Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
Quando o Coração é Provado: Entre Sombras e Verdades.
Em Provérbios 18:24, existe um contraste silencioso: nem todo laço resiste, nem todo “amigo” permanece — mas há aqueles raros que se firmam além do esperado. No caminho, porém, surgem decepções, muitas vezes vindas de onde menos se imagina, como sombras que revelam o que antes parecia luz.
Nesses momentos, o maior desafio não é entender o outro, mas preservar a si mesmo. Não permitir que a dor endureça o coração, nem que a injustiça apague aquilo que há de mais verdadeiro dentro de você. Ser superior não é reagir, é permanecer — íntegro, humilde e fiel à própria essência.
Há quem ainda não compreenda o amor, e por isso fira. Mas cada atitude fala mais sobre quem a pratica do que sobre quem a recebe. Cabe a você se recompor, em silêncio se necessário, e seguir de cabeça erguida, confiando que nada passa despercebido aos olhos do que está acima de tudo.
Permaneça autêntico. Altruísta de verdade. Não apenas em palavras, mas em ações. Porque a imperfeição é humana, mas nunca será justificativa para a maldade.
E, no fim, entre perdas e revelações, ficam apenas os verdadeiros — aqueles que, sem alarde, se mostram mais próximos do que um irmão.
Chico Uchoa.
Quando estiver em um jogo em que deva agradar aos outros para provar o seu valor, lembra-te que tens a liberdade de escolher não jogar.
Benildo Nuvunga
Ou vives para um propósito escolhido por si, ou te tornas um recurso para a realização do propósito dos outros.
O vento que batia
nos tijolinhos desnudos
produzia
um som estranho.
Num gargalhar tacanho,
sussuros por trás dos muros,
de arrepiar.
Pareciam almas penadas
caminhando pelas madrugadas
tentando se comunicar.
Será que há um lugar
para as almas condenadas?
De olhos fechados,eu tremia
enquanto minha mãe roncava.
Ela não se importava,
enquanto eu rezava.
Dizia que seu medo era dos vivos.
Do bicho papão que subia as escadas
para nos pegar.
Sua força e coragem me instigaram
a ser melhor,ter fé e acreditar.
"Que seja feita a vossa vontade"
e não a minha,nesse momento de dor.
Esta oração dolorosa vem carregada
de amor.E aceitação.
Que Jesus ampare e guie
seu espírito
nestes novos caminhos,
ficamos aqui
apenas memória e recordações
guardadas no coração.
Andréa
- Desculpe te incomodar tão cedo.
Com meus dilemas e preocupações
nesse arrastar de um triste enredo.
- Tomo um gole de fé
enquanto engulo a vida
e o dia me convida.
Parece tão clichê falar de dor.
Ao longe uma melodia, quem deu ao vento o som de poesia? Conhece bem meus lamentos. Abotoou um tempo de guerras e misérias, isolada em meu canto assistindo ao nascer de dias.
Quem deu voz aos poetas para expor sentimentos? Conhece bem a escuridão desses momentos. Quem me deu as asas e calçou meus sapatos
sabe bem a dor dos meus passos…
Poesia
um balé de palavras
para dar voz a alma.
Dançar por cima de letras
entre a compreensão
de si mesma
e a vontade de desabafar.
Coreografia de línguas
para acasalar
numa dança de hiatos e rimas
tentando rimar emoções.
tipo isso
passando a língua em você
e nem percebe,usando verbos
numa linguagem que só eu entendo.
É tudo mais intenso,
os sentimentos mais exacerbados.
A carência mais presente e violenta.
Numa poesia que movimenta emoções
num latejo que se alastra nesta avalanche,do que vive a me consumir.
Até expulsar o coração numa gramática.
Mil sentimentos em folhas de amor.
que deixo ir…
andréa
TREVAS
Meu coração é como um rio
soprando ondas de ar no frio
de suas indagações.
E o corpo exala seus odores
em estado de putrefação...
Quem vai pagar as flores
que enfeitarão meu caixão?
Eu preciso respirar,
sentir e amar
-salve-me dos monstros,
venha me acordar.
Dessa realidade...
que carrego nos ombros.
Dê-me a oportunidade
de ainda exalar minhas fantasias
e criar num último respiro,
poesias.
Andrea
A grandeza de um homem não se pesa em ouro ou títulos, nem se mede em centímetros ou reconhecimento.
Ela floresce na integridade de suas escolhas, na fidelidade silenciosa aos princípios que carrega.
Não somos lembrados apenas pelo que falamos, mas pelo rastro que deixamos na vida alheia, pelas ações que tocam sem alarde o cotidiano dos que nos cercam.
Ser grande é agir com honestidade quando ninguém observa, é defender o justo mesmo quando isso desafia o consenso, é oferecer respeito a todos sem esperar retorno.
