Eu sei Dividir os Dons que Deus me Deu
Meus amigos eu já nem sei quem são, você eu já não vejo a um tempão
De verso em verso, de refrão em refrão, de minuto em minuto eu fiz essa canção.
Momento lindo que ficou na memória, você pra mim entrou na história, momentos marcantes, formas excitantes, Penso em você a todo dia a todo instante.
Um cara imperfeito que você visualizou um homem perfeito que você sempre sonhou, um cara imperfeito que você
Nunca odiou, um homem perfeito que você sempre amou, menina linda com cabelos ao vento, minha vida e você, lutei
Contra o tempo, lutei com amor, lutei sem noção, e por isso que pra ti dedico essa canção.
Eu abraço sempre as pessoas de quem tenho apreço. Não sei se isso significa algo para elas, mas para mim faz uma grande diferença. Mostro que não sou inimigo nem alguém sinistro, mas deixo claro que isso não é sinal de fraqueza. Pelo contrário: é minha maior demonstração de força.
O gesto de abraçar carrega um poder silencioso. Ele comunica vulnerabilidade, mas ao mesmo tempo confiança e autenticidade. Abraçar não é submissão; é a expressão de alguém seguro o suficiente para mostrar humanidade e proximidade. A verdadeira força muitas vezes se revela na capacidade de se conectar sem medo, de humanizar relacionamentos e de transmitir segurança sem recorrer à intimidação. Nesse sentido, o abraço é um ato de coragem e autoridade emocional.
A minha vida é um grande livro de histórias. E eu sei que, na página do seu nascimento, o meu capítulo terá que se encerrar. Mas, em vez de fechar o livro para sempre, eu me transformarei em uma estrela na capa, para que eu possa, de lá, brilhar e iluminar todas as páginas que os meus quatro outros filhos irão escrever. O meu último suspiro de vida será a primeira e mais bela respiração de uma nova vida. E a minha ausência, no chão, será a luz que os guiará no céu.
Às vezes, o silêncio é mais forte do que qualquer palavra.
Eu sei do que vi, do que senti, do que vivi... e, ainda assim, escolho calar. Não por falta de coragem, mas por excesso de dignidade.
Enquanto você dorme em paz acreditando que sua imagem está intacta, lembre-se: sou eu quem guarda, no peito, um oceano de verdades que poderiam afundar o seu nome.
Eu com certeza não quero experimentar a tranquilidade de um dia sem pensar em você, porque aí sei que talvez não voltarei a sentir mais. Prefiro viver a completa agonia do dia a dia de me preocupar com o que você está pensando, fechar os olhos e ver você nas cenas claramente impiedosas que a minha mente insiste em trazer de volta ao centro de meus pensamentos e, como se não bastasse amar a tal ponto, me perco totalmente na ideia de um sono tranquilo quando em algum momento da noite meu corpo decide que talvez criar um cenário que não existe e nunca existiu, me faça acreditar em algo.
Eu vivo um filme de romance, todos os dias, desde o acordar até o adormecer e quando meus olhos finalmente se fecham para o descanso, me vejo sonhando e lutando para acordar, todos os dias, mesmo que meu corpo saiba que não fará diferença estar dormindo ou acordada pois em ambos momentos estarei vivendo voce.
Mas, eu sei que além do arranha-céu, além do temporal, posso ver que não há nada igual do que o paraíso ou seja lá o que for isso.
Surfando em ondas de ilusões posso ver bem mais do que a ambição e que neste mundo vázio, existe algo bem mais que a solidão.
Danilo Strada
Gosto do serrado, onde tem muita neblina; gosto do tempo de frio, assim como eu me arrupeio, sei que algo tocando em mim, bem provável que meu anjo da guarda me protege, que dá aquele frio
APARECIDA
Eu vou contar a história
Que o meu compadre contou
Eu não sei se é verdade
Ou foi ele que sonhou
Na província de São Paulo
Lá pras bandas do interior
Tinha um rico fazendeiro
Só que era malfeitor
Além da grande fazenda
Era um grande escravagista
Tinha uma bela escrava
Pivô da sua conquista
Por não ceder seus caprichos
O homem tirano e frio
Mandou cortar-lhe a cabeça
E jogar dentro do rio
O corpo da bela escrava
Dentro do rio afundou
Com a friagem da água
Seu corpo petrificou
Foi descendo rio abaixo
E numa curva parou
Até que um dia caiu
Na rede de um pescador
Foi aí que os escravos
Aquela gente sofrida
Construíram uma capela
Pra aquela imagem querida
Onde fazia orações
Ao Eterno Deus da vida
Pois aquela bela escrava
Se chamava Aparecida
Francisco Garbosi
Eu me contento com a nossa amizade, porque sei que são altas as possibilidades de você nunca me olhar do jeito que eu desejo que me olhe.
