Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
SAMBA ENREDO
Porque fico mudo
Às vezes me iludo
E sonho,
Componho o absurdo que sou
Barracão vazio com teto de zinco
Fantasias despidas em abstrações,
Um samba silente
Num ritmo dolente
Tocando em mil frustrações,
Vagalumes são os lumes das estrelas
Que entram pelas frestas do zinco,
O que sinto não presta,
O que presta não sinto,
Absinto me traz teu olhar,
Licor de tangerina a me embriagar...
Enredo a saudade às minhas mágoas
E tenho medo,
Meu samba enredo usa fraldas,
É uma criança, choraminga
Versos, estrofes e rimas
Sem nenhuma esperança,
Mas fala de amor
JOSEFA
Josefa matou o cachorro porque latia muito
Matou o gato porque miava
A galinha porque cacarejava,
Matou o avô de quem não gostava muito
A avó porque reclamou do suco
O tio porque era um vadio
A tia porque criava cutias
Josefa matou o vizinho porque não dava bom dia
Matou seu Mané no boteco
Porque botava boneco quando bebia
Josefa matou o carteiro porque não dava notícias
Josefa matou a enteada
Porque falava no ex-marido
O finado morreu de um pirão que comeu
Seu segundo marido comeu baião e nunca mais acordou
Seu último companheiro morreu de martelada
Desconfiado não queria comer nada...
Hoje Josefa paraplégica na cadeira de roda sob a sombra do oitizeiro
Rever todos os que partiram
Sabe que morreu faz tempo
Mas o tempo não quer saber de Josefa...
quero ver de novo teu sorriso
e acreditar que não sonhei
não quero perder meu juizo
só porque me apaixonei
o que penso que quero saber
é saber dessas coisas que nada sabem
porque florescem os cactos em meio a tantos espinhos
porque tulipas florescem tão próximo às urtigas
essas coisas que a gente pensa que nada sabem
e não sabemos que o sapo conquistou o universo
e ele nem quer saber como soletrar insetos
tem um jogo de língua, e se alimenta de asteróides
mas não quer saber...
saber como o peixe palhaço se caracterizou
mas imagina a sereia com aquela cauda
a fauna se apaixonou
e surgiram cavalos marinhos, peixes-bois
peixes leões, os bichos invadiram o fundo do mar...
mas quem quer saber disso
saber é o inverso do inverso do reverso da ignorância
saber saber é ignorar a ignorância...
a serpente rasteja, é cega e no paraíso enganou Adão e Eva
então se descobriram despidos...
sem saber que aquilo era paixão
mas o que eu penso que quero saber
é saber exatamente o que não quero
CIRANDA
Ela beijou a manhã porque ventava
E aqueceu a manhã porque aqueceria
Se fosse manhã de sol
Mas ela molhava a manhã
Ela chovia uma neblina mágica porque era primavera
E todas as primas cantariam
Se ela tivesse primas,
Uma ciranda harmonizaria a família
Se ela tivesse família
Ela só tinha o tempo, o vento, a rua
E as vezes, só as vezes...
Tinha uns sonhos esquisitos
Que guardavam o vento, o sol e a chuva
Sobre um teto bonito,
E alguém lhe penteava os cabelos
E lhe vestia um vestido azul anil
De babados bordados a bilros;
Era um sonho de um rosto bem parecido
Ou uma lembrança
Como se já tivesse sido criança
E já tivesse tido esperança...
NORMA X MARILYN
Nada me fará entender porque
Possivelmente, provavelmente
Antes que se faça breve e claro,
Tênue e frágil, soluçará angustiado
A frustração inoportuna
De estar explícita a solidão;
Mas não é bem assim,
Direi que a noite está em mim
E solitude é a atitude de querer achar-se só;
Mas não achar-se, como se chama
Esta chama morna,
Norma Jeane explicaria
A beleza de um desencanto
Com um sorriso encantador;
Nem é tão complicado se sábado é sábado
Segunda é sábado, Norma era segunda,
Marilyn domingo, o que era belo, era belo,
O que era lindo, era lindo
Mas no fundo do seu olhar
Algo inquisitivo questionaria:
"Que dia é amanhã?"
ROMANCE DA PEDRA
Se não tivesse a solidez da solidão
porque do solo a aridez lhe fez a ilusão
e derramar-se assim num lago
enfim que algo afim lhe fez lágrima,
pedra de perde-se entre entulho
e que orgulho de obstaculizar caminhos,
nenhum carinho a lhe arremessar às valas
mãos embrutecidas sem noção
exata de viagens no espaço
o que teremos sidos em não topa-las,
em não pisá-las em não percebê-las
jamais saberemos que um dia foram estrelas
Nem nesse mar de olhar
Porque olhar assim é tomar posse
Mas esta solidão me arrebanha o medo,
E nesse tomar, como se fosse paixão;
Porque olhar assim é invasão
E todo meu quintal é só segredo;
Então tudo o que vês não sou eu,
Eu sou tudo o que não vês;
Podes imaginar?
Quando for me difamar ou caluniar com alguém, fique à vontade, mas lembre-se bem do meu nome, porque é de mim que receberá o indesejado "convite" para esclarecermos isso em algum tribunal. Fica a Dica.
Aprenda uma coisa não despreza o seu próprio progresso,porque ninguém está se dedicando quanto você neles, enquanto pessoas estão no bar,balada, televisão,etc
Você está se dedicando então continua que o progresso vem
Tá sendo perseguido Abra seu olho se valoriza,porque isso é medo de eles descobrir o seu potencial.
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