Eu sei Dividir os Dons que Deus me Deu
Deus é um gato cósmico que observa a humanidade com tédio metafísico, então ele empurra o universo da mesa só para ver o caos cair e só se manifesta quando sente aquele velho apetite por adoração.
Deus não precisa de dinheiro, mas o diabo precisa, pois ele adora luxo. Se o coisa-ruim existe, ele está vestindo terno importado no altar, rindo da sua cara enquanto você financia o inferno na terra achando que está comprando um lote no céu.
Se deus não pode interferir no livre-arbítrio, mas o diabo pode, então a conclusão é inevitável: o único ser verdadeiramente onipotente é o diabo, pois é o único capaz de interferir na vontade humana!
Sou contra a psicopatia, por isso jamais adoraria um deus que resolveu matar a humanidade cometendo genocídio por afogamento, que testou a obediência exigindo que um pai sacrificasse o próprio filho, que podia simplesmente perdoar pecados mas preferiu um ritual de tortura e execução pública, e que transformou sofrimento humano em método pedagógico.
Ao afirmar que sem deus a realidade não tem nenhum sentido, a base do niilismo se torna a necessidade de uma concepção de significado sobrenatural herdada de uma tradição religiosa
Para um crente, deus é verdade; Nietzsche absorveu esse preconceito religioso, pois ele sempre afirmou que a morte de deus é a morte da verdade
No cristianismo o machismo começa quando deus é pai e o seu filho é também um homem! Numa religião onde o divino é homem, o resto é inferior e submisso.
DEUS NÃO É AMOR
1. O amor é uma relação direta entre humanos (e requer provas e atitudes).
2. Deus não se relaciona diretamente com seres humanos (não há provas de fala direta).
3. Logo, Deus não é amoroso (ou não há provas do amor divino).
A fé num deus que orquestra o mal cotidiano é a maior obscenidade intelectual, uma ilusão que mascara a crueldade inerente à natureza, tornando os crentes escravos dum monstro invisível que ri do sofrimento humano enquanto finge benevolência.
Se tirar "deus" e as religiões sobra o que do ateísmo? Ainda sim sobra uma cosmovisão materialista e humanista, mas se tirar "deus" do teísmo sobra o que?
A crença em deus não eleva o homem, apenas o acorrenta ao medo eterno, transformando a liberdade em escravidão voluntária.
Se deus de fato existisse e tivesse um pingo de amor-próprio, ele processaria as igrejas por calúnia e difamação. Afinal, ninguém destruiu tanto a reputação divina quanto o fanático que usa o nome dele como combustível para incendiar a vida do próximo. A religião não é o caminho para o céu; é o muro que os odiosos construíram para dividir e controlar a sociedade.
