Eu Prefiro ser essa Metamorfose Ambulante
Entre apoderar-me da Verdade para julgar alguém, prefiro togar-me da Justiça Poética para julgar os que o julgam.
Talvez porque a Verdade — essa palavra tão invocada — raramente chega pura às mãos humanas.
Quase sempre, ela vem filtrada por convicções, interesses, ressentimentos ou paixões mal resolvidas.
E, quando alguém acredita possuir a Verdade absoluta, o julgamento deixa de ser um exercício de consciência para se transformar num espetáculo de vaidade moral.
A Justiça Poética, por outro lado, não se preocupa em parecer infalível.
Ela apenas observa, com a paciência do tempo, como cada gesto humano acaba escrevendo a própria sentença.
Quem julga com excesso costuma revelar mais de si do que daquele que está sendo julgado.
No tribunal silencioso da vida, o eco das palavras denuncia as intenções que tentavam se esconder atrás delas.
Há uma estranha pressa em condenar.
Como se apontar o erro alheio fosse uma forma rápida de limpar a própria biografia.
Mas a experiência ensina que os dedos que se erguem para acusar, quase sempre ignoram o espelho que os acompanha.
Por isso, em vez de disputar a posse da Verdade — como se ela fosse um troféu moral — prefiro assistir ao lento trabalho da coerência e das contradições humanas.
A Justiça Poética tem um modo curioso de agir: ela não grita, não se apressa e não faz discursos inflamados.
Apenas permite que cada um seja, com o tempo certo, revelado pelas próprias atitudes.
E, no fim das contas, quase sempre descobrimos que julgar os juízes é menos sobre condená-los… e mais sobre lembrar que ninguém deveria ocupar o tribunal da consciência humana sem antes revisitar, em silêncio, o próprio banco dos réus.
Prefiro me preservar no Direito de não me Descrever para não tropeçar no infortúnio de me Enaltecer
ou me Limitar.
Toda tentativa de nos definir carrega um risco muito silencioso: o de transformar um instante em sentença.
Pois, quando nos descrevemos, quase sempre recorremos ao que já sabemos sobre nós, ao que já fomos, ao que os outros reconheceram ou criticaram.
E assim, sem perceber, vamos vestindo uma versão de nós mesmos que pode até nos servir por um tempo, mas que também nos aprisiona.
Enaltecer-se demais é cair na armadilha da própria estátua: bonita, admirável, mas imóvel.
Limitar-se demais é aceitar uma moldura estreita para uma vida que ainda tem espaço para tantos contornos inesperados.
Entre uma coisa e outra, talvez exista uma Sabedoria Discreta em permanecer inacabado.
Há uma liberdade profunda em não se definir com tanta pressa.
Em permitir que a vida nos contradiga, nos amplie, nos transforme.
Quem se descreve demais começa a defender a própria descrição; quem se preserva um pouco mais, continua disponível para se tornar algo que ainda nem sabe.
Talvez seja por isso que algumas pessoas preferem caminhar sem tantas legendas sobre si mesmas.
Não por falta de identidade, mas por respeito ao grande mistério de ainda estar em construção.
No fim, há algo de muito belo, charmoso e humano em aceitar que somos maiores que qualquer frase que possamos escrever sobre nós.
"Se o céu é o destino de gente como você, prefiro não entrar. Pessoas como você transformam qualquer paraíso em inferno."
Prefiro chamar de crianças geniais em curso (CGC) com grandes possibilidades de êxito e inclusão social, fora do comum, as crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), do que estigmatizar estas crianças portadoras de algum transtorno, como alguma deficiência grave. Pois o autismo, não é doença alguma mas sim uma condição ambígua do neurodesenvolvimento padrão , adotado como referencia por uma sociedade.
A normalidade é o necrotério das almas vibrantes. Prefiro o meu caos particular, torto e incompreendido, do que essa simetria higienizada que vocês chamam de saúde mental, mas que cheira a formol e conformismo.
Prefiro o brilho curto de uma vida bem vivida ao mofo de uma eternidade suportando a mediocridade de quem não tem nada a dizer.
Não me venha com promessas de vida eterna se o elenco for esse; prefiro a brevidade de um instante real ao tédio infinito de uma existência rodeada de gente irrelevante!
Mesmo sabendo que posso ir longe, muito longe mesmo, ainda assim prefiro esperar e/ou aguardar o direcionamento divino! O discernimento é necessário, pois assim cumprirei o “seja feita a tua vontade”, caso contrário será remar contra a maré! Aí será debalde!
Todos tem sua lua, e os seus encantos que os inspiram, mas na dúvida de encontrar uma Diva prefiro a solidão.
Prefiro ouvir os que duvidaram aos que aceitaram tudo como verdade sem questionar. Quem questiona aprende mais e melhor.
Cansei de esperar,
prefiro passar vergonha e assumir,
Do que apenas desistir,
Talvés se transforme em fracasso,
Até mesmo decepção,
Mas pelo menos eu fui corajozo,
E enfrentei determinada situação.
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