Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
"A vida é um complexo imaginário, onde a realidade e a imaginação coexistem."
(FURUCUTO, P. D., 2026)
"A vida é um conjunto de complexos momentâneos que, ao serem racionalizados, derivados e integrados, convergem para uma razão que é, ao mesmo tempo, explícita e implícita."
(FURUCUTO, P. D., 2026)
"Os matemáticos são eternos insatisfeitos: mal resolvem um problema, já inventam outro ainda mais difícil. É dessa inquietação que nasce o progresso da Matemática." FURUCUTO, P. D., 2026.
"O sorriso mais bonito não é o que nasce à espera de um galardão, mas o que floresce no meio das angústias mais profundas, não para esconder a tristeza, mas para provar que a esperança continua viva."
Daniel Perato Furucuto, 2026
“A vida vive-se através de decisões. É preciso compreender que cada decisão pode dar um novo rumo à nossa existência, porque escolher um caminho é também assumir a responsabilidade pelo destino que essa escolha pode construir.”
Daniel Perato Furucuto
Se existe entre nós alguém que ainda guarda um segredo que lhe parte o coração, precisa saber que a carne humana não suporta para sempre o peso da dor. Um dia, o corpo cansa-se, a alma sucumbe, e aquilo que foi silenciado por tanto tempo encontra finalmente uma forma de se revelar.
Daniel Perato Furucuto
“Se não conseguires perdoar-te pelos erros do passado, jamais conseguirás construir um futuro.” Daniel Perato Furucuto
Desde que comecei a estudar e a ensinar Matemática, descobri que há um cálculo que nenhuma fórmula me ensinou a resolver: subtrair as minhas dívidas do meu saldo bancário e, ainda assim, encontrar um número positivo para sobreviver às despesas.
Daniel Perato Furucuto, 2026.
O tempo finge esquecer o amor sob o pó dos anos, mas a memória é uma herança teimosa: basta um sopro de verdade para provar que a eternidade nunca esteve morta, apenas guardava o seu próprio amanhecer.
Reno Fioraso
Minha verdade
Para cada lembrança um texto foi deixado,
Para cada memoria do teu lado uma poesia foi escrita,
Sinceros momentos foram dedicados, da melancolia ao êxtase os sentimentos foram devidamente desenhados e no suor das palavras o amor foi comtemplado como o principal autor daquilo que é inegociável,
"A minha verdade sobre você".
“O verdadeiro teste de um sistema jurídico não é aquilo que ele permite aos fortes, mas aquilo que impede que os fortes façam com a existência dos frágeis.”
A solidão não vai ser preenchida como um copo d’água. Quanto mais você enche seu copo com amigos, mais o copo irá transbordar.
O que adianta encher todo o copo com amizades que você não irá beber?
A maioria das amizades que encherem o seu copo estará suja.
Você ficará frustrado com as amizades sujas e derramará o copo na pia, Mas depois que perceber o que fez, encherá o copo novamente com outra garrafa, para ver se consegue beber uma única gota limpa.
Você enche seu copo e percebe que a amizade está limpa, mas sempre ficará com a seguinte dúvida: “Realmente está limpa?”
E, quando menos percebe, já derramou a amizade novamente.
Viver tentando agradar aos outros é um caminho seguro para se perder de si mesmo.
Seja fiel à sua verdade, pois no final das contas, cada um colhe o que semeia. Cuide das suas finanças e dos seus sonhos, mas cuide ainda mais dos seus sentimentos e de quem você ama com carinho .Não queira ter o bolso cheio e o coração vazio.
O tempo não cobra impostos ele te cobra dedicação e verdades.
Que a nossa busca pela prosperidade nunca nos custe, a nossa paz de espírito e a nossa capacidade de amar as pessoas à nossa volta pelo que elas nos representam de verdade
VIAGENS ESPÍRITAS DE ALLAN KARDEC.
Marcelo Caetano Monteiro.
Um inquérito sobre o método, o deslocamento e a fundação moral do Espiritismo nascente.
Prolegômenos de uma investigação.
