Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi

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Eu já tentei recomeçar em outros braços, mas meu amor tem o seu formato exato e não cabe em mais ninguém.

Meu amor por você não se mede pelo tempo, mas pela certeza de que, a cada amanhecer, eu escolheria você de novo.

Eu não sei se existem outras vidas depois que a gente morre, mas gostaria de te conhecer em todas as vidas pelas quais eu passar.

Sei que os nossos desejos não controlam a vida, mas hoje eu daria tudo por uma última conversa com você em uma praça, só para conseguir traduzir em palavras os meus sentimentos mais lindos e sinceros.

Me dá cinco minutos para colocar em pratos limpos o meu amor e, juro, depois disso eu sumo de vez da sua vida.

Por favor, conceda-me cinco minutos de pura honestidade: se o meu amor não te convencer a ficar, eu viro as costas e sumo da sua vida para sempre.

Vem, meu anjo. Eu chamo no silêncio que me veste,
Não com a voz, mas com a dor que me consome.
Sou um naufrágio à espera da maré celeste,
E em cada lágrima, sussurro o teu nome.
​O amor que arde em mim não é brasa, é ruína;
Um fogo que devora, mas não aquece.
Se és a salvação, por que a sorte é tão mesquinha
E me oferece o céu apenas quando anoitece?
​Eu te construí no altar da minha insônia,
Um relicário de promessas e prantos,
E agora, sem teu toque, sou só a autonomia
De um coração quebrado em mil recantos.
​Vem, meu anjo, venha me salvar da queda
Que me separa do calor do teu abraço.
Sou o drama vivo, a tela despedida,
Que implora pelo brilho do teu traço.
​Chega de manso e rasga esta mortalha de saudade.
Pois sem o teu olhar, sou apenas sombra fria;
A melancolia veste o manto da verdade:
Viver é te esperar em eterna agonia.

Eu deveria ter pensado bem antes de te deixar ir embora da minha vida.
Essa frase ecoa, fria e cortante, na escuridão da alma.
Atrás de mim, só resta o deserto da saudade infinita,
E o silêncio pesado de uma história agora póstuma e calamitosa.
Se eu soubesse que a ausência era esta dor que me devora,
Este vazio abissal que engole o ar e a esperança,
Teria amarrado o teu passo, implorado para que não fosses embora,
Teria trocado meu orgulho pela tua última e derradeira confiança.
Fui tolo, fui cego! Pensei que o amor era um rio manso
Que esperaria meu regresso, que jamais secaria a fonte.
Mas o rio levou-te, e o que resta é este corpo imenso
Navegando à deriva, sem velas, sem bússola, sem horizonte.
Oh, a ironia cruel do tempo que não volta e que me castiga!
Cada batida do meu peito é um martelo a cravar a verdade:
Eu te deixei ir, e agora a solidão é minha única amiga,
Uma amante fria vestida de eterna e lúgubre saudade.
Volta! Por favor, volta! Não importa que seja em sonho, em vulto, em bruma!
Pois este coração que te ofereço jaz quebrado, inútil, e sem luz.
Eu deveria ter pensado bem... E por não ter pensado, o meu mundo ruiu em suma.
E o meu castigo é viver para sempre à sombra da minha própria, terrível cruz.
Sinto muito pela dor que inspirou seu pedido. É uma emoção muito profunda.

O seu 'eu' do futuro vai te agradecer por não ter desistido hoje.

Você não é mais uma presença, mas é a falta mais presente que eu carrego.

Preciso esvaziar o espaço que você ocupa para que eu possa finalmente voltar a caber em mim.

Eu preciso te esquecer, antes que a saudade termine de me apagar.

Dói admitir, mas o 'nós' virou 'eu', e agora o 'eu' precisa te deixar para trás.

Adeus, meu ex-amor. O que era laço virou nó, e hoje eu finalmente me desato.

Eu nunca vou te esquecer; você vai ficar para sempre guardado no meu coração.

A distância física não apaga o que está escrito na alma. Eu nunca vou te esquecer.

Eu vi uma Estrela Perfeita amar uma estrela torta.

Comecei a sentir algo que eu jurava não morar em mim.
A inveja chegou mansa, sem barulho,
mas fez morada no peito.
Não é do riso fácil dos casais de agora,
nem das fotos prontas, nem do amor que parece simples.
É da história.
Do caminho inteiro.
Do que foi construído com o tempo
e não apesar dele.
Invejo mulheres que ficaram.
Que olharam as falhas de perto, os defeitos sem filtro, as limitações nuas
e mesmo assim permaneceram.
Mulheres que escolheram ficar
quando ir embora parecia mais fácil.
Que lutaram não por perfeição, mas por compromisso.
Que amaram não o homem ideal, mas o homem real.
Isso me toca fundo.
Porque revela um amor raro, o amor que decide.
Que não romantiza,
não foge,
não solta a mão quando pesa.
Essa inveja não quer o que é do outro.
Ela chora o que faltou em mim.
É a vontade de ter sido escolhido nos dias bons e principalmente,
nos dias difíceis.


No fim, não é sobre eles.
É sobre a ausência que ficou.
Sobre a falta que insiste.
Sobre o valor imenso
de quem permanece, de quem luta e não desiste na adversidade.

Meu maior desejo é arrancar de dentro de mim tudo o que contaminou a forma como eu pensava em você.
Queria voltar ao tempo em que pensar em você não doía,
em que pensar em você era abrigo, não sofrimento.

Eu descobri algo mais amargo que a morte.


Mais doloroso que o luto de uma perda.
Mais cruel que a frustração de um fracasso.
Mais sufocante que o peso da solidão.


É descobrir que uma pessoa capaz de alcançar o lugar mais profundo do seu coração escolhe usar esse privilégio para destruí-lo.


A morte põe fim à vida.


A traição, porém, não.


Ela deixa o corpo respirando, mas rouba a paz, silencia a esperança e transforma cada novo amanhecer em um lembrete da dor.


Porque a pior ferida não é causada por quem consideramos ser nossos inimigos, mas quem um dia confiamos e que prometeu nos amar.


Há dores que fazem chorar.
Há dores que fazem sangrar.


Mas a traição faz algo ainda pior ao homem: ela muda para sempre a maneira como o coração aprende a confiar.