Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
Escrever dói porque exige que a gente revire o lixo emocional em busca de algo que ainda preste, de algum resto de luz que não tenha sido consumido pela ferrugem. É um garimpo em um lixão de memórias, onde a joia mais rara é apenas a coragem de não desistir da busca.
A consciência não permite descanso completo, porque mesmo no silêncio ela continua ativa, revisando, questionando, reconstruindo, como se existir fosse um trabalho que nunca termina.
Há dores que não pedem cura, pedem espaço. Porque, quando negadas, não desaparecem… apodrecem em silêncio e, inevitavelmente, destroem tudo ao redor.
Escrevo porque, por vezes, transfigurar a dor em linguagem é a última tentativa de impedir que ela me consuma de dentro para fora. Ainda assim, existem melancolias que transcendem as palavras, perpetuando-se em regiões abissais da alma onde o tempo não possui poder curativo, apenas condiciona o espírito a sustentar, com silenciosa elegância trágica, o incêndio irreversível da própria existência.
- Tiago Scheimann
Sobreviver me ensinou mais do que viver. Porque viver é leve quando tudo está em ordem. Mas sobreviver exige luz onde há escuro, fé onde já não sobra certeza, e coragem onde a alma já teria desistido.
Há palavras que nunca saíram de mim. Não por falta de desejo, mas porque pressenti que o mundo não saberia recebê-las. Então elas ficaram aqui, acumulando peso e silêncio. E o que não se diz, com o tempo, também fere.
Pensar por conta própria é a forma mais alta de coragem. Porque há menos perigo em obedecer, do que em despertar.
Continuo existindo não porque compreendi plenamente a vida, mas porque alguma centelha silenciosa dentro da minha alma ainda acredita que sobreviver também pode ser uma forma de transcendência.
Escrevo porque há dores que não sabem gritar, apenas se transformam em palavras. Sou feito desse homem que sofre, observa, reza, recorda e continua, convertendo abandono em linguagem e fragilidade em algo que o tempo não consegue destruir.
Não escrevo para parecer forte, escrevo porque conheço a fragilidade de perto. Entre lembranças, orações e silêncios, aprendi a transformar ausências em linguagem e a dar sentido às ruínas que encontrei dentro de mim.
Há dores que não procuram resposta, porque a pergunta já é a resposta: continuamos vivos, mesmo depois do que nos diminuiu.
Fui me encontrando nas horas em que ninguém me aplaudia, porque a vida, sem espectadores, revela a textura do que sou.
A espiritualidade me interessa justamente porque não elimina a ferida, ela a converte em altar de paciência.
Há uma estranha paz em não amar profundamente. Nada falta, porque nada realmente importa. Mas basta um único amor verdadeiro para que a existência deixe de ser tranquila e passe a ser infinita, entre o medo da perda e a certeza de que jamais se volta a ser o mesmo."
Homem que não serviu para ser seu namorado porque não foi seu amigo, jamais servirá para ser seu amigo depois de deixar de ser namorado, ainda que finja sê-lo.
"Me perguntaram porque é importante ser gentil,, respondi, porque você nunca sabe quem esta de luto,exausto ou apenas resistindo,sua gentileza pode ser o único consolo que alguém sinta hoje"
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