Eu Sonho o que eu quero Pedro Bandeira

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Não peço lugar, eu ocupo presença,
quem vive inteira não negocia essência.

Quem tenta me diminuir não entende a lição:
eu não cresci pra caber... Cresci pra direção.

Eu a vi hoje.
Ela não me viu.
Eu também não senti nada.
Nenhum aperto.
Nenhuma pressa no peito.
Só reconheci.
E guardei.
Como quem salva um arquivo
que já não precisa abrir.

Eu me procurei nos lugares errados.
Nas pessoas.
Nos olhares que não ficaram.
Nas promessas que não sobreviveram.
E no fim…
eu estava no único lugar onde nunca pensei em olhar:
Dentro de mim.
Me reencontrar não foi bonito.
Não teve trilha sonora.
Teve silêncio.
Teve vergonha do que aceitei.
Teve culpa pelo que calei.
Mas também teve uma verdade crua:
eu nunca estive perdida.
Eu só estava longe de mim.
Fazer as pazes comigo não foi me perdoar por tudo.
Foi entender por que eu fiz.
Foi abraçar a mulher que aguentou o que eu hoje não aceito mais.


Reencontro não é voltar a ser quem eu era.
É finalmente ser quem eu sou.

Não imploro espaço, eu ocupo território.

Eu não persigo validação, eu construo convicção.

Eu não perdi alguém que me escolhia.
Eu me livrei de alguém que me mantinha.

Sou a que atravessa o fogo,
não para provar que aguento..
mas porque sei que do incêndio
eu renasço em movimento.
Sou a que pisa na dor
sem fazer dela prisão;
eu atravesso o abismo
e volto com criação.

Eu me recolho no escuro,
não por medo... por visão;
quem silencia por dentro
prepara revolução.
Recuo não é fraqueza,
é estratégia do mais forte;
eu me recolho inteira
pra voltar mudando a sorte.

O Dia em Que Escolhi ir


Capítulo: Eu Disse Sim


Eu disse sim.
Não foi um sim gritado.
Não teve fogos, nem testemunhas.
Foi um sim quase sussurrado, desses que mudam o eixo da vida sem fazer barulho.
Eu disse sim
quando meu instinto dizia cuidado.
Disse sim
mesmo sabendo que intensidade cobra juros.


Não foi ingenuidade.
Foi escolha.
Eu vi o risco.
Vi o abismo.
E ainda assim, avancei.


Porque havia algo no olhar dela..
não promessa,
não segurança,
mas verdade crua.
E eu prefiro a verdade que arde
à mentira que acalma.
Eu disse sim
para o desejo,
para a confusão,
para a possibilidade.


Disse sim
para aquilo que não tinha manual.
Não foi submissão.
Foi entrega consciente.
Eu sabia que podia doer.
Sabia que podia quebrar.
Mas também sabia que viver pela metade
é morrer aos poucos.
Então eu disse sim.
E naquele instante
eu não estava escolhendo só uma pessoa.
Eu estava escolhendo ser inteira.
Sem garantias.
Sem contrato.
Sem anestesia.
Só eu,
o risco,
e a coragem de não fugir.
Esse foi o meu sim.
E ele mudou tudo.

Quando eu paro de esperar grandeza de mim,
eu viro humana.
Eu viro falha.
Eu viro carne.

Eu te amo, mas…


Eu te amo.
E não é pouco, não é confuso, não é carência inventada numa madrugada qualquer.
É amor mesmo. Desses que escolhem. Desses que permanecem.


Eu te amo, mas me doeu não ter vivido você no mundo real.
Me doeu não ter tido a chance de descobrir teu cheiro, teu jeito andando na rua, teu silêncio ao meu lado.


Eu te amo, mas cansei de promessas que não viraram encontro.
Cansei de esperar o dia em que a coragem seria maior que o medo.


Eu te amo, mas eu também queria ser escolhida sem hesitação.
Queria firmeza. Queria presença. Queria verdade sem sombra.


Eu te amo, e por isso eu perdoei.
E talvez perdoasse de novo.
Mas, no fundo, eu só queria não precisar perdoar sempre.


Eu te amo com pele, com desejo, com vontade de acordar do teu lado todos os dias.
Mas também te amo com sonho de futuro, de casa, de vida concreta .. não só tela iluminada.


Eu te amo…
mas amar sozinha cansa.
E mesmo assim, eu amo.

Eu desejo.
Eu sinto.
Mas não toco.
Não é falta de coragem.
É consciência.
Nem tudo que acende em mim
eu preciso alcançar.
Tem coisas que eu quero
mas não quero o preço.
Tem presenças que me atravessam
mas eu escolho não atravessar de volta.
Eu aprendi que sentir
não me obriga a agir.
E às vezes o controle
é mais intenso que o toque.

Eu me apaixono todo dia.


Eu me apaixono pelo ar,
pelo cheiro de cada dia,
pela forma como a vida chega sem avisar.
Eu me apaixono por uma ideia,
por um lugar,
por uma pessoa.
Mas tem uma coisa que pouca gente entende:
eu também desencano muito rápido.
Eu deixo ir quando tem que ir.
Eu dou espaço sem ninguém precisar pedir.
Porque, no fundo, eu entendo.
Entendo que nem tudo é pra ficar.
E talvez seja justamente por isso
que eu também me apaixono por mim
todos os dias.
E às vezes eu paro, me olho por dentro
e digo, sem cerimônia nenhuma:
Que mulher foda. ✨

Pra não esquecer quem eu sou,
eu marquei na pele.
Três vezes.


Duas.. memória viva.
Coisas que eu criei,
vivi,
fui.
Pra nunca mais duvidar
da minha própria história.


A terceira é guerra.
Um símbolo marajoara,
tribal,
cravado no dedo..
porque pra mim,
dedo é rota.
Caminho.
Direção.
Escolha.
E agora eu sei,
sem hesitar:
pra onde eu não volto.

Eu não me perco por amar demais - eu me reconstruo toda vez que o amor me atravessa.

“Eu nunca deixei de te amar... Só aprendi a viver sem ter você.”

“Os olhos eram azuis por fora... Mas nem isso sustentou o que eu insistia em ver em você.”

“Você passou por mim… Mas eu fui fundo demais pra você aguentar.”

“Eu fui inteira… Você que nunca esteve à altura.”