Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi

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Somos feitos dos hábitos que alimentamos

Não é um único dia que define quem você é.

É aquilo que você repete quando ninguém está olhando.

Um hábito é uma escolha que deixou de pedir permissão. Depois de repetida muitas vezes, ela passa a conduzir seus passos sem fazer barulho.

Da mesma forma que um pequeno descuido diário pode destruir uma vida aos poucos, um pequeno gesto de cuidado pode reconstruí-la sem pressa.

Ler algumas páginas.
Beber mais água.
Ouvir antes de responder.
Agradecer.
Descansar.
Escrever.
Perdoar.
Recomeçar.

Nada disso parece grandioso em um único dia.

Mas o tempo tem uma estranha habilidade: ele multiplica tudo aquilo que repetimos.

No fim, nosso destino raramente é construído por grandes acontecimentos.

Na maioria das vezes, ele nasce dos hábitos silenciosos que escolhemos cultivar todos os dias.

Quando o amor pede um lugar


Há quem entregue o melhor de si sem medir esforços, sem economizar carinho, sem calcular a intensidade.
Ama com presença, com cuidado, com vontade de construir.
E, ainda assim, guarda no peito um desejo simples:
não ser um segredo.
Não por vaidade, nem por aplausos, mas porque todo amor merece um lugar ao sol.
Há uma paz diferente em saber que alguém não tem medo de caminhar ao seu lado.
No fim, não é sobre aparecer.
É sobre pertencer.
Sobre sentir que o amor, quando é verdadeiro, não precisa se esconder para existir.

"Nem toda marca nasce de um sonho. Mas há sonhos que marcam uma vida inteira."

Há um desejo em mim
que não faz barulho,
mas pronuncia seu nome
o tempo inteiro.

Se um dia meus passos se perderem,
que encontrem meus versos primeiro.
Neles deixei tudo o que fui,
o que sonhei e o que ainda espero.
Porque a alma não pesa pelo que sofre,
mas pelo amor que insiste em guardar.
E os versos que minha alma carrega
o tempo jamais conseguirá calar.

Surpreender alguém é um ato de coragem,
é tocar a alma sem pedir passagem.
É chegar em silêncio, levando emoção,
e florescer sorrisos dentro do coração.

Não é o valor do presente que faz a magia,
mas o carinho escondido na simplicidade do dia.
Porque quem surpreende sem esperar gratidão,
deixa para sempre um pedaço de luz na lembrança e na emoção.

O Turbilhão


Existe um vendaval morando em mim.


Ninguém o vê.
As pessoas enxergam o meu sorriso,
as minhas palavras,
os meus poemas.
Mas ninguém escuta o barulho dos destroços que carrego por dentro.


Há dias em que tudo o que eu quero
é ir embora.


Ir embora das expectativas,
das decepções,
das promessas quebradas,
das portas fechadas,
das pessoas que só lembram de mim quando precisam.


Quero ir embora da culpa que me veste,
do cansaço que me acorda,
das batalhas que ninguém imagina que luto.


Mas, no fundo,
não quero desaparecer.


Quero encontrar um lugar
onde eu possa respirar sem pedir desculpas por existir.


Quero voltar para mim.


Porque há muito tempo
venho morando na vida dos outros
e esquecendo de cuidar da minha.


Talvez esse turbilhão
não seja um fim.


Talvez seja a tempestade
arrancando tudo aquilo
que nunca foi abrigo.


E quando o vento passar,
se passar,
espero encontrar entre os escombros
a única pessoa
que nunca deveria ter abandonado:


eu.

"Toda família deixa um legado. Nem sempre em objetos. Quase sempre em sentimentos."

Às vezes, um atraso vira tempestade.
Um silêncio pesa como despedida.
E um abraço, por menor que seja, tem força para reorganizar o mundo.

Há quem chame isso de exagero.
Eu chamo de sentir sem pele.

Porque alguns corações vivem entre o medo do abandono e a coragem de amar por inteiro. Caem, levantam, quebram, recomeçam... e seguem procurando um lugar onde finalmente possam descansar sem precisar duvidar que alguém ficará.

Talvez a palavra nunca tenha sido "demais".
Talvez sempre tenha sido apenas intenso.

Há corações que não procuram um amor; procuram um lugar onde, enfim, possam deixar de partir.

"Há pessoas que vão embora levando apenas as malas. Outras esquecem um inverno inteiro pendurado no cabide da sala."

A dor de um braço quebrando não termina no instante em que o osso cede.

Existe o estalo.

Existe a carne tentando entender o que aconteceu.

Existe o corpo inteiro procurando uma posição onde a dor diminua, mesmo sabendo que nenhuma posição resolve.

Mas existe uma outra dor.

Aquela que ninguém vê no raio-X.

