Eu sei Dividir os Dons que Deus me Deu
Sempre ganho beleza
Quando tocada pelo sol.
Pudesse eu vagar
E mover-me com asas,
Ultrapassaria obstáculos
Sem que a dor me atingisse.
Rejeito todo amargor e acidez
Venha donde vier
Guio-me apenas pela doçura.
Não me ofereçam flores depois de eu morrer
É agora a altura para as receber!
Não me digam que me amam quando morrer
É agora que eu preciso de me sentir amada!
Não deixem de me dizer que errei,
Eu ainda estou aqui!
Não me peçam perdão depois,
Porque quando eu partir, já perdoei!
Não me digam depois que têm saudades,
Aproveitem enquanto eu não partir!
Lágrimas de remorso não me vão ressuscitar!
Vem,
A nossa alma é só uma,
Não desisto de ti meu amor
Eu aprendi a esperar-te
No momento certo.
Aí,ambos saberemos que valeu a pena!
Se eu tratasse todos igual, estaria fingindo que não via a desigualdade!
Cada um tem as suas limitações e necessidades.
Vem segredar os Teus mistérios em meus ouvidos, assim eu entenderei melhor a minha alma e o propósito da minha vida por aqui!
Se eu pudesse pegar no colo a menina que eu fui, ia cobri-la de tanto carinho e compreensão!
O encontro hoje com outras crianças, trazem-na de volta, com liberdade de brincar e sorrir, ser feliz como nunca a deixaram ser!
As dores de crescimento doem toda a vida!
Há tantas lágrimas que ela não chorou e que hoje facilmente transbordam, como um tanque cheio, onde o sofrimento não cabe mais!
Ninguém pode tocar nas feridas da menina...
❤
Eu não sou o que pareço, quando à noite me analiso, vejo a diferença bela e sensível que levo o dia a proteger.
Eu cheguei a pensar tanto em você, que quase me perdi de mim.
Era um amor desbravado, selvagem, sem fronteiras, sem mapas, sem bússola.
Um sentimento que queimava como fogo em noite fria,
mas que nunca encontrou abrigo no calor dos seus braços.
Você não ofereceu nada, e mesmo assim eu dei tudo.
Dei meus sonhos, minhas horas, minha pele e minha alma.
E no silêncio da sua ausência, descobri que amar sozinho
é como dançar no vazio: belo, mas doloroso.
Ainda assim, há doçura nesse caos.
Porque mesmo sem retorno, meu coração aprendeu a voar.
E se amar você foi loucura,
foi também poesia — aquela que sangra, mas floresce.
