Eu Sonho o que eu quero Pedro Bandeira

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Antes eu achava que fazer o que eu sinto vontade era egoísmo; hoje percebo que egoísmo é quem dita o que eu deva fazer.

Se você fosse música, eu te cantaria baixinho, como quem canta para ficar. Se fosse poesia, eu te recitaria sem pressa, com a voz cheia de intenção.


Se fosse bebida, eu te beberia em goles lentos, saboreando o risco e o prazer, pois você é como aquele gole da bebida proibida, que a gente evita todos os dias, porque sabe que basta um só gole para se viciar.


Se fosse erro, eu erraria sem medo, mas sendo acerto, eu te acertaria todas as vezes.


Se estivesse à venda, eu te compraria sem pechinchar. E se estivesse perdido, eu te encontraria, mesmo sem mapa, sem GPS, mesmo no escuro.


Você traz movimento ao meu tédio, e os seus olhos são o remédio que cura qualquer dor de um dia ruim.


Se você fosse um livro, eu te leria devagar, uma frase por dia, repetindo cada sílaba, bem lentamente, para nunca chegar ao fim.


E se alguém te pedisse emprestado, eu sorriria e diria: lamento, esse é especial. Não empresto, não confio ele a ninguém, e ainda não terminei e não quero terminar de ler, nunca.

À Flor da Alma


Às vezes eu queria ser perfeita.
Não por vaidade,
mas pra ser mais sábia
pra entender e reagir ao mundo
com mais clareza,
pra reagir com serenidade
sem me deixar abalar tanto
quando a vida me fere com palavras duras
e o coração sangra em silêncio.


Queria ser elevada o bastante
pra não me abater com a maldade alheia,
pra não acumular mágoas
como pedras nos bolsos da alma.


Mas o espelho não mente.
Sou falha demais.
Ciumenta demais.
Desastrada demais.
Tola demais.
O mundo desaba e eu tropeço
às vezes o raio cai, sim,
no mesmo lugar.


Mesmo assim, eu agradeço.
Peço perdão a Deus,
tento me redimir das culpas
que me seguem como sombras.
Vivo atenta aos passos,
pra não gerar mais erros e carmas
nas próximas vidas.
Porque há arrependimentos
que não se desfazem,
palavras que ficam presas no tempo,
manchando o que fomos,
sem chance de apagar.


E quando o peso aperta,
eu sinto demais e escrevo.


Escrevo pra libertar meus bichos
os ferozes e os mansinhos.
Escrevendo, eu voo.
Toco o céu com as pontas dos dedos,
descubro o meu avesso,
o eu oculto que mora trancado,
protegido por senhas que ninguém sabe decifrar.


Não busco quantidade, busco verdade.
Escrevendo, converso comigo, me ouço e
respondo o que o mundo não pergunta.
Me perco em sílabas,
exagero nas reticências,
fugindo dos pontos finais,
porque nunca paro de imaginar,
de me corrigir, de me reinventar.


Quando escrevo, espanto a melancolia.
É minha forma de rezar.
De traduzir o que sinto,
o que me rasga e o que me cura.
Só escrevendo digo o que grita no meu olhar,
que ainda sei amar e mereço, cuidado, amor.


Ando à flor da pele
mas fraca não sou.
Sou teimosa.
Sou guerra e paz, sou alma antiga.
E, mesmo myitas vezes cansada,
ainda tenho esperanças e sonhos.
Ainda acredito.
Ainda escrevo..⁠

NÃO ME POUPE DAS SUAS
PÁLPEBRAS CERRADAS TODAS AS MANHÃS,
PRA EU ACORDA-LAS
COM MEUS BEIJOS !! ®️

SEI QUE VC,
TEM TD QUE EU PRECISO,
E O QUE EU PRECISO É SÓ TE ENCONTRAR, MESMO SE VC NÃO TIVER NADA! ®️

SE EU PUDESSE TE DAR O CÉU.
IA ESPERAR AMANHECER,
SÓ PRA TE DAR ACESO !!
lI®I

Estranha Dança


Eu sou estranha, e o meu espelho sabe disso,
meus passos desenham labirintos
do meu modo de ser,
enquanto o mundo corre em fila indiana.
Minha música é feita de compassos
dos meus pedaços quebrados.


Carrego constelações desalinhadas,
tempestades que brilham, silêncios que ardem.
Meu caos é morada, não ferida
um fogo que aquece quando o chão some.


