Eu Sonho o que eu quero Pedro Bandeira
É só que aquele rapaz negro, lindo, alegre, um garoto, quase 10 anos mais jovem que eu, que conheci no meu primeiro dia de aula e que de longe soube que amaria e que me ensinaria alguma coisa, vive uma história linda que as pessoas precisam conhecer, as pessoas precisam se permitir conhecer histórias lindas, porque como já disse, coisas que são pequenas para muitos casais heterossexuais, pra eles são muito grandes, são grandes porque tem muita gente que não entende de amor, porque tem muita gente que precisa entender de amor.
Detesto Dezembro porque é Dezembro, porque é o fim de alguma coisa, e eu nunca me habituei aos fins. Detesto, porque não me conformo que anos no meu RG ditem quem eu sou, ou como devo me vestir, ou me comportar, ou até onde posso errar. Detesto Dezembro. Mas amo Janeiro. Porque Janeiro é começo e me lembra aquela saia velha e colorida com a bainha gasta e com lembranças de um tempo em que eu não contava as horas.
Eu entendi. Não era por eu ser diferente, é por que eu sou inexata, sempre fui, e acho que sempre serei. É porque esperar de mim doses de mim é esperar em vão, é que eu moro nas rebeldias mas não falo aquelas línguas, é que a minha pureza é subversiva e eu gosto de protestos em vão, é que ainda que soe contraditório eu não uso batom e saltos e roupas provocantes porque gosto de ser vista, e me interesso pelos defeitos dos outros mais do que pelas qualidades, é que a minha humanidade é tola e eu nunca realmente acreditei num Deus, e onde há espera eu sempre fui inesperada, e amor nenhum nunca me roubou de mim. Eu sou inexata porque construí cercados para os meus cercados e me entreguei a homens sem nunca realmente me entregar, porque sempre questionei altruísmos e acreditei em egoísmos, porque imperfeições me comovem e tudo que passa do ponto me atrai. Eu sou inexata porque os orgasmos duram pouco e sempre me senti a passageira de um trem fora dos trilhos, é que há entre a minha garganta seca e a minha unha encravada algum poema barroco de Gregório de Matos que ironiza nossos mais relevantes aspectos sociais. Eu sou inexata porque a minha veracidade é torta.
Eu lembro que nós fazíamos de conta, você me olhava torto e eu entendia as suas neuroses, você me aconselhava e eu corria as minhas carnes, o meu corpo doía e a sua alma sempre machucada por conta de alguma cena que eu escrevia pra você viver. E você tentava me dizer o que fazer ás vezes. Como eu julgava o fato de você não perceber o mundo que eu queria compor e mesmo assim precisar de mim! Os tijolos da sua casa pareciam frios e o meu espelho velho me dizia nada. Era difícil ser eu, e ás vezes eu tinha a impressão que só você entendia isso, porque ser você também era muito difícil. Você ás vezes cuidava de mim, às vezes enchia o saco e caia fora, depois ligava e os seus telefonemas me entrertiam e me consumiam, era difícil qualquer um nos entender, era fácil a gente se entender.
Conta comigo, tô aqui pra ti, eu posso ser presunçosa, pretensiosa, presumida, imodesta, arrogante, metida, esnobe, vaidosa, egocêntrica, enfatuada, afetada, cabotina, todos esses sinônimos, mas na tua tristeza eu serei sempre protagonista pelos motivos nobres, porque ela também é minha
Tenho consciência que a maior parte das pessoas gostam de estar cercadas de outras pessoas, e eu, gosto da solidão de um quarto vazio, um cigarro, e a multidão que povoa a minha cabeça, desde que permaneça na minha cabeça.
Gosto
Eu gosto de uma pessoa,
Desde a primeira vez que tive contato.
Diria ser amor à primeira vista
Mas como hoje essa ideia é conversa fiada
Eu prefiro não dizer nada.
Pode não ser exatamente o que acho que é,
Aliás, eu não acho nada,
Não sei de nada.
Só sei que gosto, talvez amor, talvez paixão,
Ou talvez, só GOSTO mesmo.
Se quando você ama
Não sabe que ama ou porque ama
Talvez eu te ame
Sem nem conseguir explicar.
Às vezes
Sinto raiva
Às vezes
Lembrar das antigas conversas me acalma.
Posso estar enganada
Mas se não for amor
Eu não sei o que é.
Como pode eu
Amar alguém que tanto me fez mal?
Isso é amor? É mais uma ilusão?
Que feitiço jogou contra mim
Para que eu nunca perdesse tamanha consideração?
Não sinto ciúmes
Nem nos imagino juntos
Só gosto de admirar, proteger
Mesmo depois de tudo.
Viajo em meio a tantos sentimentos
Tentando procurar explicação
Não encontro
Então continuarei te amando, mesmo que não seja amor, sem explicação.
Desabafo 2
A quanto tempo eu não te vejo ?
A quanto tempo não conversamos ?
Eu só....
Queria dizer oque eu sinto
Eu só....
Imaginei que sentira o mesmo que eu
Eu só....
Passei a minha vida abafado pelo vício
De te mencionar em tudo em que eu pensar
De te imaginar
Em todas história que eu fazer você sempre vai ta lá ...
Por favor não vai embora
Eu não me deixo de viver por niguem
Mas pensando bem que sem você nao é a mesma coisa ....
Estou pensando em desistir
Mas penso em você 24 horas
Isso já ta virando tortura
TENTATIVA
Eu te proponho um amor-aspirina. Amor que bate e não recorda, que acorda e não levanta, que passa e não deixa. Um amor-comprimido, que alivia a dor, que amarga na boca mas adoça o estômago, faz efeito. Eu te proponho, depois das aspirinas: a morte. Morrer em seus braços, decompor-me, como pilula na língua que dissolve.
; é como se, diante disso tudo, eu visse (sozinho) a aguinha do córrego marejar debaixo de uma ponte velha. Lembro-me sempre daquele belo quadro da copa de minha avó a figurar pieguices de camponesas, pobres camponesas. O lustre não suportou tamanho calor: frangalhos. Onde ficou meus suores, meus pelos despetalados, os beiços cintilantes? Sei lá.
... só ficou a poesia. O restante na estante, o mar levou. Subverto sinais gráficos, afronto a língua, blasfemo as compilações e sintaxes. Deus habita nas ruas vazias de minha alma, naquele solzinho gostoso que, vez em quando, põe a vista barquinhos fagueiros.
? Onde está você. Pois seja cada linha dessas não-ditas nas entrelinhas: inevitável e inconscientemente: saudade:
Diga não à violência no mundo.
A humanidade precisa de amor.
Eu e você fazemos a diferença.
Salve a Paz!
Hoje eu acordei e lembrei de você, Queria te ter aqui comigo e olhar nos teus olhos e vê o belo canto do mar.
É claro que eu desejo um mundo melhor para todas as pessoas, mas esse desejo passa muito longe do verbo "ter" e perto do verbo "ser".
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