Eu sei Dividir os Dons que Deus me Deu
Eu mim vi na cordilheira da solidão, abandonado amordaçado esquecido longe dos teus pecados que foram a minha felicidade, largado nas espumas do oceano furioso varrendo a saudade de você que alegrava maus momentos bons, teu cheiro ainda mora em meus pulmões.
Olhando em teu olhar eu te falo, eu quero você em minha vida feiticeira linda, mulher encantadora de beleza extravagante, vem desbravar minha timidez suave com tua fúria escandalosa devastadora, eu quero você em minha vida vivida.
O comportamento de teatro não é o que eu esperava de você, eu te quero natural sem regras sem máscara pra eu ter você de verdade, mulher a tua força conquistou este guerreiro solitário viajante que hoje está amparado em você.
Eu vejo a vida diferente, a pontes que levam a outros atrativos envolventes diferentes se nenhum deles estiver ligado a mim, volto ao começo quantas vezes for necessário até eu me concentrar com o meu melhor.
Meu amor por você cresce sem limites até chegar a te, não a rotas que vai desviar até eu te encontrar, para juntos vê o por do sol.
Eu não posso questionar sofrer nem lamentar quando o assunto é, o que o ser humano fez e faz com o próximo ser humano vivendo no próprio caos.
Eu lutei o suficiente para mudar uma fase ruim, após vencer não vou permitir voltar ao pântano outra vez.
Podem ver todos os dias eu chegando do trabalho sujo cansado porém feliz, graças aos céus o trabalho me edifica eu não preciso pedir nada a ninguém.
Eu queria poder lhe dizer tudo que você deseja escutar, embora você não possa escutar da mesma forma eu não posso te falar tudo que você deseja escutar.
O amor não é só eu dizer te amo, ele é bálsamo que cura sem beber remédio, é um universo fraterno que nos envolvem em transformação para conhecer o amor.
Eu queria te dizer que a amo, mas tua ausência cala o que o coração grita, e minha voz se perde onde você não habita.
Eu, que tantas vezes me esqueci de mim, num espaço vazio, agora me abraço e aprendo a viver a alegria.
Se eu pudesse escrever o amor que tenho por você, não caberia na lista dos desejos mais profundos meu amor.
Eu me acostumei, mas não sou obrigado a viver uma situação oposto, se o fardo pesar demais, troco por outro adequado, não carrego o que não me convém nem por te nem por mim, não sou amarrado a ninguém.
O vazio passou,
nem notou meu canto
lá estava eu, jururu,
sem reação, sem encanto.
Aqui, o vazio não fala,
não diz palavra,
nem acena um olá.
Na imensidão,
o frio não tem piedade
assola o corpo,
sem ninguém,
sem metade de nenhuma metade.
Na travessia do tempo, eu te esperei. O instante passou — talvez um adeus. As fantasias que um dia governaram o peito ficaram suspensas no tempo, sem chance de redenção.
Eu não corro atrás — não há necessidade de tal atitude.
Antes, me doei por inteiro, fiz o melhor de mim.
Minha dedicação foi tamanha que transbordou na tua vida.
Hoje, o que te resta é a saudade do capricho que um dia te acalentou.
Mas acabou.
Passou o tempo do amor que te ofereci.
Agora é adeus.
Minha declaração será forte, franca, humilde.
Não escondo, não disfarço, eu te amo.
Queria transformar essas palavras em melodia singela,
e nela cantar tudo que por ti.
Eu tentei correr enumera vezes o corpo exausto travou na subida, olhei para trás vi o tempo esperando por mim.
