Eu sei Dividir os Dons que Deus me Deu
Dizer que a falta de resposta para algo se deve a criação de Deus é conhecido como falácia de falsa equivalência.
Esse apontanento é uma crítica a filosofia religiosa que argumenta a divindade de Deus como causa para a existência de tudo que é consciente ou inconsciente, físico ou metafísico...
Só Deus sabe como é difícil estar certo por toda a eternidade.
E só Deus sabe como é difícil estar sempre certo por toda a vida.
Deus perdoa, a natureza nunca e ela é sabia e justa, e nada é sem motivo, assim como todos os dias quando o vento sacode as árvores, move os galhos, para que todas as folhas tenham o seu momento de luz. E é triste pensar que a natureza fala e a humanidade não a ouve. Porque a natureza é grande nas coisas grandes e grandíssima nas pequeninas. E certamente se você olhar bem verá que o mundo inteiro é um jardim, mas a natureza não sabe o que é bom e o que é mau, só entende o equilíbrio e o desequilíbrio . E quando atacada, a natureza não se defende. Só se vinga, porque nem toda a natureza não faz milagres; ele faz revelações nas quais pode suprir todas as necessidades do homem, exceto sua ganância. E a cada dia a natureza produz o suficiente para a nossa necessidade. Se todos pegassem o que precisam, não haveria pobreza no mundo e ninguém morreria de fome. Portanto, não culpe a natureza, ela faz a sua parte. Agora faça o seu.
Algumas ideias reunidas em um único pensamento.
O Grupo de Estudos Espíritas Frederico Figner e Seus Trabalhadores
Agradecemos a Deus, fonte de toda sabedoria e luz, a Allan Kardec e aos Espíritos amigos que, com benevolência e zelo, se comprazem em nos assistir. Pelo amparo que nos oferecem, temos podido conduzir com serenidade, disciplina e sincero propósito de aprendizado as atividades do Departamento de Estudos do Livro dos Espíritos, realizadas todos os domingos, às 17h50.
Nessas reuniões, buscamos compreender, com respeito e dedicação, as propostas elevadas que o Espiritismo nos apresenta, enriquecidas pelas valiosas contribuições e reflexões dos participantes, em ambiente de paz e fraternidade.
“Que é Deus?” — A Primeira Pergunta de O Livro dos Espíritos.
Parte I — Estudo Filosófico e Universal.
Na questão n.º 1 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec formula a indagação que inaugura toda a Filosofia Espírita:
“Que é Deus?”
E a resposta dos Espíritos Superiores ecoa com a simplicidade dos princípios eternos:
“Deus é a Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas.”
A pergunta, aparentemente simples, encerra o âmago de todo o pensamento filosófico humano. Definir Deus é impossível, pois o finito não pode compreender o infinito. Nossa linguagem e nossos instrumentos de percepção são limitados à relatividade da condição humana. O próprio apóstolo Paulo advertia que “as coisas do espírito não podem ser entendidas nem explicadas pelo intelecto”, sugerindo que há uma dimensão supra-racional que apenas a intuição espiritual pode vislumbrar.
Ainda assim, a ideia de Deus é imanente à consciência. Não é uma criação cultural ou um produto do medo, mas uma necessidade ontológica. Sentir Deus é mais importante do que descrevê-lo. Santo Agostinho, em uma de suas mais belas confissões filosóficas, afirmou:
“Quando me perguntam o que é Deus, eu não sei; mas, se não me perguntam, então eu sei.”
Léon Denis, herdeiro do pensamento kardeciano, aprofunda:
“Deus não é um desconhecido: é somente invisível. Não compreendemos, em essência, a Alma, o Bem, a Beleza Moral, que são igualmente invisíveis. Entretanto, sabemos que existem e não podemos escapar à sua influência e deixar de cultuá-los, assim como a Deus, origem de todas as virtudes.”
A analogia é perfeita: o invisível não é o inexistente. Assim ocorre com o átomo, a eletricidade ou o açúcar dissolvido na água não os vemos, mas sentimos os seus efeitos.
Na questão n.º 14 de O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta:
“O homem pode compreender a natureza íntima de Deus?”
E os Espíritos respondem com clareza:
“Não; é um sentido que lhe falta.”
