Eu sei Dividir os Dons que Deus me Deu
Nenhuma expectativa de passado me seduz mais, porque eu tô onde eu gostaria de estar.
Esse é o amor pela vida e pelas nossas escolhas.
Se um dia eu ficar bom no que eu faço, não será à toa. Vai ter sido graças a todas as pessoas boas que me cercam.
Minha mente não é tão simples assim. Alguns dias são mais difíceis. Mas onde eu não puder ir, minha arte vai chegar lá.
Eu amo escrever arte, mas às vezes a sensibilidade soa como um alarme, que não tem como desativar. Não tem como fazer parar. Parece uma igreja quando o sino começa a tocar, às 9 da manhã. Quem dera pra isso eu também tivesse um sono tão pesado, que não me fizesse acordar de manhã. Tantas coisas que sem isso talvez eu não precisasse pensar.
Eu vejo a escrita como um trabalho que, independente de qualquer coisa, eu tenho que realizar. Inevitavelmente.
Como que eu vou me sentir um salvador, se em alguns momentos eu mesmo quase não consegui me salvar?
Às vezes eu me sinto estranho comigo mesmo, de estar sozinho, porque eu vejo o quanto a minha alma transborda coisas, e pensamentos, e sensações, e percepções do momento, que eu imagino que são além do normal. Mas, ao mesmo tempo, estar sozinho com essas coisas transbordando é bom, porque se as coisas transbordam, eu posso pegar nelas. Como tá transbordando essas coisas, eu consigo ver e pegar, e analisar e fazer alguma coisa com aquilo ali. Eu consigo pegar, analisar, e olhar e refletir.
Eu percebi como sozinho eu vejo as coisas transbordando de dentro de mim. Como transborda o que eu tenho de pensamento, de sentimento, e sensação e percepção. E com aquilo que tá transbordando, eu preciso fazer alguma coisa.
Eu gosto de ter as minhas reflexões, de refletir, de ter a sensibilidade, mas o que eu tenho que trabalhar, e o que eu já venho trabalhando, é isso: por mais profunda que seja a reflexão, que não seja algo que me leve pro fundo.
