Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
Eu tenho um desejo, de voar entre o céu e a terra, entre o mar e o luar.
Eu tento um desejo, subir a montanha e do alto pular, para as águas e sobre elas parar.
Eu tenho um desejo, do fundo do mar,
surgir em direção ao céu, como o falcão voar e plainar no ar.
Eu tenho um desejo, que é com Deus conversar, e o seu amor fazer na terra germinar, e no fogo transmutar.
Eu tinha um desejo, que era amar e esse eu posso dizer e afirmar que realizo ele, e não tenho palavras para descrever a quanto e magnífico esse sentimento.
Eu tenho um desejo, de igualdade, justiça e fé entre a humanidade e não só ensinar mas com eles praticar o amor de Cristo.
Eu tenho um desejo, não que a humanidade seja igual mas sim que aja a diferença entre todos, e que ambos saibamos respeitar a todos independente de opinião, raça, cor ou credo.
Eu tenho um desejo, que se lembrem de mim, não só ontem, e muito menos só hoje mas sempre, não pelo que eu fiz mas pelo que eu sou pelo amor que transmite enquanto eu estive entre voz.
Eu tenho um desejo, que não aja dor mas se acontecer de ter que tenhamos o remédio para a cura da dor, que não tenho tristeza mas se mesmo assim ela aparecer que achemos a alegria.
Eu tenho um desejo, de um dia ser amado como eu amo, de ser reconhecido como na verdade sou e não como me julgar ser.
Eu tenho um desejo, de responder sem medo a qualquer pergunta basta saber se você está disposto a reconhecer a verdade em mim.
Daí-me força e fortalece a minha fé para a cumprir a sua vontade Paí.
R&F Perazza.'.
Quando eu fui criança IV
Um senhor, libanês, abriu uma banquinha em frente ao Grupo Escolar Carmela Dutra, para vender bananas..
No dia da inauguração, como não podia deixar de ser, eu andava por ali, olhando, vendo ele montar as bancadas. Não sei porque o libanês me convidou para trabalhar com ele; Convite aceito imediatamente.
Depois da entrevista, acertado os direitos e obrigações de cada um, fui para a minha casa com o compromisso de voltar à tarde.
Cheguei no horário combinado. Já "almoçado", Precisava, eu ia ficar a tarde toda no "serviço"
Como ele tinha outros compromissos pela cidade. antes de sair, me deu umas aulas sobre o produto (bananas) e umas orientações básicas necessárias: tipo de banana, preços, , como fazer troco, etc. e lá se foi o libanês, deixando aos meus cuidado, seu patrimônio.,
A princípio, ainda com a barriga cheia, pois tinha acabado de almoçar, não me interessei muito pelas bananas, mas com o passar do tempo, sem nenhum movimento mais a demora pela volta do dono, fui experimentando as bananas e suas variedades.,
Comi tanto que comecei a passar mal. Tive que me deitar debaixo de uma das banquinhas,onde fiquei torcendo de dor, não podia nem me mexer que doía tudo . Foi aí, então, que vi o dono. Primeiro ele olhou para as pencas, analisando as faltas, ficou um tempo pensando, depois olhou por debaixo da banquinha, onde eu estava deitado. Sem sentimento de pena, não me perguntou nada., só falou: amanhã você não precisa vir mais . E pior, nem me pagou.(I
em frente a pracinha, havia um cinema. Cine Rios.
Eu viajava naqueles painéis de fotos de "mocinhos e bandidos",Depois ficava esperando a matine de domingo, quando, então, aconteciam aquelas batalhas do "bom contra o mau". o "mocinho bom" sempre vencia. tinha ainda, a continuação dos seriados intermináveis, que sempre deixavam um suspense no final. perto do cinema, aquela sorveteria. a coisa mais linda do mundo, cada sorvete era homenageado num painel.que ficava exposto na parede. o dono, classificava os meninos que podiam ou não entrar. e foi ali, naquela sorveteria, que um dia, um homem bom,usando botas e chapéu de boiadeiro, mandou que o homem ruim, servisse o melhor sorvete que havia, para aquele menino que não podia entrar na sorveteria.
do outro lado da pracinha, tinha um bar que vendia umas balas com figurinhas de jogador de futebol, com direito a ganhar um bicicleta, desde que você preenchesse um álbum imenso. ganhar aquela bicicleta era quase impossível. mas, foi assim, que um dia, com 8 anos, eu comprei o salário inteiro do meu pai em figurinhas, mesmo ele não tendo álbum de figurinhas.- /i
O comprador de ovos.