A gênese do Espiritismo não se deu apenas no recolhimento do gabinete parisiense da Rue Sainte-Anne, nº 59 , nem tão somente na sistematização metódica de O Livro dos Espíritos. Há um capítulo itinerante, deliberadamente prático e quase pastoral, que a historiografia espírita por vezes relega a nota de rodapé, mas que encerra a chave de compreensão do projeto kardequiano: as viagens espíritas.
Interroga-se, com rigor historiográfico: o que impeliu Hippolyte Léon Denizard Rivail, já consagrado sob o pseudônimo de Allan Kardec, a abandonar o centro irradiador de Paris e embrenhar-se pelas províncias francesas e pela Bélgica? Não se tratava de mero périplo de divulgação. Tratava-se de um procedimento epistemológico.
Entre 1860, 1861, 1862, 1864 e 1867, aproveitando o recesso estival da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, o Codificador empreendeu incursões sistemáticas para auscultar, in loco, os núcleos espíritas em formação. O deslocamento, aqui, é método.
O Duplo Escopo: Instruir e Recolher.
A exegese das próprias justificativas de Kardec, registradas na Revue Spirite, revela um duplo desiderato, indissociável em sua arquitetura mental.
Primeiro, uma finalidade propedêutica: levar a instrução onde a exegese doutrinária ainda era vacilante, onde o fenômeno mediúnico, desprovido de freio moral, descambava para a mistificação ou para a puerilidade.
Segundo, uma finalidade heurística: coligir subsídios, recolher observações empíricas, aquilatar a recepção da ideia espírita nas diferentes estratificações sociais. Kardec não era um dogmático a impor um sistema; era um profundo observador, um inquiridor que necessitava ver com os próprios olhos o estado real da Doutrina.
O que se buscava não era o prodígio. Era a consequência moral do prodígio. Em cada centro visitado, Kardec perquiria: esta crença tornou estes homens melhores? A caridade foi alargada? O egoísmo foi mitigado? A resignação diante da adversidade tornou-se mais lúcida?
Essa é a cesura investigativa que funda o Espiritismo: sem o corolário ético, o fenômeno é estéril.
O Paradigma de 1862: Cinco Mil Quilômetros de Auscultação
Para o investigador contemporâneo, habituado à celeridade das telecomunicações e à ubiqüidade dos transportes, é imperativo um exercício de alteridade histórica para dimensionar o esforço.
A viagem de 1862, sem dúvida a mais documentada e fecunda, exigiu quase sessenta dias de percurso contínuo, aproximadamente cinco mil quilômetros e a visita a cerca de vinte cidades. E isso em um território já cortado por malha ferroviária, mas cujas locomotivas trafegavam com velocidade dez vezes inferior à de um TGV contemporâneo. Cada légua vencida representava um ato de abnegação e de convicção inabalável.
Dessa expedição resultou um opúsculo de valor inestimável, publicado no mesmo ano em que o Espiritismo completava seu primeiro lustro: Viagem Espírita em 1862. Ali, o Mestre Lionês não relata milagres. Relata sociologia. Relata moral.
Sintetizando o périplo, ele consignará, com a sobriedade que lhe é peculiar: “Sob vários pontos de vista, nossa viagem foi muito satisfatória e, sobretudo, muito instrutiva pelas observações que recolhemos. Se pudessem restar algumas dúvidas quanto ao caráter irresistível da marcha da Doutrina e à impotência dos ataques sobre a sua influência moralizadora e sobre o seu futuro, o que vimos bastaria para dissipá-las”.
Três Axiomas Recolhidos em Campo.
Do relatório de 1862, depuram-se três axiomas que possuem consequência direta e incontornável para o espiritismo hodierno:
1. O axioma da propagação fulgurante. Kardec constata um fenômeno inédito na história da filosofia: a celeridade de sua difusão. Nenhuma doutrina filosófica anterior propagou-se com tamanha capilaridade em tão exíguo lapso temporal. Tal rapidez não se explica por proselitismo, mas por maturidade dos Espíritos. As ideias, como os frutos, possuem sua sazonalidade. Chegando a destempo, fenecem. Chegando quando a necessidade íntima já existe, frutificam.
