Eu sei Dividir os Dons que Deus me Deu
A memória da distante terra,
não ficará distante mesmo
que chamem para fazer
dançar o Deus da Guerra
porque há alguém atento
e verdadeiramente poeta.
Uma ajudinha carinhosa
ao nosso Bom Deus
para encontrar as flores
mais lindas no meio
de tanta poesia para enfeitar
os meus cabelos longos,
Dizem que quando a gente
ama ficamos bobos,
parzinho doce vou formar
com você para dançar
juntinhos carimbó rural
até o Sol do seu amor raiar.
O maniqueísmo que
permitem entrar,
sempre será prelúdio,
para o Deus da Guerra
dançar numa terra
para inteira devastar.
Valorizo religiosamente
a menor trégua que seja
sempre que for preciso,
em nome da necessidade
da sagrada hora de parar.
Em mim e na minha
sacratíssima terra
não desejo e não permito
que o Deus da Guerra
chegue, entre e faça lar,
por isso escolho pacificar.
O Deus da Guerra
sozinho não consegue
nunca parar de dançar;
Por estar ciente disso,
cultivo a sagrada hora de parar.
Por força do destino
onde por oito estrelas
têm a sua régia orientação,
O Deus da Guerra
perderá a sua orientação;
Porque foi ali que a Virgem
deixou a relíquia nas mãos
do Cacique Coromoto
e dele obteve a conversão,
Ali a Via Láctea é mais visível,
e nasceu lugar de pacificação.
(Por mais que uns desejem que não).
Deus ensinou a gratidão
criando a gralha negra,
e a cobrindo com o seu
manto azul como reza
a antiga lenda gentil
deste nosso amado Sul;
Quem dera ser uma
Gralha-Azul enterrando
pinhão e morando
entre as araucárias,
e longe de gente que não
sabe preservar nada,
e tampouco sabe plantar
paz e amor no coração
preferindo viver num
mundo sem reconciliação.
Poema vespertino para Rodeio
Buscar uma fruta direto
do pé da árvore,
Agradecer a Deus
por estarmos cercados
por esta beleza
do Médio Vale do Itajaí,
Escrever um poema
vespertino para Rodeio
com toda a gratidão
por morar aqui e ter
amor por este lugar
no fundo do meu coração
seja no Inverno ou no Verão.
Explicação Gaúcha
Sempre que os anjos
lavam a Cuia do Universo
para o nosso Deus colocar
o Chimarrão de estrelas,
é sinal que aí vem chuva,
Nunca tinha ouvido melhor
explicação do que a gaúcha.
Se ergue a aurora matutina
sobre a Roseira-do-mato
que tanto me fascina,
Peço a Deus que seja
eu mesma a sua menina.
A minha humanidade
de poeta sob a Lua,
não se entrega jamais
ao Deus da Guerra,
com a minha pluma
infinita invoco a paz
e o amor na Terra.
Os livros de romance
devem ser abertos
e as baladas de amor
devem ser cantadas
para que o melhor
para nós permaneça.
Confiante no giro
da orbe celeste,
Vou no ritmo
do peito o nome
do amor derradeiro.
Alijenu não
nos alcançarão,
Acreditamos
na força da oração,
Um só coração
está em Deus,
Nós temos
os pés no chão.
Nesta nossa Terra
Afonjá não quer
ver o Deus da Guerra
alheia por aqui dançar,
Não duvide e não
tente o desafiar.
Rejeito o Deus da Guerra
insinuar a sua dança
seja na minha Terra,
no meu continente
ou em outro lugar
para tirar a paz da gente.
(Poema anti-guerra)
Nadando o Piabanha
contra a correnteza,
Agradeço ao Bom
Deus pela Natureza,
Transformo tudo
o quê vejo em poema,
Quando o amor vier
quero carinho e gentileza.
Honrar a Deus para mim é se crescer nas múltiplas oportunidades de caridade que nem sempre tem a ver com objetos materiais. Deus nos criou para existir, e não para nos anular.
As almas que se vendem
para o Deus da Guerra
acabam enforcadas
pelas próprias cordas,
Em frente como noiva
do futuro com um
profundo zelo para não
deixar que tudo se perca,
Insisto na Primavera
entre meus dedos ternos
e com os pés na terra.
Seguir o curso do rio,
Fazer uma bonita canoa
com Guapuruvu,
Agradecer a Deus por
esta terra tão boa,
Quem sabe um dia ganhar
como prêmio o seu amor,
Na sua companhia dar
risada de tudo e à toa.
O Umbuzeiro é uma
árvore que teve o pedido
atendido por Deus,
Preparei um Doce de Umbu
para alegrar o paladar,
Você com toda certeza
vai adorar e saborear
como quem lê um poema.
A Palavra de Deus, a Cultura e a Comunicação não podem ser negadas a nenhum ser humano e a liberdade também não.