Diante da insistência do Codificador, os Instrutores Espirituais acrescentam:
“Deus existe, não podeis duvidar, é o essencial. Crede-me, não vades além. Não vos percais num labirinto de onde não podereis sair.”
A consciência da existência de um Princípio Superior é, pois, um sentimento inato. Desde os primórdios da humanidade, o ser humano manifesta “apetite pelo divino”, “anseio de transcendência”, uma “sede de sentido” que o diferencia dos demais seres da criação.
Percebendo que há forças além de sua vontade, o homem primitivo buscou explicá-las. Assim nasceram os cultos ao Sol, à Lua, ao Trovão; depois, os ídolos de pedra, os deuses antropomórficos e o politeísmo expressões de uma mesma busca pelo Absoluto. Em todos esses estágios, permanecia a intuição de um Princípio Único, anterior a todas as formas.
A limitação humana em conceber o Infinito levou, naturalmente, ao antropomorfismo: um Deus com traços humanos, com virtudes e paixões. Esse “Deus sentado num trono”, guerreiro e ciumento, ainda sobrevive em muitas crenças contemporâneas. Entretanto, o pensamento espiritual universal transcende tais representações, elevando a concepção divina a um Princípio Inteligente, ordenador e soberanamente justo.
Mesmo o ateu, diante do infortúnio extremo, volta-se instintivamente ao invisível, como se uma centelha da eternidade nele se reacendesse. A Lei de Adoração, presente em toda a humanidade, revela-se como uma expressão universal desse vínculo sagrado.
Kardec ensina que “é princípio elementar que se julgue uma causa por seus efeitos, mesmo quando não se vê a causa”. Assim como um pássaro abatido denuncia o atirador invisível, e um relógio indica a existência de quem o construiu, a harmonia do universo revela a ação de uma Inteligência suprema.
“A harmonia existente no mecanismo do universo patenteia combinações e desígnios determinados e, por isso mesmo, revela um poder inteligente. Atribuir a formação primária ao acaso é insensatez, pois que o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a inteligência produz. Um acaso inteligente já não seria acaso.” (O Livro dos Espíritos)
A grandeza cósmica — do movimento das galáxias ao mundo microscópico testemunha essa Inteligência que ordena e sustenta o ser. Tudo o que é belo, justo e harmonioso reflete o pensamento divino em ação.
Entre os atributos de Deus, a Codificação Espírita destaca: é único, eterno, imaterial, imutável, onipotente, soberanamente justo e bom. E, como ensina o Evangelho, a verdadeira adoração não se faz por símbolos, mas por comunhão interior:
“Importa adorar a Deus em espírito e em verdade.” (João 4:24)
Assim, o estudo filosófico da divindade conduz à experiência íntima da transcendência. Deus deixa de ser uma hipótese e torna-se uma certeza vivida, o fundamento da consciência moral e a fonte do destino espiritual de todos os seres.
Referências:
Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, 1ª Parte, cap. I e 4ª Parte, cap. I.
Kardec, Allan. A Gênese, cap. II.
Denis, Léon. O Problema do Ser, do Destino e da Dor.
Santo Agostinho. Confissões.
Não faz sentido acreditar em Deus unicamente para evitar uma penalidade que sua própria crença ou religião lhe impõe; isso não representa fé verdadeira, mas sim egoísmo, desconhecimento ou temor!
Não é a quantidade de pronomes pessoais que usas diante Deus que faz a diferença, mas quando o pronome certo é pronunciado.
O fariseu usou pronome pessoal EU cinco vezes. O publicano, porém, usou-o apenas uma vez e para se acusar: " Deus, tem misericórdia de MIM, que sou pecador".
Lucas 18.13
Se compadece de mim ó Deus, ajuda-me a continuar na fé que uma vez foi dada aos santos, pois os dias são maus.
Muitos buscam compreender o agir de Deus em sua vida, mas esquecem de confiar em Deus, pois sem fé é impossível agradar a Deus.
Quando a Palavra de Deus desaparece do púlpito, o que se ouve só serve para banhar os esgotos para nutrição das ratazanas.
Os céus proclamam a glória de Deus, diariamente esse mesmo céu me mostra que não pertenço a essa terra que está embaixo de meus pés.
