Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
Eu me tornei meu melhor amigo...
Nunca trocaria meus amigos , minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga de tanquinho.
Fui envelhecendo tornei-me mais simpático para mim e mais crítico de mim mesmo.
Eu não me censuro por comer uma costelinha de porco, não tenho medo do colesterol, nem pela compra de alguma coisa que não precisava, para presentear um amigo ou parente.
Me dou o direito de ser deselegante, extravagante e ate fora de moda.
Quanta gente vejo partir deste mundo, sem conhecer as vantagens da liberdade do envelhecimento.
Não devo satisfação para ninguém quando leio, escrevo ou jogo no computador até a madrugada e durmo até acordar, sem preocupar com quantas voltas o ponteiro do relógio deu.
Canto sambas antigos e choro pelos amores e tempos perdidos.
Se me der vontade,vou a praia de paleto e gravata e nem ligo para os bermudões e sungas apertadas, faço o que quero.
Não me importo por quem tenha me esquecido, e sim com quem se lembra de mim..
Apaguei do meu coração as tristezas.Armazenando no meu chip de memória só as coisas boas que vivi
E digo que quem não tem barriga não tem história, ouvi isso de uma jovem no supermercado comprando cerveja.
Agradeço a Deus meus cabelos brancos, minha vida bem vivida em cada copo, gota de sereno e samba composto, e as rugas que marcam meu rosto são provas de que envelheci com malandragem, fazendo o que acho certo e não prejudicando de forma intencional a ninguém.
Talvez eu tenha feito do meu certo o errado, me perdoem, mas só quem pode perdoar é Deus.
Ô vida desgraçada
Resolvi dar o braço a torcer,
Desde quando fiquei sem você.
Eu não demonstro mas aqui tá osso,
Eu tô na fossa até o pescoço.
Passar meus dias sem você tá foda,
Ainda mais ouvindo aquelas moda.
De quando nós começou namorar,
No reservado lá daquele bar.
Pensei que ia ganhar Liberdade
Mas eu não tô cabendo na cidade
Onde eu vou perguntam de você,
Coisa doída não sei responder.
Penso em você a todo instante,
A ausência da pessoa prova que ela é importante.
Sem rodear toco vim te pedir pra voltar,
Ô vida desgraçada sem você não dá.
De repente era ela tudo o que eu pensava, tudo o que eu mais queria ter por perto.
De repente seu rosto não saía mais da minha mente.
De repente seu nome era tudo o que de minha boca se ouvia falar.
Por você eu seria luz
Mesmo sabendo que eu não iria resistir a escuridão
Por você eu mergulharia nesse amor,mesmo sabendo que ele é raso ...
Mesmo sabendo que eu iria morrer aos poucos,cada vez mais e mais ...
Mas eu estava disposta a tentar ,acho que isso não foi suficiente para nenhum de nós .
Eu desejava todos os dias estar dentro do seu coração
Por mais que você me expulsasse dele,por mais que você me machucasse ...
Eu desejava
Mesmo você me expulsando a todo momento do seu coração eu tentava estar nele
Mas parecia que você não dava a mínima
Você não se permitia sentir,acho que você nunca se importou o quanto eu me machucava
Afinal a grande culpada sempre fui eu ...
Você sabe que eu preciso de você. Sabe que andei em todos os cantos tentando encontrar sentido, e tudo não fazia sentido, só queria encontrar traços do nosso amor. E olhando para trás não pude encontra-los. Chorei, e chorei... Dias e dias, noite, após noite... Mas sempre tinha aquela ponta de esperança que me dava certeza que um dia você viria, e por isso não poderia fazer mais nada além de clamar aos céus com todas as minhas forças e pedir que a mulher que amo logo apareça....
Meu Ernesto Azul...
Voltava eu daquelas paragens de Pirapora, dirigindo meu possante Gordini Delfini, carinhosamente tratado por Ernesto, já de cor não muito definida, trazia uns leves amassados em ambas as portas, umas ferrugens no piso, faltava-lhe o retrovisor esquerdo e o para-choque traseiro... nada demais!
Mas aquele Gordini era meu xodó, até carreto o “bravo Ernesto” fazia: meio metro de brita ou de areia pra ele não era nada. Só não se dava bem com subidas, em compensação, nas descidas, ninguém e nem nada o segurava. Um detalhe que não podia de esquecer, no momento de passar a marcha, tinha de ir da primeira pra terceira... em algum momento ou lugar, ele perdeu a segunda marcha, porém, uma certeza eu tinha: um dia, mesmo que não parecesse, sua já havia sido cor foi azul, mas, não um azul qualquer, um de respeito, admirável e solenemente azul. Bem, mas isso se deu em tempos que eu ainda não havia vindo ao mundo.
Dona Orsina, mãe de “Zé Goiaba”, me encomendou um carreto: levar 14 frangos até o sítio de João da Grelha. Em troca de “dois dedos” de pinga, Juvenal aceitou a incumbência de me ajudar nessa empreitada, mas, não deu muito certo, numa curva de chão batido, entre a porteira da Fazenda Craviola e a ponte do Manguezal, meu amigo Ernesto foi, literalmente, atropelado por um boi. Mas, não um boi qualquer! Foi um desses de grande porte, de passos firmes, grandes orelhas caídas, negro focinho, peitoral extenso, parecia ter sido “construído” de concreto e músculos, coberto por uma pele negra, com algumas manchas brancas e outras, em leves tons marrons, reluzentes. Estava selado o destino de Ernesto: faleceu ali, naquela curva e o boi, seguiu em frente... sequer olhou pra trás. Seguiu seu caminho, me deixando apenas com o que sobrou de meu companheiro, dores pelo corpo e vendo os frangos entrando no manguezal.
