Eu Prefiro ser essa Metamorfose Ambulante
Ser poeta é sentir o mundo girar, tocar o céu sem tirar os pés do chão, observar os detalhes que passam despercebidos a um angulo comum de visão. Ser poeta é não se preocupar tanto em entender a complexidade lá fora, e se dedicar na resolução da bagunça que ocorre por dentro. O amor é uma fábrica de poetas, pois nada se escuta, nada se entende, mas no fundo, uma pessoa sabe muito bem o que sente. Poesia não é rima. Não é uma estrofe bonita, é transformar um sentimento terrível em um texto admirável.
É Preciso
É preciso furar o nevoeiro
é preciso espreitar além do escuro
é preciso ser forte e ser inteiro
é preciso ter crença no futuro.
É preciso tentar chegar primeiro
é preciso ser livre e ser seguro
é preciso ver longe e ser certeiro
é preciso arriscar saltar o muro.
É preciso ser lúcido e sonhar
é preciso ter asas e voar.
Cazuza disse: “Nunca cometa o mesmo erro duas vezes. A não ser que tenha sido bom.”.
Então deve ser por isso que eu vivo insistindo em nós.
Não tenho quase nada, mas possuo o que muitos talvez não tenham: o prazer e a gratidão de ser feliz!
Qual é a natureza do ser humano? Qual é a melhor maneira de viver? Como viemos parar aqui? E o que será de nós quando não existirmos mais?
"Se a existência de Deus, se a imortalidade da alma não fossem senão sonhos, ainda assim seriam a mais bela de todas as concepções do espírito humano".
Quando a esquerda chega ao poder, não usa as razões pelas quais chegou. A esquerda deixa de o ser muitas vezes quando chega ao poder e isso é dramático.
A sabedoria popular nos ensina que há sempre um aprendizado a ser recolhido depois da dor. É verdade. As alegrias costumam ser preparadas no silêncio das duras esperas. Não é justo que o ser humano passe pelas experiências de calvários sem que delas nasçam experiências de ressurreições.
Por isso, depois do cativeiro, o aprendizado. Ao ser resgatado, o sequestrado reencontra-se com seu mundo particular de modo diferente. A experiência da distância nos ajuda a mensurar o valor; e o sequestrado, depois de livre, mergulha nesta verdade.
Antes da necessidade do pagamento do resgate, da vida livre, sem cativeiro, corria-se o risco da sensibilidade velada. A vida propicia a experiência do costume. O ser humano acostuma-se com o que tem, com o que ama, e somente a ruptura com o que se tem e com o que se ama abre-lhe os olhos para o real valor de tudo o que estava ao seu redor. As prisões podem nos fazer descobrir o valor da liberdade.
As restrições são prenhes de ensinamentos. Basta saber parturiar, fazer vir à luz o que nelas está escondido.
A ausência ainda é uma forma interessante de mensurar o que amamos e o que queremos bem. Passar pela experiência do cativeiro, local da negação absoluta de tudo o que para nós tem significado, conduz-nos ao cerne dos valores que nos constituem.
O resgate, o pagamento que nos dá o direito de voltar ao que é nosso, condensa um significado interessante. Ele é devolução. É como se fôssemos afastados de nossa propriedade, e de longe alguém nos mostrasse a beleza do nosso lugar, dizendo: “Já foi seu; mas não é mais. Se quiser voltar, terá que comprar de novo!” Compramos de novo o que sempre foi nosso. Estranho, mas esse é o significado do resgate.
Distantes do que antes era tão próximo, recobramos de um jeito novo. Redescobrimos os detalhes, as belezas silenciosas que, com o tempo, desaprendemos a perceber. A visão ao longe é reveladora. Vemos mais perto, mesmo estando tão longe. Olhamos e não conseguimos entender como não éramos capazes de reconhecer a beleza que sempre esteve ali, e que nem sempre fomos capazes de perceber.
No momento da ameaça de perder tudo isso, o que mais desejamos é a nova oportunidade de refazer a nossa vida, nosso desejo é voltar, reencontrar o que havíamos esquecido reintegrar o que antes perdido ignorado, abandonado. O que desejamos é a possibilidade de um retorno que nos possibilite ver as mesmas coisas de antes, mas de um jeito novo, aperfeiçoado pela ausência e pela e pela restrição.
Depois do resgate, o desejo de deitar a toalha branca sobre a mesa, colocar os talheres de ocasião sobre mesa farta. Fartura de sabores e pessoas que nos fazem ser o que somos!
Refeição é devolução! Da mesma forma como o alimento devolve ao corpo os nutrientes perdidos, a presença dos que amamos nos devolve a nós mesmos. Sentar à mesa é isso. Nós nos servimos de alimentos e de olhares. Comungamos uns aos outros, assim como o corpo se incorpora da vida que o alimento lhe devolve. A mesa é o lugar onde as fomes se manifestam e são curadas. Fome de pão, fome de amor!
Depois do cativeiro, a festa de retorno, assim como na parábola bíblica que conta a história do filho que retornou depois de longo tempo de exílio. Distante dos nossos significados, não há possibilidade de felicidade. Quem já foi sequestrado sabe disso. Por isso, depois do sequestro, a vida nunca mais poderá ser a mesma.
Não sou nada, apenas uma pessoa que quer Amar e ser Amada e ser FELIZ. O resto é um complemento natural que se segue as minhas atitudes
Nada lhe pertencia, a não ser os poucos centímetros cúbicos no seu crânio.
Melhor você ser sincera comigo, não mentir, não usar palavras contraditórias, não mim decepcionar, ter méritos eu posso mim machucar, mim ferir, ficar amargurado, mais eu darei a volta por cima e farei você sofrer o dobro do que eu senti.
Há três coisas importantes na vida humana. A primeira é ser amável. A segunda é ser amável. A terceira é ser amável.
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