Eu sou aquela q Mesmo Triste Sorri
... a ninguém
subjugar, aguilhoado a um
mesmo e vezes sorrateiro argumento -
visto que, na pertinente disseminação
das diferentes questões e ideias, a genuína ordenação que nos assegura e inspira
em tão proativa arte de viver
e conviver!
... quem
já se mostra
capaz de questionar
a si mesmo - pondera o que
lhe falta, constrange - encontra-se
'anos-luz' à frente quanto ao
apreço e aceitação do
outro!
... um
espontâneo
gesto de utilidade,
exteriormente nos situa,
entusiasma - ao mesmo tempo
que, interiormente
nos robustece,
renova!
... não julgues,
tampouco desprezes os egoístas,
os cínicos, os intolerantes; pois, mesmo
que não compactues comtal postura, saiba
que a existênciaabriga e nos oferece
valiosos exemplos nos servindo
como espelho e melhoria
das nossaspróprias
atitudes!
... é doloroso
constatar que, mesmo após
tantos séculos, limitações como
o ódio e o ressentimento agreguem
mais argumentos e justificativas
do que a prudência
e o amor!
... se os primatas,
mesmo que por um instante,
experimentassem o tédio, saberiam
o que é ser um homem; e, portanto,
entenderiam que sentimentos como o
tédio, bem mais do que uma sensação
de cansaço, significam uma precária
percepção do próprio
valor!
... não se realiza
o bem, seja por vaga imposição,
seja pela ideia de, mesmo que tardiamente,
sermos lembrados - pois não há como
exigir,nem sequer exaltar aquilo
que nascecomo natural
expressão do que
somos!
... dizem
os mentores da luz que
somos todos verdadeiros,
mesmo quando flagrados mentindo;
pois o ato de mentir evidencia nossa
estatura moral: os valores e questões que
pobremente discernimos - e o tanto
que ainda nos falta
percorrer!
... quando
reiteradamente aguçada
pelos desvarios das submissões cegas,
mesmo a vulgaridade torna-se,
se não um vício, ao menos
um tentador estímulo
ao intolerável!
... enquanto
não dedicarmos ao bem
o mesmo vigor e a mesma audácia
devotados ao mal, este permanecerá
cada vez mais violento e
devastador!
... mesmo preferindo
a companhia de outros seres,
mormente avesso a qualquer resquício
de solidão - ainda assim, ninguém fugirá de
si mesmo - daquilo que mesmo acompanhado
ou ocasionalmente recluso, representa o mais especial
dos seus embates como espírito: a conquista
de suaautonomia comoum ser
único e capaz!
... colheitas
são hábitos comuns
mesmo em solos por nós sequer
cultivados; as semeaduras, no entanto,
são tarefas muitas vezes solitárias — regadas
por sentimentos e linguagens que bem
poucos já compreendem ou se
dispõem a cultivar!
A mentira precisa ser bem contada para sobreviver; a verdade, mesmo em silêncio, dura a vida inteira.
A paz começa dentro de si mesmo: aceitar o que não podemos mudar é o primeiro passo para viver com leveza.
AS FLORES NASCEM MESMO SOBRE OS SEPULCROS.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Há dores que chegam silenciosamente.
Não quebram portas.
Não anunciam despedidas.
Apenas entram.
Sentam-se dentro do peito.
E começam a transformar a alma em um inverno sem aurora.
Foi assim com certas perdas.
Primeiro veio o vazio.
Depois o eco das lembranças.
Depois aquela sensação insuportável de caminhar entre pessoas enquanto uma parte inteira do espírito permanecia enterrada em algum ontem inalcançável.
Existem lágrimas que nunca descem pelos olhos.
Elas descem pela existência.
Transformam o modo de olhar o céu.
O modo de ouvir músicas.
O modo de tocar objetos antigos.
O modo de suportar a própria noite.
E durante muito tempo pensamos que jamais iremos sobreviver à ausência.
Porque há pessoas que se tornam estruturas internas.
Elas não ocupam somente espaço em nossa vida.
Elas sustentam partes inteiras de nossa sensibilidade.
Quando partem, o mundo perde equilíbrio.
As manhãs tornam-se pálidas.
As madrugadas parecem corredores infinitos.
