Eu sou aquela q Mesmo Triste Sorri
A Folha
Aquela folha amarelada e já castigada por pragas não veio trazida pelo vento, foi o meu cão quem trouxe. Na face da folha já moribunda os buracos feitos pelas lagartas e a marca de ferrugem gravada em sua pele devido à ação do tempo. Sinal da vida se esvaindo por entre os dedos e da morte se aproximando e se fazendo perceber. Em minhas mãos a percepção da dor e do lamento na alma, por entender a importância daquela simples folha e às inúmeras fotossínteses a que ela se prestou ao longo de toda a sua vida. É mais uma estação que se encerra e mais uma folha que cai e ao sabor do vento é levada. Nos olhos do meu cão o pedido de socorro: Salve-a, por favor!
Mãe - Uma palavra tão pequena, mas de um valor inexplicável.
Aquela que demonstra todo o seu amor por meio da sua braveza, autenticidade e afeto.
Feliz dia das mães!
Balada dos desempregados
Nem vivo nem morto, em estado catártico.
O desemprego àquela altura os imobilizava completamente.
Muitos de seus planos já haviam sido abandonados. Deixados de lado. Simplesmente.
A frustração e o sentimento de impotência invadiam seus corpos, tomando-os de assalto por completo.
A insônia, a impaciência, a desesperança já eram uma constante em suas noites/dias.
A escuridão que lhes afagava a face, também os confundia um tanto.
Face a face com a versão mais cruel de suas vidas, via o número de iguais se multiplicarem dia a dia:
- Por todo o bairro, por toda a cidade, muitos desocupados, precarizados, sambando pra desenrascar o feijão com arroz e o leite das crianças antes de o sol se por. Dia após dia.
Muitos ainda não haviam apreendido o real tamanho do problema que, feito um iceberg tendo apenas uma pequena parte à mostra, despontava de forma aterradora.
Mais de quatorze milhões de desempregados... Greves múltiplas. Revolta nas ruas. Educação na UTI. Saúde em total colapso. A população da periferia sendo dizimada pela criminalidade e pelas drogas. E o país imobilizado. Desgraçados...
Há de haver punição pra tanta maldade, se não aqui na terra, em algum lugar há de haver uma mão pesada o suficiente pra parar essa gente que não sente empatia por qualquer um que seja.
O filhinho da minha vizinha morreu ontem de sarampo. SARAMPO. Pois é... Inacreditável não é mesmo?
O vizinho da rua de cima se enforcou. Não aguentou o acúmulo de tantas dívidas e por isso se matou.
Aqui no bairro não é novidade ver gente mendigando alguma coisa pra comer. A fome como todos pensavam também não foi erradicada. Por aqui parece epidemia. O alcoolismo quadruplicou. Os andarilhos e moradores de rua são inúmeros.
Pequenos e constantes furtos aos comerciantes são frequentemente relatados, repetidas vezes os poucos comerciantes que ainda resistem de pé são vítimas de espertalhões que não querem se enquadrar na dinâmica cruel de agora.
Pelas ruas do bairro tem gente vendendo de tudo:
- Ovos, picolé, cigarros do Paraguai, abacaxi, vassouras, panelas, produtos de limpeza, balas e doces, derivados de milho, amendoins torrados, pizza de dez...
A vida está difícil mesmo. Os preços aumentaram muito.
Nos supermercados as sacolas estão quase sempre vazias. Até o macarrão instantâneo e o milho para pipocas de micro-ondas foram reajustados em mais de trinta por cento em menos de uma semana.
O preço do botijão de gás é hoje praticamente um assalto a mão armada.
O que fazer com tanta desesperança senhor prefeito? O que fazer senhor governador? Senhores deputados? Senhores senadores? O que fazer senhor presidente? Acabou o milho, acabou a pipoca. É isso?
Aonde estão os seus amigos agora nesse momento tão difícil? Onde está o riso e o desdém? Aquela gargalhada rasgada, cedeu lugar ao choro... As escolhas nós fazemos, mas as consequências, estas temos que suportar depois. Lei da semeadura.
