Eu Sonho o que eu quero Pedro Bandeira
Meu querido eu,
Tire da gaveta aquele par de asas.
Você já cuidou do voo de muitos,
É hora de cuidar do seu.
Sobre meu passado eu vendi o prédio inteiro por uma pechincha.
O tempo até demoliu,
Não existe mais.
Eu recomeçarei quantas vezes for preciso,
Escrever em uma folha em branco tem um gostinho diferente.
Se você soubesse o que eu sei,
e penso ao seu respeito,
Entenderia meu silêncio diante da sua latumia.
Eu sou fruto de um absurdo,
Do que é mais valioso no mundo,
Talvez você não entenda,
mas sofra por não ter.
De que serve a minha poesia
se a sua boca não me diz,
se o silêncio faz sangria
no que eu quiz fazer feliz
de que serve o verso escrito
com o peso da intenção
se o meu grito mais bonito
não alcança o seu perdão .
pois a rima se esvazia
e o papel vira desterro
de que serve minha poesia
se seu beijo é o meu erro.
De que serve a minha poesia
se a sua boca não me dá
o destino , atravessia,
o destino de eu estar
guardo versos na lapela
metáforas ao relento
mais a rima mais singela
morre aondabor do vento
pois , se o lábio não confirma
o que a alma já escreveu
toda estrofes se desmancha
entre o seu mundo e o meu .
A falta do ódio é o meu maior manifesto de superioridade emocional: eu sou feito do que eu cultivo, não do que me feriu.
