Eu sei Dividir os Dons que Deus me Deu
É como se eu não tivesse nenhum motivo pra ser feliz, é como se você tivesse levado embora todos os meus motivos,toda a minha felicidade.
Meu espírito preza pela liberdade e meu corpo corresponde, tanto que eu não consigo dormir de conchinha, não gosto de me sentir sufocado.
Eu nunca vou me deixar te esquecer, confundido um com o outro por você. Então me desculpa se eu te decepcionei.
Muitos acham que faço estrelismo, mas na realidade eles não sabem que o que eu gosto eu faço, se chama atenção ou não, é uma questão de opinião individual de cada um, meu ponto final é o que importa.
Coração: - Porque você fica a falar com estas estrelas tolas? Elas não te respondem..
Eu: - É que me cansei de ouvir você e só me machucar. Quem sabe se eu me ocupar falando com estrelas paro de te escutar!
Quando eu sorrir,
Me chama pra te seguir e ser tua assim, sem prega nem laço.
O que quero é permanecer em teu encalço, sem praguejar.
Solto meu cabelo e o que te invade é meu cheiro
e tua alegria é completa estando assim, tão perto de mim.
– eu te contento,
Te preencho,
Te invento,
Te isento de qualquer tristeza.
Dorme em mim,
Me faz teu cobertor, teu manto carmim.
Festeja em minha boca a vitória, a conquista – sou tua,
Arisca - me mordisca,
Me acelera o batimento do coração.
Te chamo – venha, do contrário não há perdão
E te contenta nesse nosso emaranhado de sentimentos loucos.
Casamento?
Pensei em ti, como antídoto de solidão.
Me convida para dançar,
Eu pego tua mão e já não somos um – mas vários sonhos reunidos.
E flutuamos duma nota a outra de melodia, e nossos pés já não tocam mais o chão.
Sinto o perfume das madressilvas,
das rosas desabrochando vida –
pingando cores no borrado que vejo passar por mim quando rodopio em seus braços.
Meu buquê?
No meu abraço
Enlaço-te de uma ponta a outra.
Mordisca minha boca nesta cama tão imensa!
A festa já acabou,
A minha trança se desfez e o que anseio é uma noite carregada de suor e suspiro – sou sua de vez.
Sim, casamento.
Eu já tentei a liberdade algumas vezes.
Já brinquei de voar e fui tocada pelo vento –
Já abri os lábios para comer nuvens de algodão doce
E sentir o sabor tênue de lágrimas de chuva.
Mas o que faz meu coração ser realmente livre
É estar aprisionado ao teu som, impaciente pela casa;
É estar colorido dos matizes do teu riso, mesmo riso de mau humor depois de um dia cansativo no trabalho;
É saber-me tua, de algum modo.
É ter a lua bem debaixo dos pés no teu céu estrelado
– olhos semicerrados cantando-me cantigas de embalar o sono.
