Eu sei Dividir os Dons que Deus me Deu
Prisioneira me sinto dessa paixão
que desnorteia meu horizonte
que outrora tinha o norte
onde eu podia me orientar.
Na solidão junto aos meus pensamentos vou ao encontro de meu eu que perdi quando em desarvorada correria fui parar, ao que achava ser, o mar calmo que poderia abrigar as ondas quentes de meu coração.
Não preciso de ninguém fazendo exageros por mim, o que quero e me faz falta é de alguém que eu possa compartilhar o que sou. Preciso ser eu.
Eu senti como o vento balançando a árvore,
mas mais forte... o vento deslocado em
redemoinho gigante, assim...
Me achei tão pequeninha e balancei, e tremi...
depois passou, acordei.
Nas pegadas que vão ficando em meu caminho, há o sentimento de que foi tentado o melhor que eu poderia e dado o melhor que havia dentro de mim.
O que tenho não é só meu porque o que é meu é teu...
Então não tenha medo porque eu sempre olharei por você.
Sobre caridade:
Cada vez mais eu me convenço que o lindo de dentro se externa, refletindo e revelando a beleza por fora.
Quando parei de sentir pena de mim, conheci uma outra pessoa me habitando. E percebi o quanto eu me bastava.
Quando parei de sentir pena de mim, visualizei todo um outro universo em que eu podia relaxar, ficar feliz e agradecer minha existência.
Quando parei de sentir pena de mim me senti inteira.
Adorava o natal, eu podia usar roupa nova... nunca vou esquecer um chapéuzinho que mamãe fez. Fui a missa com um sapatinho de verniz que brilhava... Deu início assim a saga de menina por seus objetos de consumo....
Os gatinhos eram tão lindinhos, eu corria atrás e não alcançava, pulavam o muro e desapareciam. Muito diferentes daqueles que na televisão eu via, tão grandes... me deixavam fascinada.
E o cansaço era grande, mas como eu gosto de criar levezas, abandonei o que não tem valor e segui criando a beleza que se encontra na vontade de ser feliz.
Navego eu, navega você, navegamos nós nesse mar infindo, na galeria de oportunidades que nos surpreende a cada instante. O sopro de vida é que nos chama a pegar no remo e remar.
Cor de rosa é a vida! Eu digo que é... a cor não está no dia, está em você. A aquarela tem todas as cores. Há dias frios, há dias feios, há dias difíceis de se viver... mas a cor tem de vir de você.
Flutuando eu estava porque nada me pesava, a mente leve e a alma a voar. Tinha a impressão de que ficaria alí para sempre entre a felicidade e o bem estar.
Então eu vou colorindo o dia porque quando ele nasce cinza a responsabilidade de fazê-lo ganhar cor é minha.
O sentimento nasce em mim, e eu tenho a possibilidade de criar o que eu quiser. E eu quero amor... vibro no amor... creio e vou em busca do amor.
Quando eu era bem pequena
Achava que a lua era brinquedo
Que o sol aparecia para eu levantar
Que as estrelas eram donas do céu,
Mas o que eu gostava muito
Era de na chuva brincar.
