Eu Gosto do Risco dos que Arriscam

Cerca de 276952 frases e pensamentos: Eu Gosto do Risco dos que Arriscam

Quando eu era pequena, meu primo pegou uma rolinha machucada e levou pra casa pra cuidar. Ele sabia que eu era apaixonada por animais, e me mostrou assim que chegou em casa.
Nós colocamos ela na gaiola até ela se recuperar.
No dia seguinte ela morreu enforcada tentando sair da gaiola.
Ela se matou tentando se libertar.
Não se prende um pássaro que conhece a liberdade, imagina um povo inteiro.

Surto


Eu sabia.
Eu sabia.
Mas o saber não segurou a porta
quando a mente resolveu sair correndo.


O surto não chega gritando,
ele chega convencido.
Diz que agora vai,
que dessa vez precisa falar,
que o silêncio já venceu vezes demais.


E eu assisto.
De dentro.
De fora.
De um lugar estranho
onde ainda existe consciência,
mas não existe freio.


Eu falo.
Eu exponho.
Eu rasgo o que eu mesma costurei com cuidado
em dias de lucidez emprestada.


É desesperador
morar num corpo que não obedece,
num pensamento que se auto-sabota
em tempo real.


É como se eu fosse
a câmera de segurança
de um assalto cometido por mim mesma.
Grava tudo.
Não impede nada.


Depois vem o cansaço.
Esse cansaço antigo,
que não é físico,
é ontológico.
Cansa existir dentro de uma mente
que sabe demais
e controla de menos.


Eu volto pra mim aos poucos,
como quem retorna de um incêndio
carregando o próprio nome chamuscado.
Ainda sou eu,
mas com cheiro de fumaça
e a vergonha silenciosa
de quem viu tudo pegar fogo
sem conseguir apagar.


O surto passa.
Eu fico.
Com a memória do estrago
e a pergunta que nunca cala:


— como é possível estar tão consciente
e ainda assim tão ausente de si?

Eu quero fugir
Das idéias
Eu quero ir pra longe dos pensamentos
Que me cercam de certezas obscuras


Eu não quero mais entender
Alguém me leve de volta, quando eu podia escolher um lado
Meu lado agora é sob os escombros morais
que antecedem a ruína material


Me sinto doente em saber, e em não saber
Estou rouca de tanto gritar no silêncio, e não ser ouvida
Me sinto doente em saber
que existe uma conveniência em tudo isso
e que isso me torna doente e o mundo são


Me assusta o diagnóstico certo, da doença que me assola a alma
Mas sinto que se eu me curar, eu estaria mais doente ainda
A idéia de aceitar ou conviver com essa realidade
transforma a minha loucura na sobriedade mais avassaladora que eu já senti


Escrevo na esperança de não me engasgar com as palavras
um engasgo mental, quase fatal
De tudo que me assola e me atormenta
Escrevo, no fundo, para que eu nunca deixe a loucura perdida
e me torne alguém saudável
nesse mundo doente

Eu sei que sou incômoda.
Eu sei que não sou fácil.
Eu sei que ser eu cansa.


Mesmo assim, eu fico.

Quando o filme da sua vida passar, vai ser um curta, meia ou longa metragem?
Eu espero que se não for um longa, que seja digno de um oscar.

Eu tentei ser compreendida
Tentei me encaixar
Mas as pessoas não conseguiam me enxergar E nem me escutar
Eu tentei mudar o tom
Troquei as roupas
Fiz o que pude, e o que não pude
Para ser compreendida e aceita
Mas nada foi o suficiente.
E eu entendi, que não existe demérito em não ser compreendido, o demérito é não compreender.

Durante muito tempo eu tentei me encontrar. Talvez, encontrar um alguém que nunca existiu. Corri... Perdida, sozinha e sem rumo. Alguns dias eu era nada, nos outros me sentia completa de tudo. Reinventei meu mundo, minha realidade era invisível e todos os dias eu era um alguém diferente, alguns dias eu era sensata, nos outros dias era inconsequente. Na minha história, eu apagava o que não gostava e imaginava aquele palco em que nunca atuei. Foram sonhos, algumas concretizações, doses de noites mal dormidas, olheiras, lágrimas, indecisões, lembranças e histórias que haviam sido rasgadas, mas não esquecidas. Todos os dias eu mudava, nem ao menos sabia quem eu me tornava. Já fui criticada, incentivada e talvez essa aceitação que eu buscava, eram das pessoas ao meu redor. Agradei as pessoas e esqueci de me agradar. Eu queria ser melhor, queria impressionar, mudar algo, fazer algo grande, que as pessoas desacreditavam. Havia algo gritando dentro de mim... Uma voz que eu não conseguia calar. Alguns dias eu acordava mais eu mesma, nos outros, uma mera conhecida. “Quebrei a cara” muitas vezes, fiz muitas coisas erradas, mas me encontrei e a cada dia que passa, encontro um pouco mais de mim mesma. Para quem me conhece, sabe que ao longo do tempo eu mudei, mas a essência é a mesma. Dias passaram, algumas coisas se transformaram, alguns amigos foram embora, outros comigo ficaram, momentos esquecidos, dias abalados, amores que acabaram. Mas hoje, hoje eu não quero mudar, hoje eu quero apenas ser feliz, sendo quem eu quero ser, agindo da forma que eu quero agir. Não quero impressionar, me tornei mais autêntica e sem dúvidas, muito mais realizada pelo o caminho que segui, por todas as coisas que consegui e todos os erros que cometi. Ainda há muita caminhada, e tenho muitas outras coisas para conquistar. Mas hoje, hoje eu acordei feliz, porque sei que aos poucos aquele palco em que sonhei, está se realizando, e que meu caminho eu já predeterminei. Com muita luta e determinação eu conseguirei chegar lá. Por isso, a todos, eu só queria avisar... Seja você mesmo, arrisque sem medo, não ouça criticas, afinal ninguém te conhece melhor do que você mesmo, quando você se sentir um “lixo”, lembre-se do potencial que tem. Não faça algo apenas para agradar aos outros, agrade a si mesmo. Não desista, tente uma, duas, três vezes se for necessário. Não queira o bom, o ótimo... Queira o excelente, o perfeito; queira chegar aonde ninguém consegue chegar. Opte por aquilo que faz seu coração vibrar. Sonhe, pois sonhar já é o começo de toda ação, e o principal: tenha fé, porque aos poucos tudo se encaixa, tudo se acerta, tudo se compõe e assim como eu, você criará um rumo, e se sentirá assim... No caminho certo.

