Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
Seja amor...
Quanto ao que posso ver,
Olhos de quem não vê,
Cego a um tempo de grandes asas
Que acolhe as dores das rosas,
Cortadas sem motivo.
Quando olho para ti onde tudo vejo,
Apenas olho não a corto,
Posso eu fazer parte de sua arte,
Quem sabe em um quadro antigo.
Da lembranca guardada em um porta jóias,
Assim fica uma rosa ao chão da floricultura,
Caida, imóvel amor sólido como gelo,
A espera de calor intenso, interno
De um sentimento esquecido.
Um seguimento interrompido,
Perdido, ou não mais sentido,
Que venha em tudo, muito ainda vestido,
Vestido da pele mais quente e ardente,
Do que chamam de amor ou quem sabe amar...
Algo do qual raro e sem entendimento racional,
Ainda que seja amor, sugerindo prazer,
Que muitas vezes a dor é de maior conhecimento,
Ilusão ao se dar como verdadeiro,
Sempre sorrateiro, envolvente,
Surdo ao som de meu silêncio.
Meus lábios se calam, ainda penso,
Coração que nunca se cala, a mim aborrece,
Voz atenta e tenuante que se desprende
Da alma que flutua no escritor,
Que vagueia nas palavras sem sentido,
Na despretenciosa poesia solidão...
Do amor que excede em seu todo
Deixando apenas o perfume da paixão
Sórdido cultivo de suas rosas,
Que logo perdem suas pétalas,
Que das pétalas o tempo cuide,
O perfume, as lembrancas guardem.
O silêncio que ainda persiste
Do pensamento que não se cala,
Que o gelo se derreta ao calor da saudade,
E do caule uma nova rosa.
Quanto ao amor...
Que seja amor!
José Henrique
A bancada com um elenco cruel, onde nunca são réus
Enquanto alguns vendem um lugar no céu
A realidade é não doce muito menos tem gosto de mel.
Mulheres nunca deixem um homem te rebaixar , por que afinal nos somos a luz da humanidade e homem nenhum tem direito de apagar essa luz .
Gira, rosa dos ventos.
Quem sabe voa vindo da janela
um daqueles dias perdidos.
Hoje deu saudade de uns abraços
e de ver sem medo aquela nuvem branca em formato de girafa
dos céus azuis das minhas infâncias.
O que é mesmo a vida
com todo aquele amontoado de coisas que carregamos apressados
pelo tempo afora,
se agora
quase nada serve para preencher uma imensidão?
Tudo na vida tem um início e final, somos nós que criamos e cada escolha nós leva mais pertos do final, como uma história que vivemos acada estante de nossas vidas uma história sem um final exato.
À noite, alguns gatos são pardos.
Outros, bem tapados, coitados.
Chaninho, de sete vidas,
perdeu uma de bobeira,
escorregou na soleira,
bateu a cuca no batente,
quebrou uma costela e um dente.
E saiu repetindo:
“Leite quente, leite quente, leite quente...”.
O bacurau se mudou
na calada da noite
para um buriti,
bem longe dali,
do outro lado do igarapé,
porque não aguentava mais o sapo
e seu cheirinho de chulé.
Da tua janela...
Não pude ver a lua.
O céu se cobriu de nuvens.
Não tenho o luar.
Só um cinza para olhar.
Mas ainda assim sei onde estais.
Pois deste lugar nunca sais-tes .
Me acolhes sei, no quente colo do teu desejo.
Da tua janela me procuras.
Como se não estivesse eu tão distante de ti.
Quase podes me tocar ao sorrir.
E consigo mesma, conversas comigo.
E no quase juntos estamos sempre.
Queria agora te beijar.
Mas é com palavras que teus lábios beijo.
E é com a saudade que te sinto.
Preenches o meu viver como palavras em um livro.
Tua voz sussurra em meus ouvidos.
Teus carinhos estão sempre a me despir.
Estais sempre à me cobrir com teu corpo sobre o meu.
Já estivestes longe.
Hoje não mais, nunca e jamais estarás.
Pois deito à teu lado todas as noites.
Me acordar todas as manhãs.
Queres meu amor todos os dias.
Estou nos teus olhos, no abrir e no fechar.
Fui sozinho te encontrar.
Desde então só, nunca mais fiquei.
Era meu o que contigo tinhas,
Era teu o que comigo tinha.
Ficamos bem.
Estamos bem.
Enquanto eu aí.
Você aqui.
Sempre em nós,
De janelas abertas.
José Henrique
Monótonos sons de um violino que faz eco aos bosques solitários onde vagueio sem saber se acordo ou se e para sempre, sem saber para onde voltar ou para quem eu continuo temendo o obscuro mas me unindo a ele.
É difícil aceitar a tua vontade, Deus; de igual forma, viver fora dela.
O cristão só tem um caminho e este, em não raros trechos, é apertado, silencioso e solitário demais.
D. O. R.
Um nadador,
Que nada em meio a dor do nada que lhe restou.
Um nadador
Sem nada em meio a dor
A vida semeia dor.
Você é apenas mais um, um piolho ambulante, vivendo a vida dos outros, sonhando os sonhos dos outros. Suas idéias nem vêm de sua própria mente.
Você é um papagaio ambulante.
Você é apenas mais um, um piolho ambulante, vivendo a vida dos outros, sonhando os sonhos dos outros. Por acaso você têm alguma ideia própria? Acho que não. Você foi ensinado, enfiaram tudo na sua cabeça.
Você é um papagaio ambulante.
Nada pode extinguir do coração de uma pessoa, um amor que nasce na dor, que nasce em meio a um período de transformação e amadurecimento. Pois tal amor surge em meio aos pântanos de sua vida para embelezá-la e trazer-lhe mais significado para a sua existência.
Assim como a flor de lótus, que nasce em meio ao pântano e o embeleza, o amor nascido na dor traz a pureza e a sacralidade na vida de uma pessoa, e por isso pode durar uma vida inteira.
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