ALDEIA ESQUISITA
Aquela aldeia
Cheia de cubatas e sereias
Marcou-me para sempre
De esquisitos ensejos, a minha mente
Mente que gere a poesia do cassule
Naquela aldeia esquisita
Ao ver aquelas areias
Banhadas pelas águas dos rios
Pequeníssimos como as lágrimas
Me escondi daquele presente de tempo maldito
Onde o Jacaré a beira do rio
Parecia até sentir frio
Só depois entendi que era próprio
Porque estava num local frugal
E tão sóbrio como Portugal
Naquela aldeia esquisita
Bem debaixo da árvore
Ao cantar dos pássaros
Acalmei minha alma
Abracei meu poema
E escrevi minha letra naquela – mal ou bendita e esquisita aldeia
Aldeia em que os peixes eram negros de pretos espinhos e grossos ossos
Cuja morte na panela de barro do branco negrado
Era um sonho de barcos brancos do mulato pretado
Aldeia aluaziada pelos faróis da noite
Onde escondia-se o branco negro sereiado de barro a beira do rio do peixe burro cacussado
"A Pessoa" (Igor Calazans)
Aquela pessoa
Acha aquela pessoa
Que acha aquela pessoa
Entre tantas pessoas.
Aquela pessoa
Que se acha a pessoa ideal
Faz da outra pessoa
Pessoa tão impessoal,
Que para aquela pessoa oculta
Da busca, da caça e da luta,
Ser a única pessoa
Que entre milhões de pessoas
A mesma pessoa procura.
E acha! Pessoa à pessoa,
uma só, a única pessoa,
Que estava no meio de muitas.
Ziguezague Nostálgico
A vida,
apesar de às vezes aflita,
poderia ter sempre aquela alegria
que a gente tinha ao nos beijarmos na beira do mar.
Seria pedir demais?
Que você sempre volte.
Que nada estrague.
Que jamais acabe.
Porque gosto mesmo
é desse ziguezague
que me leva até você.
“AS SETE LÁGRIMAS... DE PAI PRETO”
(Completa)
Foi uma noite estranha aquela noite queda; estranhas vibrações afins
penetravam meu Ser Mental e o faziam ansiado por algo, que pouco a pouco se
fazia definir...
Era um quê desconhecido, mas sentia-o, como se estivesse em comunhão com
minha alma e externava a sensação de um silencioso pranto...
Quem do mundo Astral emocionava assim um pobre “eu”? Não o soube, até
adormecer...e “sonhar”...
Vi meu “duplo” transportar-se, atraído por cânticos que falavam de Aruanda,
Estrela Guia e Zambi; eram as vozes da Senhora da Luz-Velada, dessa Umbanda
de Todos Nós que chamavam seus filhos-de-fé...
E fui visitando Cabanas e Tendas, onde multidões desfilavam... Mas, surpreso
ficava, com aquela “visão” que em cada uma eu “via”, invariavelmente, num
canto, pitando, um triste Pai-preto chorava.
De seus “olhos” molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pelas faces, e não
sei por que, contei-as... foram sete. Na incontida vontade de saber, aproximei-me
e interroguei-o: fala, Pai-preto, diz a teu filho, por que externas assim uma tão
visível dor?
E Ele, suave, respondeu: estás vendo essa multidão que entra e sai? As
lágrimas contadas, distribuídas, estão dentro dela...
A primeira eu a dei a esses indiferentes que aqui vêm em busca de distração,
na curiosidade de ver, bisbilhotar, para saírem ironizando daquilo que sua mente
ofuscada não pode conceber.
Outra, a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na
expectativa de um “milagre” que os façam “alcançar” aquilo que seus próprios
merecimentos negam.
E mais outra foi para esses que crêem, porém, numa crença cega, escrava de
seus interesses estreitos. São os que vivem eternamente tratando de “casos”
nascentes uns após outros...
E outras mais que distribui aos maus, aqueles que somente procuram a
Umbanda em busca de vingança, desejam sempre prejudicar a um ser
semelhante – eles pensam que nós, os Guias, somos veículos de suas mazelas,
paixões, e temos obrigação de fazer o que pedem... pobres almas, que das brumas
ainda não saíram.
Assim, vai lembrando bem, a quinta lágrima foi diretamente aos frios e
calculistas – não crêem, nem descrêem; sabem que existe uma força e procuram
se beneficiar dela de qualquer forma. Cuida-se deles, não conhecem a palavra
gratidão, negarão amanhã até que conheceram uma casa de Umbanda...
Chegam suaves, têm o riso e o elogio à flor dos lábios, são fáceis, muito fáceis;
mas se olhares bem seu semblante verás escrito em letras claras: creio na tua
Umbanda, nos teus Caboclos e no teu Zambi, mas somente se venceram “meu
caso”, ou me curarem “disso ou daquilo”...
A sexta lágrima eu dei aos fúteis que andam de tenda em Tenda, não
acreditam em nada, buscam apenas aconchegos e conchavos; seus olhos revelam
um interesse diferente, sei bem o que eles buscam.
