Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
No fim, somos todos livres, porque, no fim, estaremos mortos.
“Por trás das nuvens que tentam sufocar a noite, a lua resiste em silêncio — porque sabe que nenhuma barreira é capaz de conter aquilo que nasceu para brilhar.”
— Maurício Fernando
"Deus criou o homem porque não aguentava ver os macacos imitando tudo, se arrependeu porque não mudou nada"
A maior mentira é que você precisa lutar para ganhar a vida.
Se você já nasceu é porque já está com a vida ganha.
Você precisa lutar para recuperar o que roubaram de você.
A nossa liberdade, hoje vivemos encarcerados acreditando em toda essa mentira.
Porque Deus é aquEle que realiza milagres e trás salvação até no último momento. E você se entregou a Ele.
Não importa o que falam de mim, o importante é manter meu caráter, pois se faço a diferença é porque obstáculos para mim é um desafio
"Porquê" uma palavra tão significativa, porque de tudo, porque tomamos uma decisão e não outra, porque o lado oposto, tudo tem o porquê.
Até hoje, nunca duvidei que a morte é uma força estranha, ignorante, estúpida, porque se não fosse, quereria ser sempre vida.
Tantas vezes dizemos coisas desacertadas, só porque tivemos preguiça de acertar o relógio do nosso pensamento e emoções.
Quando se quer tapar o sol com uma peneira, é bruta asneira que vai dar em tormenta, porque a peneira derrete ou rebenta.
Porque será que os carniceiros dos talhos dos corpos e carnes que abatem no mundo, aventesmas com ares de loucos profetas, sempre renegaram o apelo sentido dos poetas?
DIZ-ME NUM VÓMITO
Diz-me, porque estás triste ?
Amor rebelde, sem meu coração
Do sangue que pedias
Com a tua espada em riste,
Nessa mão,
Tremulando
Velhinha de emoção
Como a minha ficando
Apalpando o que não existe.
Diz-me, porque estás triste ?
Assombramento meu,
Sempre ao cimo da minha cama
De penas,
Tão apenas
Nas noites claras de breu,
Quando eu tinha medo de mim
Ao subir as escadas da cama musical
De bacanais infernal,
Que dizem ser ruim,
Até a do Orfeu.
Maldito seja eu
E quem me desafia
Em euforia,
Nesta noite tão só, tão fria,
Em que vou, sem vir
Mais que tempo de ir
Sem pena
Nem pensar
De voltar.
Diz-me, porque estás triste?...
(Carlos De Castro, " in Portugal Sem Censura, No Brasil, Sim", Em 06-09-2022)
NÃO SEI
Não sei
O porquê
Da tua altivez.
Da tua barriga
De rei.
Só sei,
Que uma rosa
Com espinhos
É mais apetecível que tu.
Ela,
Tem flor
E espinhos.
Tu,
Só tens espinhos.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 04-10-2022)
F A R TO
De ter esperança em mim,
Fartei-me de ti.
Esperança de mim em ti,
Nem assim, porque sim.
Nunca mais acredito
Na bonança
De uma esperança
Feita rito
Que dizem, sem saber
Porque é a última a morrer,
Se calhar, num grito!
Como se eu não estivesse
E ao demais não parece
Farto,
Infarto,
De crer.
(Carlos De Castro, in Há um Livro Por Escrever, em 21-10-2022)
C O N V I T E
Apareça, quem de mim gostar
Só hoje, sem choros, à beira do rio,
Porque amanhã cedo, o navio
Parte comigo para outro lugar.
E eu não sei se lá vou chegar.
Pode até o navio ao longe, naufragar.
Ou dar-me vontade de defecar
De pé, em cima das ondas do mar.
Aqui vos deixo o convite.
Depois, não me venham dizer
Por palpite,
Que era melhor eu ser
Sem parecer
O Eu,
Que não o Outro,
Que vos enviou o convite.
(Carlos De Castro, in Há um Livro Por Escrever, em 04-11-2022)
NA TERRA DOS ESTARRECIDOS
Lá, na minha terra, gostam de mim,
Mas muito ao de longe,
Porque ao longe,
Assim
Feito num monge,
Não lhes calco os calcanhares
Nem lhes corto os discursos,
Iguais aos dos ursos
Arraçados de muares.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 23-11-2022)
A quem sabe, nunca esquece.
A quem não sabe, não esquece nada, porque nunca soube nada para esquecer.
Quando a alma que nunca vimos, se torna objeto na nossa mente, é porque a sentimos e lutamos com ela de frente.
PORQUE ME LÊS
Tem cuidado,
redobrado.
É a mesma coisa que perderes-te
No emaranhado das coisas da vida,
Ou gastares cera com tão fraco defunto.
Nunca conseguirás agir e dizer-me
Ou desarmar a ratoeira preferida
Dos poetas menores de corrente suicida
Que na vida da morte, caçam o verme.
Tantas vezes as parábolas minhas esquisitas,
Digo-o, sem rebuço ou falsas conquistas,
Fazem da minha figura em termo antigo,
Aquele que ainda diz: Só sou teu amigo,
Quando me deres, o que muito me apraz,
O teu cumprimento de frente e nunca detrás...
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 22-09-2023)
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