Eu tive um amigo, quando criança, que vendia ovos. Ele era mais velho que eu. Ele percorria os sítios da redondeias com ser carrinho de madeira (um caixote) e ia comprando a "produção" q depois ele vendia na cidade. Uma vez ele me convidou para ir com ele, eu e mais um amigo em comum. Saímos cedo. No caminho ele foi explicando o processo que ele usava. Bem mais complicado do que o de frutas, que era bastante simples que consistia em colher um cento de mexerica, botar no carrinho, pagar e voltar para a cidade e já começar as vendas. Ah, e a gente podia comer à vontade nos pés, diferente de ovos que você não podia comer. O dono, (sitio dos Geraldo) uma pessoa que tinha o coração maior do que ele, nunca contava o que a gente colhia. Uma vez eu troquei uma espingarda de pressão por uma cabrita com ele, mas isso é outra história; Mas então.. o mercado de ovos funcionava assim: havia a compra com entrega imediata e com entrega futura. Era aquele sistema que mexia com nossas cabeças, , --"quando acontecer, vocês vão entender" na prática fica mais fácil, disse ele-". E lá fomos nós acompanhando ele, torcendo para acontecer uma compra futura. Acho que no terceiro vendedor aconteceu. O nosso amigo comprou uma dúzia e levou somente seis ovos. Num outro ele pagou seis ovos e levou uma dúzia. Foi então que entendemos aquele mercado. Meio complicado, diga-se de passagem. Ele adiantava o dinheiro quando as galinhas, por algum motivo, desconhecido por nós, não liberavam a produção, mas o vendedor precisava do dinheiro, então ele completava numa próxima negociação. Com aquele sistema ele prendia o vendedor, que não vendia para outro comprador .
Depois daquela aula, na volta ele veio nos contando sobre um rio que existia por alí e que, infelizmente, iríamos ter que atravessá-lo, e pior, a ponte era muito estreita e tinha sido construída sobre a parte mais funda do rio. Vez ou outra ele dizia: --"Escuta só, o barulhos do rio,tá lá bufando! igual a um bicho."- era com tanta criatividade, que passamos, também, a escutar o "bufo" do rio. Quanto mais perto, mais aumentava nossa curiosidade. Quando chegamos, era só risadas, Crianças riem de tudo. Era um riozinho, (rio balaio, para quem é da região) que tem menos de dois metros largura, mas naquele dia era como se tivesse cem.
Papai Noel
Num natal, eu botei na cabeça que eu ia dar um presente para minha mãe.
Nessa época eu era engraxate. Me lembrei disso hoje, porque aquele natal também caiu num dia de domingo. Na rodoviária de Santa Mariana, tinha um bazar onde eu tinha visto uma xícara com uma paisagem de neve, e era aquela que eu queria dar para a minha mãe. Mas só existia uma e eu corria o risco de ela ser vendida. Pedi para o dono do bazar reservar a xícara, ele sorriu e me falou que, quem chegasse primeiro levaria. Isso foi de manhã, umas 9hs. e eu não tinha nenhum centavo no bolso do calção (meu calção tinha um bolso). O dia corria e nada de arrumar o dinheiro. De repente começou a aparecer uns "fregueses" tradicionais e entrar um dinheirinho, mas ainda pouco para aquisição do presente. Eu engraxava um par de sapato e ia até o bazar para ver se a xícara estava lá. Nem fui almoçar naquele dia. Na parte da tarde tinha conseguido uma boa parte do dinheiro, mas ainda insuficiente. Eu continuava cuidando e pedindo para que ele não vendesse a xícara. No fim do dia, quase no horário de fechar o bazar e ainda sem o valor suficiente, pedi para o dono se eu podia pagar a importância que faltava na próxima semana. Disse que eu engraxaria os sapatos dele sem cobrar até completar o valor. --"Nem pensar, me disse ele, e tem mais, já vendi a xícara." Fiquei olhando para o chão, os olhos cheio de lágrimas, pensando: como é difícil a vida de engraxate. Se eu tivesse guardado o dinheiro dos outros dia...mas aquele dinheiro, “dos outros dias”, também fazia parte da receita da família. Vez ou outra eu comprava carne, ou uma outra coisa de comer e levava para a nossa casa. O que fazer? Estive tão perto de poder comprar aquele presente. Era para fazer uma surpresa pra minha mãe. Eu queria que ela ficasse feliz no dia de natal. Pequei minha caixa de engraxar, que eu tinha deixado do lado de fora do bazar, e a levantei para colocar no ombro, mas algo me chamou atenção: havia alguma coisa embrulhada num papel de presente, assim, num formato de xícara. Hoje acho que, enquanto eu estava negociando a compra da xícara, em algum momento, essa pessoa (Vitor) colocou aquele pacote dentro da caixa de engraxar. Me lembro que ele olhou para mim, com os olhos cheio de lágrimas, sorriu e me desejou feliz natal. //Ivo Terra de Mattos
Se eu pudesse voltar.