2. O axioma da fecundidade da perseguição. Observação de argúcia quase maquiavélica: tudo o que foi engendrado para entravar a Doutrina, ativou-lhe o progresso. A imprensa que a ridicularizou, os púlpitos que a anatematizaram, os opúsculos que pretenderam refutá-la, funcionaram como arautos involuntários. Kardec formula, com elegância lapidar, que se queimam livros, mas não se incineram ideias, e que as próprias cinzas, dispersas pelo vento, fecundam o solo onde devem germinar.
3. O axioma do positivismo moral. O Espiritismo não se impõe como sistema sedutor, mas como fato. Não é uma abstração metafísica alocada em regiões inacessíveis ao pensamento; é a constatação de que vivemos imersos no mundo invisível, como cegos em meio a videntes. E diante de um fato, não cabe a negação apriorística, mas a contraprova mais palpável. Este positivismo, contudo, não é materialista; é um positivismo que exige uma lógica rigorosa para extrair consequências morais.
As Consequências Morais: O Legado que Interpela
Eis onde reside o tom investigativo que transcende a mera crônica histórica e interpela o movimento espírita contemporâneo.
Se Kardec viajou para verificar a influência moralizadora, qual o veredicto que sua metodologia imporia hoje?
Primeira consequência: a descentralização como antídoto ao personalismo. Ao visitar os agrupamentos, Kardec reverenciou o esforço de vanguardeiros anônimos, abnegados e devotados, reconhecendo-lhes a legitimidade. Demonstrou que o Espiritismo não é patrimônio de Paris, nem de uma federação, nem de um médium célebre. É um patrimônio capilar. Toda tentativa de centralização hierárquica trai o espírito das viagens.
Segunda consequência: a primazia da transformação íntima sobre o espetáculo mediúnico. A pergunta kardequiana por excelência - “por que o Espiritismo agrada?” - encontra resposta não no maravilhoso, mas no consolo racional. Agrada porque satisfaz a aspiração instintiva ao futuro; porque a pluralidade das existências confere razão de ser às misérias, tornando-as explicáveis sem revolta contra a Providência; porque a certeza do reencontro com os que amamos mitiga o luto; porque suas orientações impelem os homens a tratarem-se como irmãos, e não como inimigos.
Logo, um Espiritismo que se compraz apenas com a fenomenologia, com a disputa teológica ou com a vaidade intelectual, sem produzir caridade — pedra angular de todo edifício social —, constrói sobre areia.
Terceira e última consequência: a responsabilidade da difusão pelo exemplo. Kardec conclui que, sendo o reino do bem incompatível com o egoísmo, urge destruir o egoísmo pela predominância do amor. Não por decretos, mas por exemplos de homens de bem que não se desencorajem diante da recrudescência das más paixões.
As viagens espíritas, portanto, não foram um apêndice biográfico. Foram a chancela viva de que a Doutrina só avança quando encarnada. O Codificador não apenas escreveu a história; ele protagonizou a história viva do Espiritismo nascente, rasgando horizontes novos para a Humanidade não com a pena, mas com os pés, com o abraço fraterno e com o olhar que tudo aquilatava.
Cabe a nós, herdeiros desse périplo, perguntar: que viagem estamos fazendo?
mesmo com um extenso vocabulário, ainda não consigo descrever a sensação de olhar para as estrelas...
MULHER
Ser sublime criado por Deus, criatura meiga
e sedutora que faz da vida um ideal.
Mulher criança, que na inocência cria um mundo de fantasias.
Mulher jovem, que na ingenuidade busca o amor e encontra sofrimento.
Mulher mãe, que se doa totalmente
para trazer ao mundo uma nova vida.
Mulher idosa, que no passado esteve forte para consolidar seus objetivos
e no presente preserva esses momentos nas mais puras lembranças.
Mulher sofrida, que na ansiedade tem a esperança de encontrar a paz.
Mulher negra, que suporta todo o preconceito sem perder a coragem nos
momentos de angústia.
Mulher sim, é aquela que cheia de virtudes ultrapassa os obstáculos e
alcança um lugar na sociedade.
Na hora de criticar só precisamos de um impulso nervoso, mas na hora de elogiar nossas cordas vocais ficam travadas.
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