Eu estou aqui se for preciso aguentar por nós dois.E eu sei, confio em ti.Quando me sorris, não finges, Não preciso esperar mais tempo. Eu sei que chegou a hora de partilhar o meu sangue.E eu sei, em ti confio
Quando sorris, nunca é vazio.
Não preciso esperar mais nada,
Chegou a hora de dar-te a minha alma.Prometi ao teu pai cuidar da filha querida,
Agora és da minha família, e Deus sabe o quanto amo a minha vida.Se o mundo nos inveja, deixa estar
Se não entendem, não precisam amar.
Se a dor vier, divide comigo,
Carrego por nós, fico sempre contigo.Fecha o coração a quem não quer o nosso bem,
Porque o nosso amor vai durar além.Desde o primeiro olhar, eu logo percebi. És tu, a escolhida do meu coração, a rainha que partilha a minha vida. Cego pelo amor que sinto por ti
Duro como a pedra, tu, minha mulher, és a chama que faz parte da minha carne.
Passar a eternidade ao teu lado é o meu desejo mais profundo.
Quero que sejas a mãe dos meus filhos,Não digas que exagero . Lembra-te de todos esses "amo-te", Lembra-te daquelas noites junto a mim. O calor do teu corpo reacendeu a minha alma.A tua pele dourada reacendeu a chama porque quando não estou contigo essa chama é bem fraca. Doce como o mel, beijarei o teu corpo,
Eternos seremos, tu e eu até à morte.Lembra-te dos nossos sonhos, das nossas promessas, minha deusa.Hoje já nada me assusta.
Cupido não existe. Foste tu que me atingiste bem no coração eu te amo para sempre ❤️
A fórmula para ser feliz eu não sei, mas se quiser ser infeliz, basta privatizar seu bem- estar. Esperar sempre que os outros te cuidem,te consolem ou façam curativos no seu coração. Antes de exigir amor, ame- se! É difícil ficar bem sendo abandonado pelos outros. Mas é impossível, quando você se abandona.
Eu tenho medo de amar
Eu tenho medo de amar,
Sempre que amo, me dói
Não sei viver um amor leve e feliz
Quando amo, amo intensamente,
Tão intenso que dói
Mas eu gosto
Gosto da sensação de ser pequeno
Pequeno perante o amor que desenvolvi
Amor que sempre corrompe
Me deixa um vazio enorme
Só a quem dediquei o amor preenche esse vazio
O problema de amar intensamente
E se entregar de corpo e alma
É quando não nos corresponde
A única coisa que resta é o vazio e a dor
O vazio que corroe o coração
A dor que dói a alma.
Eu tenho medo de amar
Amar e não ser correspondido
O vazio já se fez presente tantas vezes
Que sinto não ter mais nada para partilhar
A dor já me solou tantas vezes
Que já nem dói tanto
Ainda assim me apavora pensar em amor
Em viver tudo novamente.
Agora eu sei que sou um estepe momentâneo
e não posso te culpar
Você avisou eu não quis escutar
Mas eu gostaria de dizer que
Você perde uma pessoa incrível
que faria de tudo por você
que queria estar ao seu lado
e jamais te trairia ou quebraria sua confiança
Eu não sei muito sobre ser, pois a cada esquina têm uma versão para a criação do que somos, ligo nos tornamos e só então paramos sem saber qual melhor ser? Como saber que meu melhor é o ponto de vista correto para minha realidade? Quem definiu que tem o melhor/Pior e não uma alternativa de ser? Como saber o lado que daria certo ou o que daria errado pra depois da certo? Como saber?