foi se um tempo
um tempo que, já quase esquecido,
surge de repente, agora se apoiando em velhas lembranças;
rebusca a memória, força momentos que vem e vão como se fossem estrofe de um velha canção de ninar;
fecho os olhos e me vejo em lugares, cheio de rostos
conhecidos com perguntas que ficarão sem respostas.
o tempo se foi hoje. /i
Foi um engano inocente achar que eu conseguiria te esquecer.
Em todos os lugares por onde eu passei, lá estava você. /i
(Já postado algumas vezes)
...e eu nem tive tempo de agradecer. Quem sabe um dia..
Em frente a pracinha, havia um cinema; Cine Rios.
Nos intervalos das "engraxadas' (eu era engraxate. Iniciante) eu ficava na porta no cinema e viajava naqueles painéis de fotos de "mocinhos e bandidos". Depois ficava esperando a matine de domingo, quando, então, aconteciam aquelas batalhas do "bom contra o mau". O "mocinho bom" sempre vencia. No fim do filme sempre tinha a continuação dos seriados intermináveis, que deixavam um suspense no final. Acho que era para a gente voltar no próximo domingo. Perto do cinema havia uma sorveteria . A mais linda do mundo. (Eu só conhecia aquela) Os sabores dos sorvetes eram homenageados nos painéis(desenhos) que ficavam expostos nas paredes. Eu viajava naqueles sabores. O meu preferido era o banana splits, mesmo não conhecendo o sabor. Gostava da imagem.
O dono da sorveteria classificava os meninos que podiam ou não entrar no recinto, lógico, pela aparência. Como eu era um dos que não podiam entrar, o negocio era ficar olhando pelo lado de fora e imaginando. E foi ali, naquela sorveteria, que um dia, um homem bom, usando botas e chapéu de boiadeiro, mandou que o homem ruim, servisse o melhor sorvete (aquele da foto que eu estava admirando banana split) para aquele menino que não podia entrar na sorveteria. O que foi feito sem relutar.
Do outro lado da pracinha, tinha um bar que vendia umas balas com figurinhas de jogador de futebol, com direito a ganhar uma bicicleta, desde que você preenchesse um álbum imenso. Ganhar aquela bicicleta era quase impossível. Mas foi assim, que um dia, com 8 anos, eu comprei o salário inteiro do meu pai em figurinhas, mesmo ele não tendo álbum de figurinhas e nem ter ganhado a bicicleta. /i Ivo Terra Mattos
TSURU
Um leve toque no ombro
Revelou... "a paz que eu quero, em todo meu mundo."
Uma voz...De tom suave, rubro escarlate ao fundo sussurrou.
Lembrava uma canção do
Echo and the Bunnymen...
"Lips Like Sugar".
Com simplicidade questionou:
-Somos iguais?
(De certo modo , naquele instante levava- se a crer que tal diferença existira.
Seja por pré-julgamento implantando na sociedade ou por estereótipos sem sentidos...Desde a classe social, ao comportamental, passando pela diferença de gêneros, anseio de crises mentais, dogmas, ou simplesmente uma paranóia instantânea.)
Mas... pela retina da minha alma.
Apenas as mangas, os diferenciavam...
Ao mesmo tempo ao fundo
Cólera gritava: "vem meu igual!!!
Haveria compatibilidade???