Aquela que fica quando você percebe que alguém foi capaz de olhar para você e escolher a violência.

E então não é mais só o braço.

Quebra alguma coisa por dentro.

Quebra a sensação de segurança.
Quebra a confiança.
Quebra aquela parte ingênua que ainda acreditava que certas pessoas simplesmente não seriam capazes de atravessar determinados limites.

E existe a humilhação.

Aquela sensação miserável de estar ali, machucada, vulnerável, tentando juntar os pedaços enquanto quem fez aquilo talvez siga respirando como se tivesse apenas atravessado mais uma esquina.

Você se sente pequena.

Sozinha.

Às vezes, até suja de uma culpa que não é sua.

Como se o corpo violentado carregasse também a vergonha da violência.

Mas não.

A vergonha não é minha.

Nunca foi.

O lixo não sou eu.

Lixo é quem precisa destruir o corpo de outra pessoa para se sentir grande.

Lixo é quem transforma força em covardia.

Lixo é quem levanta a mão porque não possui argumento, caráter ou humanidade suficientes para permanecer de pé diante de alguém.

Eu estava sozinha quando a dor chegou.

E talvez essa tenha sido uma das partes mais cruéis.

Porque há momentos em que a gente gostaria de ter alguém segurando nossa mão, dizendo que vai passar, dizendo que aquilo não aconteceu porque merecíamos.

Mas ninguém deveria precisar de uma testemunha para provar a própria dor.

Eu sei o que senti.

Eu sei o que ouvi.

Eu sei o que meu corpo suportou.

Eu sei o que quebrou.

E sei também que existem ossos que médicos conseguem colocar no lugar, mesmo que demore.

A alma é mais complicada.

Ela não recebe gesso.

Não existe cirurgia para devolver imediatamente a confiança.

Não existe remédio capaz de apagar a imagem da covardia.

Então eu vou ter que reconstruir.

Devagar.

Com raiva, talvez.

Com lágrimas também.

Com dias em que vou me sentir forte e outros em que vou me sentir um lixo por uma violência que nunca foi minha.

Mas vou reconstruir.

Porque aquele homem conseguiu quebrar meu braço.

Não conseguiu decidir quem eu sou.

E talvez essa seja a primeira coisa que eu precise aprender novamente:

eu não sou o que fizeram comigo.

Eu sou a mulher que sobreviveu ao que fizeram comigo.

E isso muda tudo.

Talvez recomeçar
seja acordar um dia
e perceber que você ainda se deve uma vida.

Um recomeço nem sempre chega acompanhado de uma grande descoberta.
Às vezes, começa com uma decisão simples:
Hoje eu começo.
E desta vez,
o passado não precisa autorizar nada.

“Se um dia você não conseguir encontrar palavras, não conseguir me procurar, não souber por onde voltar... ainda existe uma coisa que pode me alcançar"...



🎵

Histórias escritas

Existe um dom quase mágico
em transformar palavras em mundos.

Uma frase pode abrir uma porta,
um parágrafo pode atravessar séculos,
e algumas poucas linhas
são capazes de criar vidas
que jamais existiram...
Mas que, de algum modo,
passam a existir dentro de nós.

Escrever é possuir o infinito nas mãos.
É poder escolher outros caminhos,
inventar outros destinos,
dar aos personagens
as vidas que o mundo real lhes negou.
Em cada história,
nasce uma versão diferente da realidade.
Um universo onde o impossível acontece,
onde o tempo pode voltar,
onde encontros podem durar,
onde despedidas podem ser adiadas
e onde até o destino
pode ser desafiado.

Talvez seja esse o verdadeiro encanto
das histórias escritas:

não criamos apenas mundos.
Criamos possibilidades.
E enquanto houver alguém disposto a escrever,
nenhuma história precisa terminar de verdade.
Ela pode renascer em outra página,
em outro tempo,
em outro coração.
Porque algumas histórias
não são feitas apenas para serem lidas.
São feitas para nos lembrar
que também poderíamos existir
em outras versões de nós mesmos.

Amor ou ódio, apreço ou desprezo, respeito ou indiferença: cada um receberá de mim aquilo que merece. Afinal, a vida tem uma regra simples — cada um colhe exatamente aquilo que decide semear.


- Jelson Tavares
04/09/26

O Beijo:
O encontro de dois lábios sedentos querendo praticar um esporte radical que traz adrenalina e aventura, dentro de uma enorme sensação de prazer!!!

Ponto de vista de um cidadão comum: pra montar um STF sem amarras políticas nem religiosas, o candidato teria que ter no mínimo 60 anos, seria escolhido e sabatinado por juristas sorteados pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), ficaria no cargo por 10 anos, sem holofotes e sem outra fonte de renda.


Benê morais

A persistência é um caminho rumo ao desconhecido