O espelho do mundo não reflete palavras, mas gestos; não avalia intenções, mas revela o caráter. E é nesse reflexo silencioso que se mede a verdadeira estatura de uma alma.
ALMA EM CHAMAS
Carrego dentro de mim um território secreto,
um labirinto que não nasceu do acaso,
mas foi esculpido nas guerras da existência.
Cada curva guarda cicatrizes,
cada sombra revela batalhas.
Quem tenta me decifrar sem profundidade
se perde no eco da própria confusão.
Mas eu não me perco!
Há uma chama que não se apaga,
um amor que pulsa como bússola invisível
e me aponta a direção mesmo na noite mais escura.
Não é fogo comum.
É erupção, é clarão,
é calor que não queima, mas transforma.
Corre em minhas veias como lava viva,
fazendo meu coração bater
num ritmo que o mundo não entende.
Enquanto tantos vagam frios,
perdidos no vazio da própria indiferença,
eu ardo.
Num tempo que rejeita ternura,
numa realidade que tenta me moldar,
eu resisto.
Podem ferir, humilhar, aprisionar,
mas jamais apagarão o incêndio que me move.
Essa chama é imortal.
É farol que rasga a tempestade,
força que me ergue,
alegria que me sustenta.
Eu sigo.
Entre sombras e quedas,
meu passo é firme, minha fé é chama.
Avanço sem recuar.
Porque já compreendi:
a vida só encontra sentido verdadeiro
quando se escolhe amar.
Há em cada ser humano um mecanismo interno, quase sempre silencioso, que tenta orientar nossas escolhas. Chamamos isso de consciência. Muitos imaginam que ela funciona como uma estrela polar constante, infalível, autossuficiente. Mas não é assim. A consciência é um instrumento sensível, influenciável pelo meio, pelos hábitos e, sobretudo, pelas ideias às quais decidimos dar autoridade.
Paulo é um exemplo claro. Não lhe faltavam convicção ou disciplina; faltavam-lhe mapas adequados. Ele caminhava com segurança por caminhos errados, não por negligência, mas porque sua bússola moral havia sido calibrada por informações imprecisas. Somente quando uma luz maior confrontou seu modo de ver o mundo sua orientação interna pôde ser corrigida.
O mesmo ocorre conosco. Vivemos cercados por opiniões, ruídos e costumes que se impõem com a força da repetição. A consciência, submetida a isso continuamente, pode perder a precisão. Aquilo que fere passa a parecer normal; aquilo que é erro se confunde com tradição; aquilo que obscurece se disfarça de clareza. E, quando a consciência finalmente adormece, o erro deixa de incomodar não porque se tornou certo, mas porque deixamos de percebê-lo.
Por isso, não busco apenas a aprovação imediata ou a moral variável do momento. Essas coisas mudam depressa demais para servir de referência confiável. Procuro, antes, alinhar minha consciência com aquilo que não se altera o permanente, o que merece ser chamado de verdadeiro por resistir ao tempo e às circunstâncias.
Se minha consciência puder ser afinada por essa luz constante, então ela poderá funcionar como deve: um instrumento claro, um fio íntegro, um espelho que reflete sem distorcer. E assim viverei não segundo o bem que invento, mas segundo o bem que é o único capaz de orientar, de fato, quem deseja caminhar sem se perder.
A passagem de um ano não é apenas um marco cronológico, mas um exercício de consciência. O tempo avança de forma implacável, e cada ciclo encerrado nos confronta com aquilo que fomos capazes — ou não — de compreender, construir e transformar.
Ao nos aproximarmos de 2026, o verdadeiro convite não é apenas ao otimismo, mas à responsabilidade pelo próprio crescimento. Recomeçar não significa ignorar o passado, e sim integrá-lo com lucidez, extraindo dele aprendizado, discernimento e maturidade.
Que 2026 seja um ano orientado por decisões mais conscientes do que impulsivas, por propósito mais do que por urgência, e por valores sólidos em vez de expectativas frágeis. Que haja ambição, mas acompanhada de ética; esperança, sustentada por ação; e fé, aliada à razão.
Que avancemos não apenas em conquistas externas, mas em consistência interior, tornando o tempo vivido digno do tempo que nos é concedido.
Que 2026 seja um ano de clareza, progresso e sentido.
Aerton caminha frequentemente na contramão das tendências dominantes do mundo moderno. Em um tempo marcado pela indiferença emocional e pela superficialidade das relações humanas, recusa-se a aceitar a insensibilidade como norma.
Não se contenta em permanecer como mero observador dissolvido na multidão anônima. Há nele uma inquietação moral que o impulsiona a compreender, questionar e agir.
Se alguém perguntar quem é Aerton, talvez a definição mais precisa seja simples e rara ao mesmo tempo: um homem orientado pelo senso de justiça.
