Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
A revolução começa aqui, a indústria treme
Eu sou estranho, mas são todos iguais a mim
Por isso eu sou gigante
Eu poderia ficar muito rico
Eu preciso disso porque eu sinto fome
O dinheiro é um desperdício, só faz rima pobre
A revolução começa aqui, a indústria treme
Eu sou estranho, mas são todos iguais a mim
Sou gigante
Sim, eu poderia ficar muito rico
Eu preciso disso porque eu sinto fome
O dinheiro é um desperdício
Dessa vez eu vou falar sério. Sem piada, sem exagero, sem fingir que tá tudo bem. Eu paro, penso, respiro e tento lembrar de quem eu era quando era mais novo, quando o bairro inteiro já conhecia meu nome não por mérito, mas por bagunça. Aquela época em que a rua era extensão de casa e o juízo claramente tinha tirado férias.
Eu olho pra trás e até tento dar um significado bonito, dizer que era liberdade, infância, energia demais. Mas a verdade é que era só eu sendo eu: barulhento, inquieto e convencido de que nada tinha consequência. Cada esquina guardava uma história, quase nunca uma boa ideia.
Só que… não dá. Eu não consigo manter esse tom sério por muito tempo. Porque falar sério sobre isso exige maturidade, e eu ainda rio lembrando das fugas, das risadas abafadas, dos olhares tortos dos vizinhos. Eu tento parecer reflexivo, mas minha memória faz questão de me entregar.
No fundo, eu sei que era imaturo demais pra entender limites. E talvez ainda seja imaturo demais pra falar disso sem sorrir. Porque aquele garoto bagunceiro ainda mora aqui dentro, só que agora ele pensa um pouco mais antes de aprontar. Às vezes.
Eu cresci, mudei, aprendi algumas coisas. Outras eu só disfarcei melhor. O bairro já não escuta meu nome com tanta frequência, mas as lembranças continuam andando pelas mesmas ruas.
E o final não é sobre arrependimento nem sobre saudade. É só a constatação de que eu não virei um adulto sério e certinho. Virei alguém que olha pro passado, balança a cabeça e pensa: eu não sabia o que tava fazendo… e, sendo sincero, ainda não sei.
— Cyrox
Refletindo no riacho
Eu te acho em clara água
Quando nada mais dá certo
Teu olhar ventila a dor
Ventilador
Trás bem-me-quer furta-cor.
Eu faço da mentira, liberdade
E de qualquer quintal, faço cidade
E insisto que é virtude o que é entulho:
Baldio é o meu terreno e meu alarde
Eu tinha muita fé. Tudo alcançava com fé. Era inacreditável!
Depois de conviver com alguns cristãos a razão passou a falar mais alto.
Que Deus me proteja!
O que chamam alma, eu chamo história:
a voz simples do que se amou.
É a cicatriz guardando a memória
de cada luta que alguém lutou.
William Contraponto
A vida ganha significado no exato momento em que deixamos de perguntar 'por que eu?' e passamos a questionar 'o que posso fazer com isso?
eu sinto como se estivesse preso em correntes no inferno escuro. . .
cheio de demônios ao meu redor me observando com aqueles olhares.
"Eu olho em seus olhos e não entendo.
É medo o que tem aí dentro?
Vi em seus olhos uma alma que teme os sentimentos.
Senti bater em seu peito, um coração repleto de decepção e sofrimento.
Será que pensa que também sou tal tipo de desalento?
E os nossos momentos?
E minhas palavras? Será que foram apenas juras vazias lançadas ao vento?
Ando te lembrando, venho te escrevendo.
Na sua ausência não vivo, apenas venho, com labuta, sobrevivendo.
Ah! Os nossos momentos...
O mundo parava e não existia o tempo.
Eu tento, entenda, eu tento.
Quero-te comigo, para adoçar meus beijos, afastar meu sofrimento..."
"Eu sempre torço pra você não se encontrar nas minhas palavras, pois caso algum dia isso aconteça, é certo que você se perdeu..."
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