Pensei até em fazer o velório e o enterro de Ernesto, mas o Padre Policarpo me aconselhou a não fazer, segundo palavras dele, “seria uma sandice”, na hora, entendi sanduiche, e rebati: “Não sô padre, vô fazê é o enterramento do Ernesto, num é um lanche não”, e o Padre nem respondeu, virou as costas e saiu resmungando: “é cada uma que parecem duas...”.
Voltando àquela curva, onde jazia Ernesto, me deparei com Bento Carroceiro e, entre uma prosa e outra, contei a ele de meu luto e que não ia conseguir enterrar Ernesto. Foi quando Bento me disse: “mas ocê é bobo demais, sô! Hoje, ninguém enterra mais ninguém não, só toca fogo e pronto. Depois, pega as cinzas e joga no rio. Isso é que é coisa chique”.
Pensei, matutei e decidi seguir o conselho de Bento. Toquei fogo em Ernesto ali mesmo e fiquei olhando ele queimar. Chorei muito, doeu fazer aquilo, mas o que mais me intrigou foi o caminhão de feno de Tião Matadô passar ali exatamente na hora que Ernesto queimava. Senti cheiro de mato queimando e, logo que olhei pro fim da curva, vi que o feno que o caminhão de Tião Matadô levava, queimava e a chama já subia pra mais de 10 metros...
Eu perdi o meu colo...
Não é fácil lidar e administrar o sentimento de que a pessoa que mais te amava nessa vida e te fazia sentir protegida, abaixo de Deus, não está e não estará aqui nunca mais. E que somente quando eu morrer, terei a chance de vê-la novamente.
Por mais fé e força que eu tenha em Deus, por mais maturidade que a idade e a vida me proporcionem, esse colo de mãe faz uma baita falta.
Imagino como se sentem as crianças e jovens sem colo de pais vivos.
Tá, eu sei, é o ano da quinua, Março vem chegando a galope e organização é uma coisa que eu desconheço. Tem dias que sou teimosa, e dias que sou teimosa também. Minha mãe me irrita e do meu pai acho graça, toda filha deve ser um pouco assim, pende pro lado do pai pra não esquecer sua porção bibelô, mas, ás vezes, defende a mãe com unhas e dentes pra provar a si mesma que é possível unir duas vontades femininas.
Não é do amor, nem do afeto, é desses dias irritantes de esperas intermináveis, que, terminam com uma passadinha na casa eterna de todos nós que estou falando. Quando nada dá certo porque eu sou teimosa e desorganizada. Ah! claro, eu esqueci, e pelo visto eles esqueceram também que sendo a mais silenciosa das criaturas prefiro os abraços aos conselhos.
Se pai e mãe soubessem o quanto abraços são "infinita mentes" (o corretor deu uma mãozinha aqui) melhores conselheiros que palavras...
Se eu soubesse um jeito mais fácil de resolver tudo sem essa passadinha na casa eterna pra ganhar colo, abraço e bolo... Eu até sei...
Eu queria, nem se fosse somente uma vez, que as pessoas fossem o que elas tanto querem demonstrar que é.
E eu que pensava que pra ser feliz era necessario dinheiro fui conhecer logo você, que mesmo continuando sendo dinheiro vi que posso ser feliz.
Eu quero ver estrelas brilhando
Num céu de lua cheia...
Eu quero andar descalço na chuva
Sensação de liberdade...
Eu quero ver no milagre da noite
A transição pro dia,
Ver o sol nascendo
No meu olhar de alegria...
Eu quero, espero
Ver o sol se por...
Porque viver, é amor...
@veraregina14
Você é meu espaço e tempo
E sem relatividade eu sou seu
Eu não preciso observar as estrelas
Para entender as curvaturas em você
Eu não preciso de qualquer outra dimensão
Sua singularidade apenas não tem explicação
Sabe o que eu estava lembrando? das nossas primeiras conversas ,voce todo timido,falou uma besteira atraz da outra,achei fofo,eu me senti a vontade na sua presença desde esse dia,vc ria de nervoso isso dava pra ver,eu sentia uma alegria inexplicável no meu coração,qdo vc falava era como se eu ouvisse a musica mais linda do mundo, aos poucos as composiçoes foram criando forma e a melodia tendo sentido pra mim,percebi que eu e voce somos "Melodia & Composição" que uma não vive sem a outra,hj somos uma orquestra inteira,nos completamos e todos os dias damos um novo tom para nossa vida e cada nota tocada está no ritmo dos nossos corações..."Eu ti amo" meu grandão!
Assim anda meu coração
Com minhas mãos
eu tento impedir que o vento
apague essa vela na minha vida,
A luz dela ilumina tão pouco,
sem ela eu fico no sufoco, na escuridão.
É assim que anda meu coração,
procurando lutar contra todos,
até contra mim mesmo,
pra vencer a solidão.
A cada ano eu saio queimado,
quantas marcas eu tenho nas minhas mãos,
vivo sendo jogado em qualquer canto,
tento não desanimar ou perder o encanto,
como é fácil receber um não e falar sim.
Quando é meu coração que deseja
estar ao lado de uma pessoa
vai chegar uma hora que não vou ter
aonde segurar.
Minhas mãos estarão livres,
já será dia e o sol vai iluminar minha vida.
Como é fácil receber um não e falar sim.
Quando é meu coração que responde
precisar de alguém que se esconde,
e se sentir perdido nessa ilusão.
Eliezer Lemos
"Encontrar a poesia da vida durante os momentos felizes, é poder dizer: - Eu compreendo a universalidade dos mundos."
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