Eles dizem "seja reta", eu rio e giro,
minha dança é um mapa de cicatrizes vivas.
Ser diferente é como ter asas invisíveis
que voam mesmo quando o céu pesa.


Não me moldo, me reinvento,
sou feita de recomeços e perguntas.
Minha estranheza é minha armadura,
minha língua fala em raios, marés,
e idiomas que transformo em poemas.


Num mundo de cópias, ser original dói,
mas quebrei o molde antes de nascer.
Minha verdade é um animal selvagem,
não se domestica, só se entende.


Sou estranha, sim, e abraço esse abismo,
nesse meu lugar torto onde a luz é mais viva.
Aqui, onde os espelhos me reconhecem,
minha alma dança e nunca se despede...

Eu sinto falta da sua voz
como quem entra num quarto vazio
e percebe o eco da própria solidão.

Sua voz não é só som
é abrigo.
É casa.
É o lugar onde meu caos se aquieta.
Sinto falta do seu cheiro…
e isso me desarma.
Não sei explicar a fragrância,
mas meu corpo reconhece.
É química, é memória, é desejo.
É vontade de fechar os olhos
e me perder no seu pescoço
até esquecer o mundo.

Sinto falta do seu beijo
da pressão, da entrega,
do calor da sua boca encontrando a minha
como se fosse a única verdade possível.
Sinto falta do seu corpo junto ao meu,
da sua temperatura misturada na minha,
do jeito que você me puxa
e me faz sentir
inteira, viva, escolhida.

Escrever é a única forma que encontrei
de tocar você sem tocar.
Porque quando não estou com você,
o que me resta
é transformar saudade
em palavra.

E eu seria o vento que te envolve,
a sombra que te segue descalça,
o nome que te escapa dos lábios,
quando a noite se faz mais densa.


E eu sou o rio que não se cansa,
a margem que te espera quieta,
o segredo que guardas no peito,
mas que nunca confessas.


E eu seria o aroma da terra,
após a chuva que te refresca,
o brilho que se perde no espelho,
quando te olhas e não te enxergas.


E eu não sou a luz nem a escuridão,
só o crepúsculo que te confunde,
"Você sente o que eu não digo?"
Mesmo quando te calas.


E eu seria o eco da tua voz,
a falta que não se explica,
o abraço que nunca se desfaz,
mesmo quando te afastas.


E eu não sou o sonho nem o despertar,
só o instante que te suspende:
"Você lembra do que fomos?"
Mesmo quando não respondes.

Meus olhos já viram tanta coisa desmoronar que hoje eu desconfio até das montanhas, esperando que elas também revelem sua natureza de areia a qualquer momento. A impermanência é a única constante, a única verdade que o tempo não consegue desmentir com suas promessas de eternidade.

Minha escrita nasce da dor e da fé, desse atrito constante entre o que eu perdi e o que eu ainda espero encontrar em algum lugar além do horizonte. É o fogo que surge do choque entre a pedra da realidade e o aço da minha vontade de continuar sendo.

A alma é uma casa abandonada onde o vento sopra entre as frestas de memórias que eu deveria ter enterrado há muito tempo. Mas eu gosto do barulho do vento, ele me lembra que, embora a casa esteja vazia, ela ainda respira a poeira do que foi vivido.

A tristeza é uma cor que combina com tudo o que eu escrevo, um pigmento que extraio das sombras que o sol projeta quando decide se pôr cedo demais. Não busco o arco-íris, busco a gradação de cinzas que existe entre a dor absoluta e o alívio de um sono sem sonhos.

O que eu critico (ofendo e/ou julgo) nos outros que temo reconhecer em mim?

OH NOITE




A NOITE veio
e eu achei tão bela.
Veio para acalentar.
Veio com a LUA
brilhar para os amores incompreendidos
e em silêncio, traz o gosto do VENTO.




Placilene Rabelo

Reintegre-se

Reintegre sua vida com sua essência, com seu eu,
com sua verdade .
Não se deixe para trás.
Não se deixe para depois.

Sinto que minha vida é um filme em preto e branco passando em uma sala de cinema vazia, onde eu sou o único espectador que não consegue ir embora antes dos créditos finais. A beleza está no contraste, na forma como a sombra define a luz e a ausência define o que restou.

não precisa mais mudar, Eu mudei..

o Professor disse para duvidarmos de tudo,
mas eu não duvido do que ele disse..

⁠Agradeço por poder fazer tantas ações boas sem necessidades de contar, é eu e Deus e em sua força não precisa se auto-afirmar.