Eu sei Dividir os Dons que Deus me Deu

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Tudo tem sentido, e ao mesmo tempo, nada tem sentido.


O sentido é aquilo que eu invento e me convenço de ter sentido.


Se eu me convenço de que o sentido é não ter sentido, então não terá sentido nenhum;


Se eu me convenço de que o sentido é ter sentido, então terá todo sentido.


O que eu escolho ver como sentido? É o que eu escolher ver como sentido, e mesmo que eu diga para mim mesmo "nada tem sentido", já estou criando um sentido nisso.


A escolha é minha.

Tudo é como tem que ser. Se fosse diferente, não seria assim. E o que eu vejo e entendo depende de como escolho olhar para as coisas. O que vejo no mundo vem de dentro de mim. Se algo não acontece, é porque não deixei que fosse. No fim, tudo depende de como eu escolho enxergar e viver.

Dentro da minha cabeça, a única pessoa que consegue me ajudar sou eu mesmo.

O sentimento que eu gostaria de viver, mas tenho medo de viver, é a vida que eu devo viver.

O outro é apenas um espelho daquilo que eu preciso enxergar em mim.

"Eu sou aquilo que você quer que eu seja."

O sentimento me guia,
A mente me controla,
A alma sou eu escolhendo.

Para eu entender o outro, eu tenho que me entender.

A vida é leve, um alívio, é solto, é livre;
O peso é só o que eu tento controlar, apegar, segurar, manter, prender.

O que me faz verdadeiramente importante é a importância que eu dou a mim.

Todo problema no sentimento faz parte da interpretação de um problema que eu mesmo criei na minha mente.

Tudo que eu procuro na vida está dentro do meu peito, no sentimento.

De todos conselhos que já ouvi do que devo fazer na vida, o melhor foi eu ter ouvido meu próprio sentimento.

Eu sou essa sensação de realidade vivo dentro desse corpo.

Desde que nasci, eu nunca saí de dentro de mim; porque me iludir então, vivendo para o mundo longe de mim?

Eu sou essa sensação de paz;
A angústia é apenas quando nego quem sou.

Neste pequeno texto, existe o início e o fim. O início do texto, o fim do texto, que é quando eu concluir o mesmo, e a passagem, que é a passagem em que está passando, lendo o texto no agora...


Em referência, é como a vida: o nascimento é o início, a vida é a passagem, e a morte é o fim.


Só que perceba: indiferente de quantos pontos finais dê, nunca é o fim, porque esse texto pode ser modificado, transformado quantas vezes quiser, pela minha mente, por em um papel, em uma parede, por na mente de alguém através do que lê, ou por qualquer coisa. Então, não existe um fim, nem um início, já que eu posso mudar o início e também o fim. A vida é transformação, eternidade, já que, mesmo colocando um fim nisso, eu posso transformar, ler esse texto, essa vida, quantas vezes eu quiser...


A morte nada mais é do que a transformação do fim para um início do agora.

Interpreto o que eu quero, quero interpretar isso.

Primeiro, eu escuto;
Segundo, eu entendo;
Terceiro, eu falo.
Se a ordem é ao contrário disso, ninguém se compreende.

Eu sou a ação do sentido que eu crio.