Eu Sonho o que eu quero Pedro Bandeira
No espelho da vida, não vejo sua figura refletida, e isso faz com que apenas meu eu traduza essa anomalia, pois sei que sua imagem não tem mais luz. Entro em um estado quase de transe ao lembrar do momento em que o vi partir.
"Ah se eu tivesse..."? Essa é uma pergunta que, há anos, deixei para trás. Sempre acreditei que, assim como eu, qualquer pessoa com um mínimo de consciência carrega consigo lembranças de ações ou reações que podem ter causado algum mal a alguém. Mas me livrei desse peso quando percebi que, se tivesse que reviver minha vida desde a infância, faria tudo exatamente igual.
Afinal, sou humano — sujeito a erros e acertos — e acredito que acertei mais do que errei. Quanto aos erros que cometi, já enfrentei suas consequências e, acima de tudo, minha própria consciência já me cobrou por eles. O que me resta é aprender com essas experiências e usá-las como guia para o presente.
O passado já foi, o futuro ainda não existe. O que tenho é o hoje, e é nele que escolho focar.
Introspectiva, as vezes não...
Eu não sabia quem ela era,
Sorria, brincava de felicidade...
Nomeava sons imaginários
Ouvia o anteceder da chuva
Sonhava com raios e luzes.
Em uma noite sem palavras
Ela gargalhou com os olhos
E pensou alto sem dizer...
Nesse ato eu a reconheci
Feito melodia para cegos,
Tateei sua face, sutilmente.
Quis tê-la pela metade,
A outra eu guardei no espelho.
Meus pensamentos são lições que aprendi e passo para frente como se com palavras eu pudesse dar auxílio e conforto.
Meu eu é:
Viver comigo mesma
Saber das qualidades e defeitos;
Amar a si mesma;
Ser amiga de si mesma;
Se curtir;
Saber lidar com a solidão e com a dor;
É entender e compreender que no fim da vida ficaremos e morreremos só....
É se amar...
RSR
“Eu só me sinto feliz quando a felicidade explode em meus olhos e desce graciosamente pelo meu rosto, caindo em múltiplas gotículas. Ou mesmo quando se agarra à minha pele e penetra dentro de mim, causando mais e mais explosões!”
Eu penso que sou forte, porém, diante de algumas situações experimento quão grande é minha fraqueza. Mesmo assim, ergo a cabeça, respiro fundo e vou em paz enfrentar o desafio.
Eu vejo pessoas brigando por conta de política. Eu vejo o povo construindo em suas relações tribunais onde condenam uns e absolvem outros. Eu vejo a inveja imperando. Eu vejo a falta de ética em em todas as camadas sociais. Eu vejo a falta de compaixão entre os humanos. Eu vejo o desprezo de quem retém o poder em relação aos mais humildes. Mas eu continuo acreditando num MUNDO POSSÍVEL.
Eu vivo buscando a OUTRA MARGEM. Às vezes me afogo, mas sempre aparece uma prancha amiga. Me agarro e continuo dando as braçadas da esperança
O momento presente, eu o tenho.
Às vezes desdenho, sem dar a devida atenção.
A finitude se faz parecendo um virus devastador.
E vejo a dor de um mundo engolido pela incerteza, indiferença, descrença
E o que fazer com o poço das emoções?
Percepção, sentimentos, compaixão ?
A esperança grita mais forte, com voz firme, destemida que um mundo novo é possivel,
Para repartir, partilhar e multiplicar o bem,
enquanto há tempo.
Tempo novo
Tempo forte
Tempo de graça e renovação
Tempo de RESSURREIÇÃO!
PANDEMIA
Amazonas, eu te amo!
Respire a coragem, a conscientização, a cidadania e bane do quadro político quem não se pisicionou à favor do povo em meio a essa tragédia!
Julho 2021 se vai, poderoso, frio, indomável, e nunca mais voltará. Eu o vive curtindo cada onda de frio como se fosse única.
Dia dos pais
O dia ficou sem graça
Eu olho ao redor e só vejo folhas secas caindo na praça
Assim são as lembranças
Que minha memória perpassa
Parece que te vejo
Com o velho violão
Ou sanfona desafinada
Tentando fazer uma graça
Mãos calejadas, rosto queimado,
olhos azuis, trabalhador dedicado
Firme encaminhou seus 8 filhos
Com marcas de generosidade,
coragem, sem medo da realidade!
Pai,
rememora que nunca passa,
traço impresso na alma
Lembranças sagradas
Saudade danada
Hoje eu estou,
Amanhã não estarei!
O que fiz que valeu a pena viver?
Amei
Andei,
Me inquietei
Anunciei a verdade
Por onde passei
Nas cidades
Nos campos e nos recantos distantes
Proclamei aquilo que acreditei
Amei!
Curei feridas sangradas,
Rasgadas na carne
Sulcadas pela
Desigualdade
Acolhi, curei
Amei
