaços meus
sempre que voltam.


Sinto sua falta
mais do que digo.
Sinto medo
mais do que admito.
E desejo o amor
como quem precisa respirar.


“Sinto muito” —
palavras que nunca chegam,
desculpas que se perdem
no silêncio que ficou.


E eu erro de novo,
volto de novo,
revivo de novo —
um ciclo que se fecha
antes mesmo de terminar.


Confundo passado com presente,
visto lembranças como futuro,
e me perco
no que já não existe.


Diziam que a saudade matava.
Mas não —
ela é mais lenta que isso.


É um veneno fraco,
escorrendo pelas horas,
corroendo por dentro
sem pressa de acabar.


O passado já passou,
o veneno já secou —
mas o gosto amargo
ainda mora em mim.


E, mesmo assim,
eu volto.

Meus dedos deslizaram por minhas têmporas, cada vez mais firmes, tentando arrancar as vísceras de meus medos e dilacerar meus sentimentos. Ouso afagar meus próprios cabelos enquanto minhas unhas abrem feixes avermelhados sob meu crânio, o vomito do amor acalorado que escoa sob minha mente como lava em um vulcão em erupção.

Os magnas do vulcão, como pequenos pensamentos escapulindo por entre meu suspirar me leva a suar novamente, misturando o almiscarado da minha pele em gotas de horror. O calor do contato, antes revigorante e confortável, agora é uma tragedia inevitável e sufocante.

E no entanto, quanto mais afundo em mim, mais percebo que não há núcleo sólido — apenas camadas e camadas de calor e ruído, como se minha própria existência fosse uma erupção contínua, incapaz de cessar. Meus pensamentos não são mais meus; eles borbulham, espirram, queimam, deixando cicatrizes invisíveis que latejam sob a superfície da pele.

Minhas mãos tremulas e conflitantes, observam o terror sangrento de minha própria epiderme escorrendo sob meu ser, meu interior se misturando com o exterior de maneira selvagem e descontrolada. O carmesim tinta meu anelar e me lembra do compromisso autodestrutivo que possuo comigo mesma. Condenada a se autodestruir em busca de algum alivio, caçando motivos para agir contra mim, em busca de algo único para definir meu ser; mas, procurando definição, somente encontrei a destruição.