A negação da existência de um Criador, senhores, não nasce — como muitos pretendem fazer crer — de um rigor científico absoluto, de uma demonstração irrefutável. Não! Ela emerge, frequentemente, de um processo interno, psicológico, quase íntimo, em que o indivíduo, confrontado com a dureza da realidade, tenta reorganizar o seu próprio entendimento do mundo.
E quando essa realidade não corresponde às suas expectativas — quando a dor, a frustração e o infortúnio se impõem —, o que faz esse indivíduo? Em vez de questionar suas próprias limitações, opta por descartar a hipótese de Deus. Não por tê-la refutado, mas por não encontrar nela utilidade imediata.
Ora, isso revela um equívoco fundamental!
Pressupõe-se, de maneira absolutamente distorcida, que Deus deva funcionar como um servo das vontades humanas — um agente corretor de erros, um solucionador automático de problemas. E quando essa expectativa infantil não se concretiza, instala-se não apenas a descrença, mas, muitas vezes, uma postura agressiva contra aqueles que creem.
Mas vejamos com clareza lógica: a ausência de prova não é prova de ausência! Esse é um princípio elementar, que qualquer raciocínio minimamente estruturado deve respeitar. Da mesma forma que a fé não se sustenta exclusivamente em evidências materiais, a negação também não pode se arrogar o monopólio da verdade.
O que se observa, portanto, não é uma superioridade intelectual da descrença, mas, em muitos casos, uma projeção de conflitos internos — uma tentativa de transformar frustrações pessoais em posição ideológica.
E aqui está o ponto central: a fé, para milhões, não é ingenuidade. É estrutura. É força. É reorganização da própria existência.
Por isso, o que se exige — não como favor, mas como princípio de civilidade — é a simetria intelectual: que ninguém imponha sua crença, mas que também ninguém desqualifique a fé alheia como se detivesse uma verdade absoluta.
Porque, no fim, senhores, tanto a crença quanto a descrença caminham sobre o mesmo terreno: o da limitação humana diante do infinito.
A Páscoa não é — e nunca foi — um fenômeno comercial!
Reduzi-la ao chocolate, ao consumo, à superficialidade das vitrines, é um sintoma claro de uma sociedade que perdeu a capacidade de compreender o essencial.
Não se trata de condenar tradições.
Trata-se de hierarquia de valores!
O que está no centro?
O que é fundamental?
O que é inegociável?
A Páscoa é, antes de tudo, a afirmação de um evento que desafia a própria lógica humana:
a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.
E aqui é preciso rigor intelectual!
A cruz não é ornamento, não é símbolo decorativo!
Ela representa um ponto exato onde duas forças aparentemente incompatíveis se encontram:
— a justiça, que exige consequência
— e a misericórdia, que oferece redenção
Isso não é sentimentalismo.
Isso é estrutura lógica!
Agora eu pergunto — e é uma pergunta que exige resposta:
Se o amor verdadeiro implica sacrifício,
por que insistimos em tratá-lo como algo leve, descartável, conveniente?
A ressurreição, por sua vez, não pode ser diluída em metáfora!
Se ela ocorreu, então todas as premissas da existência humana são alteradas!
Repito:
todas!
— a morte deixa de ser definitiva
— o sofrimento ganha contexto
— e a vida passa a ter um sentido que não é arbitrário
Ignorar isso não é neutralidade.
É uma escolha!
Uma escolha filosófica, existencial — e muitas vezes, uma fuga.
Portanto, não basta celebrar.
É preciso compreender!
E compreender implica responsabilidade!
Porque, se isso for verdadeiro — e essa é a questão central — então não estamos diante de uma tradição…
Estamos diante de um chamado!
Um chamado à coerência, à reflexão, à tomada de posição.
A Páscoa não é um dia.
É uma interrogação permanente:
o que você fará com essa verdade?
Feliz Páscoa.
Acreditem...
Somos fragmentos de nós mesmos, expectadores de um ir e vir...
Ora parados, ora caminhantes... Nessa jornada tão transitória, meros visitantes com passagem acertada para o desconhecido. Que nos demoremos nesse vale da vida...
Que por aqui, tudo se faça alegre, proveitoso e que deixe saudades.
Amigos não se esquivem de vocês mesmos.Essa vida foi outorgada somente a nós.
Não passemos adiante,para o outro lado com a sensação de que faltou algo...
Sejam felizes,sejamos felizes...Somos merecedores.
Acreditem!!!
Um pássaro no fio pousou, com seu coração repleto de dor.
Suas asas que já não eram mais suas,
foram frutos de ameaça,
Que agora vive em sua gaiola, uma linda e bela pássara.
Solitária, tadinha, não tinha nenhuma ave pra fazer companhia.
Sem hesitar cantou a sabiá
que atraiu outros pássaros para lhe admirar.
A capoeira é libertária na proporção em que não possui um engessamento em sua configuração, sendo seu foco a construção coletiva da liberdade.
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