Eu Gosto do Risco dos que Arriscam
Eu sou a brisa que te toca.
Eu sou o canto que ouves.
Eu sou a lágrima que cai em teu rosto.
Eu sou as brincadeiras do passado.
Eu sou a alegria estampada em tua face.
Eu sou a flecha que foi lançada.
Eu sou as palavras não ditas.
Eu sou lembrança de um vida.
Eu sou melancolia do teus olhos.
Sou a chuva que caiu.
Sou silêncio devastador.
Sou a menina que sorriu, que acordou...
Sou o pássaro que descobriu,
Que um dia não voou.
Eu poderia escrever mil linhas recheadas de palavras vazias, mas preferi não escrever uma palavra se quer.
Eu poderia armar meu guarda-chuva nessa tempestade, mas preferi tomar este banho revigorante.
Eu poderia abrir meu sorriso para disfarçar a dor, mas preferi derramar minhas lágrimas para amenizá-la.
Eu poderia ouvir aquela música bem baixinho, mas preferi topar o volume e dançar loucamente a meu estilo.
Eu poderia fechar os olhos para as coisas ruins, mas mantê-los fechados não irá fazer com que coisas ruins desapareçam.
Eu poderia falar tantas coisas, mas mesmo não falando nada, você entende tudo.
Eu poderia, pelo menos nos fins de semana, agir sem pensar. Mas minha razão sempre questiona meus atos: antes, durante e depois.
Eu poderia ser uma pessoa totalmente lucida, mas minha loucura é indispensável.
Eu poderia fazer planos para te colocar em meu presente, mas preferi te enterrar em meu passado.
Eu poderia andar com os pés fincados ao chão, mas preferi voar por entre o céu azul.
Enfim, eu poderia, eu poderia, eu poderia... muitas possibilidades para uma garota cheia de sonhos, com pouco juízo e muita fé.
Não tenha medo de errar, assim como eu tive. Do erro vem o acerto. Afinal, vivemos em um mundo filosófico, como podemos ter a certeza do que é realmente certo? Ou do que é errado? Nem oito, nem oitenta... Nem tudo é certo, nem tudo é errado. Certeza mesmo somente uma.
E mesmo quando nada faz sentido, eu continuo a caminhar... Olho para trás muitas vezes, tantas coisas ficaram lá. Olho para o caminho a minha frente e tenho medo de cada passo dado, não vejo nada além. Tenho medo, mas não há ninguém para segurar minha mão, ninguém para acender a luz nessa escuridão...
Desculpe, eu não consigo ficar 24 horas com um sorriso no rosto, e a sinceridade? Já escondi uma lágrima por trás de um sorriso, mas cheguei a um ponto onde não consigo mais esconder as lágrimas, derramo elas com uma facilidade incrível.. Isso porque estou emocionalmente frágil, quase depressiva. Não sei mais onde procurar forças para lutar, mas sinto que se parar agora, a correnteza dessas lágrimas sem fim me afoga. Eu só preciso saber para onde a correnteza quer me levar, talvez eu seja uma boa menina e nade nessa mesma direção, ou talvez não, afinal, eu sou teimosa e persistente. Duvidaria muito seguir em uma direção desconhecida, eu sempre luto pra chegar onde eu quero, e continuarei, até não ter mais forças pra lutar.
Aprenda uma coisa:
Eu sempre vou dizer que estou bem. Mesmo que por dentro meu coração esteja em frangalhos. Não faz meu gênero demostrar fraqueza!
Brincando de fazer planos eu perco o tempo, arrasto as horas pra lá e trago pra cá as alternativas e escolhas que me distraem enquanto não tenho você por perto.
Eu era tão mais leve, mais expressiva e natural quando ninguém modificava minhas vírgulas e não colocavam ponto final antes da minha frase ser terminada. Era um suspiro, um grito e um alívio que saia sem a preocupação de estar claro, objetivo, simples e conciso. As vezes me sinto uma mercadoria com minhas frases curtas que são utilizadas para atingir, mas deixam de ilustrar o que sinto, o que vivo, o que machuca. Num cansativo e comprido ciclo, que é o espelho do que sou. Sem a necessidade de simplificar, ou agradar... apenas vomitar tudo que não sei digerir.
Eu só queria que pudesse escutar uma de tantas as vezes que em silêncio eu gritei seu nome. E espalhar por aí, um pouco do que você é pra mim.
Eu escrevo porque tenho vontade de gritar. E se tenho vontade de escrever e não posso, eu grito! Grito pra espantar, grito por querer sumir, grito por muitas vezes não poder escapar. Essa gritaria não é pra ninguém escutar, nem mesmo espero que alguém possa me calar. Afinal, enquanto escrevo estou vomitando lágrimas em silêncio.