Às vezes você bagunça minha razão, invade meu coração, leva embora minha emoção. E eu me sinto perdida!

Flávia Abib

Antes de você, eu era apenas um mapa esperando por um destino. Você chegou e me trouxe a alegria de quem finalmente encontra o lar.
​Você me completa na alma, e cada dia ao seu lado é um verso lindo que Deus escreveu.
​Seja qual for o tempo que nos espera, saiba: minha promessa é te amar com a mesma alegria de hoje, por toda a nossa eternidade.

Vem, meu anjo. Eu chamo no silêncio que me veste,
Não com a voz, mas com a dor que me consome.
Sou um naufrágio à espera da maré celeste,
E em cada lágrima, sussurro o teu nome.
​O amor que arde em mim não é brasa, é ruína;
Um fogo que devora, mas não aquece.
Se és a salvação, por que a sorte é tão mesquinha
E me oferece o céu apenas quando anoitece?
​Eu te construí no altar da minha insônia,
Um relicário de promessas e prantos,
E agora, sem teu toque, sou só a autonomia
De um coração quebrado em mil recantos.
​Vem, meu anjo, venha me salvar da queda
Que me separa do calor do teu abraço.
Sou o drama vivo, a tela despedida,
Que implora pelo brilho do teu traço.
​Chega de manso e rasga esta mortalha de saudade.
Pois sem o teu olhar, sou apenas sombra fria;
A melancolia veste o manto da verdade:
Viver é te esperar em eterna agonia.

Eu deveria ter pensado bem antes de te deixar ir embora da minha vida.
Essa frase ecoa, fria e cortante, na escuridão da alma.
Atrás de mim, só resta o deserto da saudade infinita,
E o silêncio pesado de uma história agora póstuma e calamitosa.
Se eu soubesse que a ausência era esta dor que me devora,
Este vazio abissal que engole o ar e a esperança,
Teria amarrado o teu passo, implorado para que não fosses embora,
Teria trocado meu orgulho pela tua última e derradeira confiança.
Fui tolo, fui cego! Pensei que o amor era um rio manso
Que esperaria meu regresso, que jamais secaria a fonte.
Mas o rio levou-te, e o que resta é este corpo imenso
Navegando à deriva, sem velas, sem bússola, sem horizonte.
Oh, a ironia cruel do tempo que não volta e que me castiga!
Cada batida do meu peito é um martelo a cravar a verdade:
Eu te deixei ir, e agora a solidão é minha única amiga,
Uma amante fria vestida de eterna e lúgubre saudade.
Volta! Por favor, volta! Não importa que seja em sonho, em vulto, em bruma!
Pois este coração que te ofereço jaz quebrado, inútil, e sem luz.
Eu deveria ter pensado bem... E por não ter pensado, o meu mundo ruiu em suma.
E o meu castigo é viver para sempre à sombra da minha própria, terrível cruz.
Sinto muito pela dor que inspirou seu pedido. É uma emoção muito profunda.

O seu 'eu' do futuro vai te agradecer por não ter desistido hoje.

Você não é mais uma presença, mas é a falta mais presente que eu carrego.

⁠Você é o 'era uma vez' que eu nunca consegui dar um ponto final.

Eu preciso te esquecer, não porque deixei de te amar, mas porque amar você me faz esquecer de mim."

Preciso esvaziar o espaço que você ocupa para que eu possa finalmente voltar a caber em mim.

Eu preciso te esquecer, antes que a saudade termine de me apagar.

Dói admitir, mas o 'nós' virou 'eu', e agora o 'eu' precisa te deixar para trás.

Adeus, meu ex-amor. O que era laço virou nó, e hoje eu finalmente me desato.

Eu nunca vou te esquecer; você vai ficar para sempre guardado no meu coração.