Eu Sinto poema
Há pessoas com as quais nunca conversei, nunca troquei uma só palavra mas sinto uma conexão tão grande, me identifico, algo que por vezes não ocorre com aqueles que conheço a vida inteira.
Me sinto muito mais em paz quando estou perto dos animais do que rodeado de pessoas. Sei que eles não me farão nenhum mal, essa certeza me conforta, o mesmo não posso dizer dos da minha espécie...
Quando me lembro que pisei em campos minados e sobrevivi ileso, sinto um pavor tão grande, o pavor que no momento não senti...
Ainda hoje eu me sinto atraído por lojas de brinquedos. Mas agora o que me impede de tê-los é a noção dos preços que antes eu não tinha, se na infância eu a tivesse nem pediria aos meus pais para comprá-los...
As vezes me sinto como um caminhante solitário, vendo as pessoas ao meu lado, com suas cabeças curvadas,olhado e mexendo em seus celulares,na frieza da falta de calor humano o virtual tem mais valor.
Seu amor é o meu prazer, meu oásis, meu lazer, sem o seu amor, sinto a dor de não saber o que fazer.
As vezes só de eu encostar meu ouvido na barriga da minha esposa, ja me sinto motivado a amar e a valorizar a minha vida.
Me emociono profundamente ao escrever uma frase. Sinto uma sensação tão boa que é como se eu deixasse uma marca no mundo, um filho, mas um diferente. Um filho que viverá para o resto da humanidade.
Se eu revivo, na mente, um prazer passado que não existe mais, me sinto mal. Se eu revivo, na mente, um prazer futuro que não sei se vai existir, me sinto mal. Tudo me faz pensar que eu preciso somente (re)viver o presente.
Voltar de viagem me causa uma sensação muito estranha, sinto como se eu tivesse deixando uma parte de mim pra trás.
Você não tem facilidade de dizer o que sente? Pois eu tenho dificuldade de dizer o que eu não sinto.
Me sinto castigado pelo próprio inferno que busquei durante anos. Achei que eu já tinha sido perdoado. Mas parece que ainda há coisas a pagar.
Às vezes eu me sinto estranho comigo mesmo, de estar sozinho, porque eu vejo o quanto a minha alma transborda coisas, e pensamentos, e sensações, e percepções do momento, que eu imagino que são além do normal. Mas, ao mesmo tempo, estar sozinho com essas coisas transbordando é bom, porque se as coisas transbordam, eu posso pegar nelas. Como tá transbordando essas coisas, eu consigo ver e pegar, e analisar e fazer alguma coisa com aquilo ali. Eu consigo pegar, analisar, e olhar e refletir.
Pra ser um bom artista, sinto que preciso ignorar minha autoimagem, deixando de perceber como as pessoas me percebem. Tenho que abrir mão da autoimagem, pelo bem da própria imagem. Se eu ficar preocupado com a autoimagem, eu abandono a imagem. E vice-versa. E no dia a dia, no relacionamento com as pessoas, eu só preciso me preocupar com a minha autoimagem.
Sinto lhe informar senhora, mas fofoca, mesmo misturada com leite condensado, terá sempre o sabor da destruição.
Me sinto às vezes como uma fábrica de idéias fervilhantes. Mas me falta coragem, fé às vezes, para acreditar que estas podem se concretizar. Isso porque, de bem perto, visualizo minha pequenez.