Haverá futuro???
Meu olho seco...
Que mesmo através das lentes vermelhas, míopes e com olheiras de cartelas de desprazeres.
Enxerga que há tristeza em sua íris!!!
Que, as lagrimas derramadas, se dissolvam em aquarela.
Criando um arco, para que eu possa colorir seus poemas.
Floresça suas pétalas, com doses sonoras do puro suco das abelhas assassinas.
E descarregue sempre em suas raízes, doses extra de "Nunca Mais".
Enquanto jovem
Gritei a plenos pulmões
"Sou Sobrevivente da Periferia"
Com um pensamento de que um dia eu poderia viver, sem precisar sobreviver.
Hoje, sobrevivo as margens da socieda em meio ao Caos da cidade cinza.
-O Marginal vai aonde?
Vou protestar e sobreviver!!!
Protestar contra sua arrogância patriarcal imposta dentro de casa
Contra o álcool que embebedava suas falas agressivas, racistas e machistas.
Protestar, para que minha Mãe e todas as Mães... não sofram os abusos caladas.
Vou Protestar e sobreviver.!!!
Esse é o lema...
O fardo que carrega nas costas
É menos visível que a marca da dor em seu peito.
Em seu olhar sente-se a presença do prazer em ensinar e aprender.
Mesmo com as intempéries
Lembre-se
Depois da tempestade vem a bonança.
O caminho sera longo e cheio de obstáculos.
Mas o destino será gratificante e satisfatório.
Lá, as 12 jóias te espera.
Com "Conhecimento",
Encontrará "Sabedoria"
Assim terá a "Compreensão."
A "Liberdade", terá com, "Justiça" e "Igualdade".
"Alimentos" para compartilhar,
"Vestes" para a proteção
e um "Lar" para se aconchegar.
Com a "Paz" terá harmonia em seu coração.
Verás como o "Amor" nascerá em forma de um pássaro, voando em sua direção.
A "Felicidade" está ao seu dispor... venha voar.
Thibor
.
Dia 21 - Qual gesto diário será meu selo de hábito e transformação?
- Eu escolho um gesto que me sustenta.
- O gesto diário transforma quem eu sou.
- A repetição reescreve a vida.
- O hábito nasce quando o gesto encontra o coração.
- O selo do hábito fortalece a liberdade.
- Eu mantenho o gesto mesmo quando a pressa chama.
- O hábito cria raízes e asas.
Quem sou eu
Pra descobrir os pesos
Que essa bela alma um dia ja carregou
Em tuas fartas primaveras
Mas com toda certeza
Eu prezaria em ser aquele
Que escutaria todas suas historias
Todas aquelas que te deixa
Com o sorriso armado
Que te deixa com olhos semi abertos
Que te deixa com olhar ofuscante
Daquele que emite tudo
Tudo que há de lindo em você.
Levou um tempo
até que eu descobrisse
que meu lar,
pode ser em qualquer lugar
basta eu saber onde você vai estar.
Eu sou poesia!
Eu sou poema!
Em um só fonema, o amor esquenta, em uma só missão o amor arde feito paixão!
O AMOR TAMBÉM PODE SER CRUEL
Eu abriria mão do infinito só pra te ter por um segundo,
Mas não posso abrir mão de mim.
Você foi o mais perto do céu que ousei tocar.
E agora só me restam ecos do que fomos.
As nossas primeiras vezes não viraram rotina,
Mas viraram cicatriz.
E o teu cheiro…
Ficou entranhado em mim, como se fizesse parte da minha alma.
A gente sabia que não duraria.
Aceitamos. Juramos ser fortes. Fingimos acreditar.
Hoje, eu só queria não sentir a tua falta.
E não queria que ninguém me visse assim:
Despedaçada por dentro e tentando sorrir por fora.
Tudo virou pó:
Sonhos partidos, amor desperdiçado, planos jogados no abismo.
O preço foi alto.
E a gente não soube pagar.
Seja aonde for…
Lembre-se de mim.
As lágrimas agora escorrem sem pedir licença,
Carregam a dor de um coração que só queria ser suficiente.
A verdade também mente, às vezes.
Bati no peito, jurei:
“Vou te esquecer.”
Mas ainda sangro.
Não pra morrer.
Só pra lembrar: eu ainda estou viva.
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