E o coração passa a respirar como uma casa abandonada coberta de poeira e memórias.
Mas existe algo que a própria dor ensina lentamente.
Nenhum amor verdadeiro desaparece completamente.
Ele muda de forma.
Aquilo que antes era abraço torna-se lembrança.
Aquilo que antes era voz torna-se presença invisível.
Aquilo que antes era convivência transforma-se em permanência espiritual dentro da consciência.
E então compreendemos algo profundamente humano.
As pessoas que amamos não vivem apenas ao nosso lado.
Vivem dentro daquilo que nos tornamos depois delas.
Há uma espécie de eternidade escondida no afeto sincero.
Por isso algumas lembranças doem tanto.
Porque ainda possuem vida.
Contudo, até os jardins devastados pela tempestade conhecem novamente a primavera.
Mesmo depois do luto.
Mesmo depois das noites insones.
Mesmo depois das despedidas que pareciam destruir completamente a alma.
A esperança retorna devagar.
Não como euforia.
Não como esquecimento.
Mas como uma pequena luz humilde atravessando as frestas da escuridão.
E um dia percebemos que já conseguimos olhar o céu sem chorar imediatamente.
Conseguimos ouvir aquela música sem desmoronar por inteiro.
Conseguimos recordar sem morrer junto da lembrança.
A cicatriz permanece.
Mas já não sangra da mesma maneira.
Porque o tempo não apaga o amor.
Ele apenas ensina o coração a carregar a saudade sem transformar-se em sepultura.
E talvez seja esta a maior dignidade da alma humana.
Continuar amando.
Mesmo depois da dor.
Continuar acreditando.
Mesmo depois da ruína.
Continuar florescendo.
Mesmo tendo conhecido profundamente o inverno.
Porque algumas flores mais belas da existência nascem exatamente sobre os sepulcros que imaginávamos eternos.
Por várias vezes pedi desculpas mesmo sem ter culpa, e fiquei calado quando tinha razão. Fiz pelos outros o que jamais fizeram por mim. Engoli meus próprios problemas em silêncio para não preocupar ninguém. Portanto, não me chamem de egoísta se, a partir de hoje, eu decidir me preocupar apenas comigo. Estou cansado de colocar a felicidade dos outros à frente da minha.
Às vezes, a noite chega antes mesmo do sol ir embora.
Não porque o dia acabou…
mas porque a cabeça cansa.
E ali, deitado, o coração corre uma maratona que ninguém vê.
A mente fala demais, o peito aperta,
e o corpo só quer descansar, mas o sono não vem.
É nessa hora que o travesseiro vira confidente.
Ele escuta sem julgar,
absorve cada lágrima escondida,
cada pensamento que eu não tenho coragem de dizer em voz alta.
E eu falo com ele, como quem fala com um velho amigo.
Conto o que dói, o que assusta, o que eu não entendo.
Ele não responde,
mas, de algum jeito, parece compreender.
O que eu esqueço, às vezes, ou talvez não queira perceber, é que tem alguém que eu conheço,
alguém que realmente quer me ajudar.
Mas a ansiedade é traiçoeira:
ela me convence de que ninguém ficaria,
de que ninguém entenderia.
E, assim, eu abraço o travesseiro mais uma vez,
pedindo em silêncio pra mente se acalmar.
O que eu ainda estou aprendendo
é que existe gente que quer ajudar de verdade,mesmo quando eu não percebo.
Gente que não quer curar o que sinto,
só quer ficar do meu lado enquanto eu passo por isso.
Talvez um dia eu consiga olhar pra essa pessoa
com o mesmo carinho com que olho pro meu travesseiro.
E, quem sabe, finalmente entenda
que o amor também pode ser um abrigo.
Embora o caminho seja conhecido
e o mesmo onde meus passos foram marcados, ainda desconheço
algumas curvas,
nele traçadas pelo destino,
para me surpreender...
Neusa Marilda Mucci
Tudo é muito igual e ao mesmo tempo diferente. Cabe a cada um temperar como queira aquilo que lhe couber na vida.
Que venha o novo dia
carregado de perfumes,
mesmo que sejam das flores
do ontem que se foi,
deixando apenas no ar
uma sutil fragrância
de saudade
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