Meu Cavalo Barbicacho
Eu sei que muitos não entendem
Mas aqui hei de contá-lo
O que faz o gaúcho
Gostar tanto do cavalo
Essas cosa vem de guri
Criado nas camperiada
Arrastando alpargata
Bombachita arremangada
Vem também do ensinamento
Da Mãe e do velho pai
Das cosa da fronteira
Da Argentina, Uruguai
Mas pra mais claro entender
Me busco longe a memória
Pra contar de um cavalo
Que fez parte da minha história
Eu ainda muito cedo
Meu pai ainda em vida
Tinha ofício de peão
Eu acompanhava na lida
Nasceu um dia na estância
Que criamo feito guacho
A mãe parindo morreu
Pus o nome de barbicacho
Onde eu ia me seguia
No rancho, mangueira galpão
E com ele eu me entendia
Ele entendia meu coração
Ja um pouco crecido
Me deixava eu montar
Ia com ele pra escola
Me esperava até eu soltar
E quando voltava pras casa
Nós vinnha cantando facero
Dos amigo que eu tinha
Ele era o primeiro
O tempo foi passando
E nos crescendo na idade
E quanto mais passava o tempo
Mais crecia a amizade
Acabei domando de baixo
Mas tinha que enfrena
Pedi pro peão da estância
Cuida ele pra não judia
Nem bocal precisou
Aceitou o freio solito
Eu fui lidando com ele
Dando função despacito
Meu pai ficou muito enfermo
Se fumo la pra cidade
E meu cavalo ficou
Com ele minha saudade
Depois na faculdade
Fizeram eu estudar
E lembrava do meu cavalo
Que jurava um dia buscar
Voltei ainda umas vezes
Meu amigo visitar
Tinham largado pra várzea
Só de longe pude olhar
Naquele ano meu pai
Que já vinha adoentado
Nao aguentou o tirão
E sei foi pro outro lado
E junto com meus estudo
Eu tive que trabalhar
Pra ajudar nas despesas
E minha mãe sustentar
E o grande dia chegou
Pra vida não ser mais dura
Um doutor veterinário
Era minha formatura
Agora ja formado
Com a profissão eu consigo
Podia cumprir a promessa
De buscar meu velho a amigo
Já tinha tudo ajustado
Até cocheira construi
Só faltava ir buscar
Meu amigo de guri
Levantei naquele dia
Radiante em felicidade
E disse pra minha mãe
Vamos buscar ele pra cidade.
Chegamo na velha estância
Onde meu pai fora peão
E vi minha mãe chorando
De tanta recordação
Pedi licença na entrada
Pra falar com o capataz
De pronto nos recebeu
Podem entrar no más
Depois de um dedo de proza
Falei da minha razão
De voltar na velha estância
Entrar naquele galpão
Eu vim buscar meu cavalo
Meu amigo nunca esqueçi
E hoje ele vai comigo
Conforme eu prometi
O capataz me olhou
Mirando meio de baixo
Eu de pronto! peça um peão...
Pra trazer o barbicacho
E num instante silente
Me pedindo pra eu sentar
Me perdoe, a fraqueza
Mas não podes mais levar
E sem meio entender
Retruquei inconformado
O cavalo é da minha posse
A mim me foi regalado
Com meu pai ainda em vida
Aqui criei ele guacho
Todos sabem da história
Minha e do barbicacho
E já com os olhos aguado
No meu ombro a mão estendeu
Lamento mas a verdade
O teu cavalo morreu
Mas como, de que maneira?
A mim ninguem avisou
Sabiam que eu voltaria
E nem tanto tempo passou
E o capataz rude homem
Me deu a grande lição
O tempo pra alguns e largo
Pra outros se conta na mão
A saudade, adoece
Quando se tem a distância
O tempo lá da cidade
Não é o mesmo da estância
As vezes do fundo do campo
Ele vinha e relinchava
Depois voltava a passo
E mais um tempo esperava
Até que um dia um peão
Notou que não vinha mais
E foi recorrer o campo
Aos cinco meses atrás
Encontrou ele já triste
Jogado junto ao alambrado
Morreu no outro dia
Na várzea foi enterrado
Num pé de curunilha
Deixamos a marcação
Podes ir até lá
Fazer uma oração
Quem sabe ele aguarda
De ti uma despedida
E te espere mais um pouco
No outro lado da vida
Meu coração se partiu
Sem querer acreditar
Deixei meu maior amigo
Morrer de me esperar
Naquela várzea sem fim
Me ajoelhei no campo largo
Pedi perdão ao amigo
Que até hoje saudade trago
E assim fica explicado
Nessa payada pra contá-lo
Quem é gaúcho entende
A amizade um cavalo.
Renato Jaguarão.