E a sétima, filho, notaste, como foi grande e como deslizou pesada? Foi a
ÚLTIMA LÁGRIMA, aquela que “vive” nos “olhos”de todos os orixás; fiz
doação dessa aos vaidosos, cheios de empáfia, para que lavem suas máscaras e
todos possam vê-los como realmente são...
“Cegos, guias de cegos”, andam se exibindo com a Banda, tal e qual
mariposas em torno da luz; essa mesma LUZ que eles não conseguem VER,
porque só visam à exteriorização de seus próprios “egos”...
“Olhai-os” bem, vede como suas fisionomias são turvas e desconfiadas;
observai-os quando falam “doutrinando”; suas vozes são ocas, dizem tudo de
“cor e salteado”, numa linguagem sem calor, cantando loas aos nossos Guias e
Protetores, em conselhos e conceitos de caridade, essa mesma caridade que não
fazem, aferrados ao conforto da matéria e à gula do vil metal. Eles não têm
convicção.
Assim, filho meu, foi para esses todos que viste cair, uma a uma, AS SETE
LÁGRIMAS DE PAI-PRETO!
Então, com minha alma em pranto, tornei a perguntar: não tens mais nada a
dizer, Pai-Preto? E, daquela “forma velha”, vi um véu caindo e num clarão
intenso que ofuscava tanto, ouvi mais uma vez...
“Mando a luz da minha transfiguração para aqueles que esquecidos pensam
que estão... ELES FORMAM A MAIOR DESSAS MULTIDÕES”...
São os humildes, os simples; estão na Umbanda pela Umbanda, na confiança
pela razão... SÃO OS SEUS FILHOS-DE-FÉ.
São também os “aparelhos”, trabalhadores, silenciosos, cujas ferramentas se
chamam DOM e FÉ, e cujos “salários” de cada noite... são pagos quase sempre
com uma só moeda, que traduz o seu valor numa única palavra – a
INGRATIDÃO...
O que se pode mensurar é a fé do ser humano, aquela que pode deixá-lo em inércia ou a transpor montanhas, parafraseando termos bíblicos.
o real sentido dessa doença ( COVID-19 ), é vc saber o quão aquela pessoa é especial para você, tanto pessoas como animais, e nisso você vai pensar no tempo perdido que vocês dois perderam por medo, orgulho, desprezo, magoas, sentimentos guardados, tudo… E que no final um de nós vai morrer pra essa doença ou não, então quando tudo isso acabar, aproveite mais, viva mais, bêba mais, faça tudo com um mais em seguida.
Aproveite pois a vida é feita de momentos.
A comunicação eficaz é aquela que diz o que precisa ser dito, nem mais nem menos. Apenas o necessário!
Engana-se quem acha autentica aquela frase que diz que
“nós entendemos as coisas como as vemos”.
Ledo engano, pois nossa mente sempre esta voltada
para o histórico que a formou.
Muitas vezes, vemos a mesma situação de maneira
diferente, eu a minha e você a sua.
O certo seria dizer que, entendemos a vida sim, mas,
como somos e não como a vemos.
(teorilang)
"" A pior dor emocional não é aquela que sentimos, mas aquela que não sentimos, por tê-la substituido por alguma outra coisa dissimulada. Ninguém consegue enganar a si mesmo por muito tempo e a emoção disfarçada em ironia, em indiferença ou outra maquiagem, acaba se manifestando de alguma outra forma bem pior.""
Hoje é um dia especial...
O dia em que dedicaram a todos que tem um Amor,
Aquela pessoa que está ao seu lado sempre,
Que a gente enche de mimos e faz juras de amor
Que juntas constroem sonhos e os realizam...
E a minha maior alegria é estar com você
Neste dia e em todos os outros, pois ficaremos juntos
Eternamente...
Quero agradecer por estar sempre tentando arrancar o meu sorriso, por ser radiante, por ser a fonte de todo o meu amor.
Não sei como você consegue ser tão simples e tão surpreendente. Não tem como deixar de amar você! É tão fácil... Com seus atos mais comuns.
Chego a acreditar que não existe medida grande o bastante para conter o que sinto. Você simplesmente me tira do sério.
Agradecer por cada hora de sua existência, por cada gesto, cada sorriso e olhar. Devo agradecer por tudo... TE AMO.
O Perdão
Quando o perdão é dado não significa que os atos por aquela pessoa praticados tenham sido dados como certos, significa que não estamos ligados (estagnados) a mesma energia.
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